Definição

Estes vírus provocam infecções respiratórias no homem e nos animais e têm afinidade com o muco do trato respiratório e outras regiões do organismo, daí o nome que lhe foi atribuído.

Muitos dos vírus deste grupo elaboram uma enzima que provoca a aglutinação dos eritrocitos. Em 1962, Walterson distinguiu dois subgrupos: no primeiro estão incluídos os vírus da influenza A, B e C. O rinovírus está associado aos resfriados comuns.

A gripe, ou influenza, é uma inflamação respiratória aguda febril que se manifesta de forma epidémica. Existem receptores de superfície nos eritrocitos (glóbulos vermelhos) que podem ser, de acordo com as recentes descobertas, os locais onde o vírus começa a actuar, provavelmente pela acção das proteínas (HA e NA) presentes na cápsula do vírus. A infecção das células começa com a união a esses receptores e consequente passagem pela parede celular até ao citoplasma. Estes vírus contêm uma massa central de ARN. As estirpes isoladas no início de uma epidemia possuem uma estrutura antigénica diferente das estirpes anteriores (as mutações). A mutação que resulta do aparecimento de antigénios dominantes complementares diferentes (que pode facilitar métodos imunológicos  laboratoriais de pesquisa e a partir do genoma,  a pesquisa de  ARN.  A cultura do vírus é feita em laboratórios de alta segurança) são muito raras e provavelmente aparecem com intervalos de 30 a 40 anos. Esta nova estirpe é altamente infectante. Muitas das grandes epidemias mundiais atribuem-se a essas mutações profundas. A história registou grandes pandemias como a de 1918 – 1919, em que morreram 5o milhões de pessoas e a da gripe asiática de 1957- 1958.  As estatísticas registaram em 1952 2 milhões de óbitos  e  em 1968 1 milhão  provocadas por novas mutantes do grupo A.

O que é a gripe aviária?

É uma infecção transmissível causada pelo vírus influenza nas aves. Este vírus tem vários tipos e subtipos que podem infectar outros animais.

A infecção pode ser assintomática e pouco grave, mas pode ser também causa de doença grave mortal. Isso depende das variantes dos vírus que causam a infecção, e das aves portadoras. Este vírus infecta aves selvagens (aquáticas migratórias) e aves domésticas como: galinhas, patos, perus, etc.

Existe o conceito de que os vírus da gripe que infectam animais mamíferos e seres humanos derivam do vírus da gripe das aves H5N1. A investigação observou que as aves infectam primeiro os porcos, onde o vírus sofre uma recombinação que vai dar origem  à infecção  de outros animais  e seres  humanos, como parece ser a pandemia do nível 6 H1N1. (Estes conceitos estão sujeitos a Confirmação Científica)

Os subtipos do tipo A são identificados por um código com duas letras e dois números – Nx e Ny – em que o x e o y representam números, daí a nomenclatura usada: H1N1, H3N2, H5N1, etc.

A letra H representa a hemaglutinina (HA) e a letra N a neuronimidase (NA), que quimicamente são duas proteínas presentes na cápsula que envolve o vírus.

A proteína HA facilita a fixação nas células para as infectar e a NA permite a saída da célula depois de se multiplicar no seu interior.

Os números representam a ordem das descobertas bioquímicas destas moléculas como, por exemplo, o H5, que quer dizer a quinta forma descoberta da hemaglutinina. Até agora foram descobertas dezasseis formas moleculares diferentes.

Epidemiologia.

O vírus é propagado pelo doente através das secreções nasal e bucal e por gotículas expelidas ao espirrar. Admite-se que o doente se torne infectante antes de se declarar a gripe. As grandes epidemias surgem mais ou menos com intervalos de 40 anos. As epidemias menores provocadas pelo tipo A, com intervalos de 5 anos, aproximadamente. Anualmente surgem focos endémicos de infecção pelo tipo B que também provocam epidemias moderadas com intervalos de 3 a 6 anos.

