Cancro Colorrectal (texto)

Dezembro 11, 2014
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imagem intestino grosso

Cancro Colorrectal      

O que deve saber

Nos países do Ocidente, esta enfermidade do intestino grosso e do reto (CCR) é a segunda causa de morte e também uma das causas mais frequentes de cancro. Portugal ocupa o 18º lugar europeu no que se refere à incidência deste cancro.

 Constatações de incidência

O risco de incidência começa a aumentar aos 40 anos de idade, atingindo o pico máximo entre os 60 e os 75 anos. O sexo onde ocorre com maior incidência o cancro do cólon é o feminino e o do recto é o masculino. Uma das constatações relevantes é que os doentes com estas enfermidades apresentam, em cerca de 5% dos casos, mais de que um tumor ao mesmo tempo.

Hereditariedade

Todos os indivíduos com histórias familiares de cancro do cólon ou do recto, ou ainda de polipose, correm maior risco de desenvolver estes cancros, bem como os que sofrem de colite ulcerosa e doença de Crohn também estão mais predispostos.

Possíveis causas

Uma alimentação típica ocidental de habitantes dos grandes centros urbanos que têm um elevado nível socioeconómico, rica em gorduras, proteínas animais, hidratos de carbono refinados, como o açúcar, bem como o tabaco, a diabetes e a obesidade podem estar a longo prazo na origem desta enfermidade (consulte neste site o cancro e a alimentação.

 Como se reduz o risco

Fazendo uma alimentação rica em cálcio e vitamina D, ingerindo vegetais como o repolho, a couve-de-bruxelas e os brócolos.

Como começa o cancro

O cancro do cólon começa normalmente com uma inflamação de forma semelhante a um botão na superfície mucosa intestinal, ou com um polipo. O crescimento do tumor começa a invadir a parede intestinal. Também podem ser invadidos os gânglios linfáticos próximos.

Tipos de Tumores

Carcinóides: têm um crescimento lento e inicialmente sem sintomas; podem atacar o fígado, dando origem à síndrome carcinóide.

Linfomas: lesam a parede intestinal e os gânglios linfáticos próximos.

Na circulação, o sangue da parede intestinal passa pelo fígado e o cancro do cólon, estende-se em geral, fazendo metástases precocemente neste órgão, isto depois de ter invadido primeiro os gânglios linfáticos adjacentes.

Quanto tempo se leva a propagar-se

Uma das características do CCR é o desenvolvimento lento, leva muito tempo a propagar-se e a surgirem os sintomas. Estes dependem do tipo de tumor, bem como da sua localização e extensão. O cólon direito (ascendente) tem um grande diâmetro e uma parede fina. Como o seu conteúdo é basicamente líquido, só fica obstruído quando a doença já está muito avançada. Um tumor no cólon ascendente pode chegar a ser tão grande que pode ser palpável através na parede abdominal.

 Sinais de alerta

  • O cansaço e a fraqueza com anemia profunda podem ser os únicos sintomas do doente. O cólon esquerdo (descendente) tem um diâmetro menor e uma parede mais grossa e contém fezes semi-sólidas. O tumor tem tendência para crescer, abrangendo uma forma de anel nesta porção do cólon, provocando prisão de ventre e dejecções diarreicas alternadamente. Como o cólon descendente é mais estreito e a sua parede mais grossa, o tumor é mais propenso a provocar uma obstrução precoce. A pessoa pode ir ao médico por causa de cólicas dolorosas e prisão de ventre. As fezes podem ser moldadas ou estar misturadas com sangue, mas muitas vezes isto não pode ser identificado à vista desarmada e é necessária uma análise de laboratório para o detectar. (Pesquisa de sangue oculto)
  • Em geral, a maioria dos tumores sangra pouco. No cancro do recto, o sintoma mais frequente é a hemorragia no decorrer duma evacuação. Em qualquer hemorragia rectal, mesmo que se saiba que a pessoa tem hemorróida ou doença diverticular, não se deve excluir a possibilidade dum cancro.
  • Com o cancro do recto, o doente pode ter evacuações dolorosas e a sensação de que o recto não despeja por completo. Pode ter dores ao sentar-se. Os testes de diagnóstico contribuem para uma detecção precoce da enfermidade.
  1.  As fezes podem ser analisadas para detectar quantidades microscópicas de sangue. Para garantir resultados seguros, o paciente deve ter uma alimentação livre de carnes vermelhas durante os três dias anteriores à recolha da amostra de fezes.

 Testes complementares de diagnóstico com Sigmoidoscópio flexível de fibra óptica.

Antes da endoscopia, despeja-se o intestino muitas vezes com laxativos potentes e vários clisteres. Cerca de 65 % dos cancros colorrectais podem ser observados por este método.

