Apendicite e peritonite aguda   seccçoes abdominais

Definição

Inflamação do apêndice vermicular que pode ser aguda ou crónica. Esta infecção é mais frequente na criança e no adulto jovem podendo manifestar-se em qualquer idade.

Sintomas

A intensidade da inflamação pode variar numa simples inflamação até a gangrena de todo o apêndice. Os sintomas mais frequentes são. Dor abdominal, náuseas e vómitos, prisão de ventre e febre. É habitual na apendicite aguda a defesa abdominal (contracção permanente dos músculos revelada pela apalpação do abdómen perto do apêndice) A dor começa próximo do umbigo, passando para a fossa ilíaca direita. Lugar que dói ao pressionar e largar rapidamente. Irradia com frequência para a parte alta e média do abdómen e para a face anterior da coxa direita.

Diagnóstico

Hemograma: aumento dos leucócitos ou número de leucócitos normais mas aumento de neutrófilos com núcleo em bastonete na formula leucócitaria.

Tratamento

Procurar ajuda médica, pode ser necessária uma cirurgia de urgência.

 O que não deve fazer

Não dar purgantes

Não dar calmantes para a dor (o médico é que define)

O único tratamento numa apendicite aguda é a cirurgia para evitar a perfuração intestinal. Pode hidratar-se o paciente com pequenas quantidades de líquidos pela boca, gelo local e antibióticos para se operar algum tempo depois. ( opção do médico)

Peritonite

Definição

Inflamação do peritónio por causa infecciosa.

Primarias: infecção na ausência de um processo agudo intrabdominal, é característica de pacientes com ascite, imunodepressão ou foco séptico extraabdominal.

Secundarias: podem ser de causadas perfuração de uma víscera oca abdominal como consequência de uma obstrução (intestinal), enfarto, neoplasia, traumatismo ou corpo estranho.

Agente causal

Nas crianças e nas primarias: S. pnemoniae, S, pyogenes S. aureus, enterobacterias, M. tuberculosas Adultos: com as cite E. coli, Klebsiella, e enterococus. Adultos sem ascite: M. tuberculosis, N. gonorrhoeae C. trachomatis

Secundarias E. Coli, Klebsiella, Proteus, Enterococus, Bacteroides, Clostridium

Diagnóstico

 Hemograma, exame do liquido ascitico, ou exudado peritonial, radiografia do tórax e abdómen.

Tratamento

Primaria: Cefotaxima (1-2 g de 6 em 6 h.im ou i.v.e (pediatria 150mg/kg/dia em três doses). (Recém-nascidos 100mg/kg/d

i.v. em duas doses)

Imipenem-cilastatina: 0.5 -1g de 6 em 6horas i.m ou i.v. (Pediatria 50mg/kg/d. i.v. em 4 doses)Ou ainda Piperacilina: administração lenta em 30m 200-300mg/kg/dia i.v. (pediatria> 2 meses 300mg/kg/d i.v. em 4 doses)

Observação: cuidados com hipersensibilidade cruzada à penicilina e anafilaxia

Secundaria: cirúrgico e antibióticos como a Ampicilina+Tobramicina+Metronidazol ou Imipenem

Tobramicina: (tóxica para a audição e bloqueio neuromuscular) 3-5mg/kg/d i.m. ou i.v. em 1-3 doses

Metronidazol

500mg p.o. de 8 em 8 h. 7-21 Dias segundo a gravidade (pediatria escolares15-50mg/kg/d em 3 doses)

 

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