O grupo C não provoca epidemias, mas origina a disseminação de infecções sub-clínicas.

Sintomas

A doença é raramente fatal, observando-se reacções febris com inflamação da mucosa e dos brônquios.

Os sintomas são difíceis de descrever e também são muito variáveis, com complicações frequentes, como pneumonias bacterianas que podem ser fatais.

Quando se dá a invasão nos tecidos pelos Estafilococos áureos, segue-se a formação de abcessos múltiplos e grave destruição com necrose da traqueia, brônquios e bronquíolos. A pneumonia estafilocócica fulminante tem sido a causa de muitas mortes, especialmente nos indivíduos de idade avançada. Associam-se invasões de outras bactérias como Hemófilos, Influenza (laringo-traqueite aguda), Pneumococos, Estreptococoshemolítico. Estas complicações foram a causa principal de morte na pandemia de 1918-19.

O principal sintoma do período de invasão é de 24 a 48 horas e começa com dor de cabeça intensa, dor na coluna vertebral, dores generalizadas nos músculos, grande astenia, face pálida, expressão de cansaço, fotofobia, olhos avermelhados, coriza (secreção nasal) e tosse que é provocada pela irritação da traqueia e dos brônquios. Podem ainda aparecer vertigens, vómitos, diarreia, hemorragia nasal e febre a 40º de temperatura. Estes são os principais sintomas, mas também podem aparecer ainda outros de carácter nervoso como o meningismo, com contractura dos músculos da parte posterior do pescoço, sonolência, delírio e excitação. São ainda muito frequentes fortes dores nevrálgicas de membros amputados que aparecem logo no início da enfermidade.

Segue-se outro período de duração curta com grande prostração e dor nas articulações e músculos que aumenta com os movimentos. Aumenta também a dor de cabeça, a falta de apetite, a língua suja e lisa, a respiração rápida, a excreção da urina diminuída, o pulso fraco e rápido e a oscilação da temperatura com variações pequenas. A febre baixa a partir do terceiro ou quarto dia.

Este período é crítico, ou o doente entra em convalescença, ou surgem complicações acima referidas. A convalescença pode ser longa, indo até doze dias ou mais.

Profilaxia

O que deve fazer Evitar lugares concorridos. Sabendo que todas as superfícies em que tocar são potenciais transmissores do vírus, deve lavar frequentemente as mãos com um gel desinfectante, desinfectar as maçanetas das portas, evitar a exposição a lugares húmidos e a correntes de ar. Ao tossir ou espirrar, deve tapar a boca com um lenço de papel, não escarrar no chão e evitar lugares mal-ventilados.

Ao surgirem sintomas de resfriado ou gripe deve ficar de cama. Os que tratam doentes com gripes devem usar máscara e luvas. Os doentes em convalescença são potenciais transmissores do vírus até ao 11º dia ou mais. O papel higiénico e os lenços de papel com expectoração devem ser queimados. Não partilhe copos ou alimentos com as crianças ou outras pessoas

 Tratamento.

Beber muitos líquidos e fazer uma alimentação saudável, de preferência ovolactovegetariana, para não sobrecarregar os rins. Evitar mudanças de temperatura, o contacto com pessoas engripadas e ambientes pouco ventilados, evitar o tabaco e o álcool. Procurar ajuda médica para começar um tratamento antiviral (o mais usado da Roche é o Tamiflu) e prevenir complicações. Tratando-se de pandemia, só os Serviços de Saúde podem fazer um diagnóstico correcto com meios complementares de diagnóstico. Lembre-se de que pode fazer a sua parte com princípios simples de profilaxia e higiene.

Não existe tratamento específico preventivo para a gripe, embora já existam antivirais que são prescritos sob vigilância médica e a sua eficácia comece a ser testada. No entanto, começam já a aparecer resistências ao Tamiflu (não tome este antiviral sem vigilância e prescrição médica, pois podem aparecer resistências ao fármaco, como sucede com os antibióticos).

