SALMONELOSE OU FEBRE TIFÓIDE

Dezembro 10, 2014

SALMONELOSE OU FEBRE TIFÓIDE

Causa

A febre tifóide é uma infecção causada pelo bacilo Salmonella Typhi. Este género inclui mais de 400 tipos, tendo sido o primeiro a ser estudado  a Salmonella Tiphi, ou o  agente da febre tifóide. A melhoria das condições sanitárias e um melhor conhecimento da epidemiologia da doença tiveram como resultado uma redução espectacular da mortalidade, graças ao uso do clorofenicol.

Diagnóstico

A febre paratifóide é clinicamente semelhante à tifóide e é causada pela Salmonella Paratiphi B. Outros agentes etiológicos da febre paratifóide são: Salmonella Paratyphi (A  B e C.) A expressão “febre intestinal” inclui os bacilos gram negativos, da família da enterobecteriacea e tifóide e paratifóide. Além da sua semelhança clínica, apresentam os mesmos caracteres patológicos e a distinção baseia-se na análise bacteriológica.

A determinação dos tipos bacteriológicos é feita pelo laboratório INTERNATIONAL REFERENCE. O diagnóstico laboratorial é feito por culturas das fezes. A hemocultura constitui o processo mais seguro de diagnóstico e deve-se praticar nos primeiros 7 a 10 dias da infecção. Depois de uma semana da doença, do sétimo ao décimo dia pesquisam-se anticorpos pela reacção de Widal. Ensaia-se o soro do doente contra suspensões padrão H e O. Geralmente encontra-se no soro as duas aglutininas anti-O e anti-H e nalguns casos só uma delas é revelada no início da infecção.

Profilaxia

O bacilo tífico e paratifico são exclusivamente parasitas do homem e as medidas profiláticas incluem:

  1. saneamento da água de consumo e do sistema de esgotos;
  2.  fiscalização do pessoal encarregado do fornecimento da água e da indústria alimentar;
  3.  conservação dos alimentos no frigorífico e ao abrigo das moscas;
  4.  tratamento dos doentes em estabelecimentos de saúde e, em cada aglomerado populacional, registo de todos os doentes crónicos;
  5.  administração da vacina aos mais expostos;
  6.  combate às moscas, nas habitações, higiene das mãos e alimentos. Ferver a água de consumo.

As bactérias entram no tracto intestinal e chegam à corrente sanguínea. De seguida, verifica-se uma inflamação dos intestinos delgado e grosso. Nos casos graves, que podem pôr a vida em perigo, aparecem úlceras que sangram no tecido infectado, dando origem a uma perfuração.

Aproximadamente 3 % dos infectados com Salmonella Typhi que não recebem tratamento eliminam bactérias na sua matéria fecal durante mais de um ano. Alguns desses portadores nunca manifestam sintomas de febre tifóide e as estatísticas revelam, em alguns países, que os indivíduos portadores são geralmente mulheres de idade avançada com uma doença crónica da vesícula biliar.

 Sintomas                                                                                                                                                         Em geral, os sintomas começam gradualmente entre 8 e 14 dias após a infecção. Entre eles figuram:

  •  Febre, dor de cabeça, dor articular;
  • Dor de garganta, prisão de ventre, perda de apetite;
  • Queixas abdominais;
  • Com menos frequência verifica-se dor ao urinar;
  • Tosse e hemorragias nasais.

Sem tratamento, a temperatura corporal sobe lentamente e mantém-se a 39,5ºC – 40ºC durante 10 a 14 dias, começa a descer gradualmente no final da terceira semana e atinge níveis normais à volta da quarta semana.

A febre costuma ser acompanhada por uma frequência cardíaca lenta e um cansaço extremo (astenia). Nos casos graves, pode verificar-se delírio e coma. Podem aparecer erupções, como pequenos pontos rosados no peito e no abdómen, durante a segunda semana. Por vezes, a infecção causa sintomas semelhantes aos da pneumonia ou então apenas febre, ou somente sintomas idênticos aos de uma infecção das vias urinárias. Também é frequente nos idosos em convalescença manifestar soluços persistentes devido a toxinas da bactéria que só passam com um antitóxico.

Tratamento

Clorofenicol: 250-750 mg c/6 h po

NOTA: O clorofenicol deve ser aplicado com cuidados extremos (pode desencadear uma anemia aplástica) produz uma cura rápida, mas pode aumentar casos de recaída e recidiva em consequência da administração descontínua do antibiótico.

Lactantes 50 mg/kg p.o.2 doses

Recenascidos 25mg kg/d p.o.

Usa-se a seguinte terapêutica: 

Trimetroprime-sulfametoxazol ou ciprofloxacino

Trimetroprime-sulfametoxazol  80a160  mg p.o 12-12 h. (pediatria: 8 a 40 mg/kg/d  p.o .em 2 doses)

Ciprofloxacino: 250 a750 mg p.o. de 12em12 h. 8a14 dias. Ou 200-400mg I.v.c/18-12h x 8-14 dias

PEDIATRIA ESTÁ CONTRA INDICADO. Observar as reacções adversas destas terapêuticas

Medidas diatéticas: papas de farinha de milho, de trigo refinado, aveia ou tapioca, fruta cozida sem sementes como a maçã, puré de batata, sopa de legumes passados por um coador, yogurte natural e queijo fresco.

Fitoterapia

Plantas recomendadas:

Bistorta: decocção do rizoma é um poderoso adstringente anti-séptico e hemostático.

Alho: cru, extractos, decocção de dentes de alho é um antibiótico, respeita a flora intestinal saprófita e aumenta as defesas.

Macieira: anti-diarreica e absorve as toxinas. É eficaz na Salmonelose e usam-se os frutos crus (Maçãs) ralados ou cozidos.

Salgueirinha: adstringente anti-diarreica e anti-inflamatória. Usa-se  a  infusão das flores.

Tomilho: antibiótico que combate a putrefacção intestinal. Usa-se infusão das flores e a essência.

Salsaparrilha bastarda: depurativa, serve de complemento do tratamento.

Sassafrás: anti-séptico. Usa-se a infusão de casca e a essência.

OBS: O tratamento  deve ser médico, apenas apresentamos sugestões aos  técnicos de saúde.

 

 

 

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