As complicações são tratadas e prevenidas com antibióticos pelo seu médico. O doente deve estar de cama até que a temperatura volte ao normal. Para resfriados comuns, e mesmo a gripe, o repouso e a vitamina C produzem bons resultados. As populações de risco, como idosos, grávidas,  crianças e pacientes que sofrem de doenças cardíacas e crónicas como a diabetes e doenças respiratórias devem ser vacinadas.

Contra-indicações da vacina (gripes comuns)

  1. Os alérgicos ao mertiolato, o timerosal e a proteína do ovo de galinha.
  2. Quem apresentar sintomas de gripe, com fortes dores musculares e dificuldades respiratórias.
  3. Os portadores de doenças neurológicas como o Síndrome de Guilllain Barré

devem ser avaliados por um Técnico de Saúde, e só depois ser vacinados.

Hidroterapia

Fazer banho quente sobre as pernas e fomentações na coluna vertebral e peito. Beber vários copos de limonada quente (aquecer a água, deitar algumas colheres de açúcar mascavado e espremer um limão). Quando tiver as narinas entupidas, deve fazer uma atmosfera húmida com folhas de eucalipto ou algumas gotas de Eucaliptol.

PO

Obs muito importante: não dê às crianças Aspirina ou qualquer derivado do ácido acetilsalicílico. Substitua por paracetamol com vigilância médica.

Qual é o papel da Aspirina no Síndrome de Reye?

As causas do Síndrome de Reye ainda são um mistério para os  cientistas. Porém, há estudos que mostram que o uso de aspirina ou de medicamentos contendo salicilatos, normalmente usados para tratar de enfermidades virais, aumentam o risco de desenvolvimento da doença. A National Reye´s Syndrome Foundation (NRSF), a Food and Drugs Administration (FDA) e os centros para controlo de doenças nos Estados Unidos recomendam que a aspirina e os produtos que contenham os seus componentes na fórmula, não sejam administrados por ninguém menor de 19 anos durante processos virais. É importante salientar que é possível desenvolver a Síndrome de Reye sem tomar aspirina. Porém, as probabilidades de desenvolvimento da doença podem ser muito reduzidas, não dando aspirina às pessoas para alívio de desconforto ou febre sem consultar um médico primeiro para cada uso específico.

NOTICIAS

A A gripe suína, também conhecida como gripe A (H1N1) é uma doença causada pelo vírus H1N1, combinação  dos vírus suíno aviário e humano.

A Gripe suína já infectou mais de 280000 pessoas em vários países e causou a morte de cerca de três mil pessoas em todo o mundo, segundo os dados oficiais.

A Organização Mundial da Saúde declarou que a Gripe Suína é uma “emergência na saúde pública internacional”, e em 11 de Junho de 2009 elevou nível de alerta ao máximo (nível 6) decretando uma pandemia.

 Se estiver numa localidade em que de todo não tenha a possibilidade de assistência médica,  recomendamos a seguinte terapêutica (gripes comuns) com restrições para idosos ou pessoas com doença hepática, renal, asma, alergias,  doenças cardíacas, hipertensão arterial . Para crianças devem ser respeitadas as doses pediátricas:

 Brufen 600 (ibuprofeno e parecetamol alternado de 4 em 4 horas para adultos, com a ingestão de 8 a 10 copos de água por dia ou sumos de fruta. Não ultrapasse as doses terapêuticas , quando a febre normalizar suspenda o brufen e mantenha o paracetamol  DE 8 EM 8H.

 Nota: o PO saúda os serviços de saúde de todos os países, que seguiram as orientações da OMS, que possibilitaram o  enfraquecimento do vírus e salvaram milhões de pessoas.

Saúda  todos os investigadores e técnicos de saúde  que tornaram possível a  divulgação científica do vírus e as terapêuticas adequadas.

 Nota: o vírus tem sofrido mutações menos agressivas  mas preocupantes.

Para cada mutação é fabricada uma vacina.

 

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