Colonoscopia

Se for detectado um polipo que possa ser canceroso, examina-se a totalidade do intestino com um colonoscópio, pois este é mais comprido do que o sigmoidoscópio. Alguns tumores de aparência maligna podem ser extraídos, utilizando este instrumento. Outros devem ser extirpados por meio de métodos cirúrgicos correntes.

 

As análises ao sangue podem ajudar a fazer o diagnóstico. Os valores do antigénio carcinoembrionário no sangue (CEA  < 5,2 ng/ml  )

são elevados em 70 % dos doentes com um cancro colorrectal. Os valores do antigénio carcinoembrionário elevados podem diminuir depois da extirpação do tumor. Neste caso, pode-se tornar a confirmar os valores mediante controlos posteriores. Se for detectado um aumento, significa que o cancro recidivou. Outros antigénios, o CA 19-9 < 37 U/ml   e o CA 125 < 35 U/ml , são semelhantes ao antigénios  carcinoembrionário e também podem ser medidos do mesmo modo.

Tratamento e prognóstico

1) O principal tratamento para o cancro colorrectal é a eliminação cirúrgica dum grande segmento do intestino afectado e dos gânglios linfáticos associados. Cerca de 70 % das pessoas com cancro colorrectal são bons candidatos para a cirurgia. Nos 30% dos que não podem ser submetidos a uma operação devido ao seu estado de saúde, por vezes pode conseguir-se a sua extirpação mediante electrocoagulação. Este procedimento pode aliviar os sintomas e prolongar a sobrevivência, mas é improvável que se consiga a cura.

Na maioria dos casos de cancro do cólon, o segmento canceroso do intestino é extirpado cirurgicamente, unindo-se de novo os topos livres.

   Colostomia

No caso do cancro do recto, o tipo de operação depende da distância entre o tumor e o ânus e da profundidade que o tumor tenha atingido na parede rectal. A extirpação completa do recto e do ânus obriga a pessoa a viver com uma colostomia permanente (uma abertura entre o intestino grosso e a parede abdominal criada por meio de cirurgia). Com a colostomia, o conteúdo do intestino grosso é evacuado numa bolsa, chamada bolsa de colostomia, encostada à parede abdominal.

Sempre que seja possível, retira-se apenas parte do recto, deixando um coto rectal e o ânus intacto. Desta forma, pode-se unir o coto rectal à extremidade final do intestino grosso.

 Radioterapia e quimioterapia

A radioterapia depois da cirurgia pode ajudar a controlar o crescimento de qualquer resto tumoral, retardar uma recaída e aumentar as possibilidades de sobrevivência. Os afectados por cancro do recto que tenham entre 1 e 4 gânglios linfáticos invadidos pelo tumor beneficiam sobretudo da combinação de radioterapia e quimioterapia. Em pacientes com mais de 4 gânglios linfáticos afectados, este tratamento é menos eficaz.

É no tratamento, principalmente a nível farmacológico, que nos últimos anos mais progressos se têm alcançado. Um novo fármaco, o Panitumumab, aprovado recentemente irá certamente contribuir para minimizar os danos desta enfermidade.

 Quando não é possível o acto cirúrgico

Se um tumor colorrectal se tiver propagado e não for provável que se consiga a sua remissão só com cirurgia, a quimioterapia com fluorouracilo e levamisol depois da intervenção pode prolongar a sobrevivência, mas as possibilidades de cura continuam a ser escassas. Se o cancro colorrectal se tiver propagado tanto que não possa ser eliminado cirurgicamente na sua totalidade, a cirurgia pode diminuir os sintomas ao eliminar, pelo menos, a obstrução intestinal. No entanto, a sobrevivência é de, aproximadamente, 7 meses.

 A quimioterapia por bomba

Se o tumor se tiver propagado unicamente ao fígado, os fármacos quimioterápicos podem ser injectados directamente na artéria que irriga o fígado. Uma pequena bomba colocada cirurgicamente por baixo da pele ou uma bomba externa presa com um cinto permitem que a pessoa se desloque livremente durante o tratamento. Este tratamento, embora seja caro, pode proporcionar mais vantagens do que a quimioterapia habitual. No entanto, é necessária maior investigação a este respeito. Se o cancro se tiver propagado para além do fígado, esta modalidade de tratamento não tem vantagens.

Uma vez extirpada a totalidade do tumor colorectal por meio de cirurgia, quase todos os especialistas recomendam dois a cinco controlos anuais, com colonoscopia, do restante intestino. Se estes exames não detectarem nenhum tumor, a pessoa deve normalmente continuar a fazer controlos de acompanhamento de dois em dois, ou de três em três anos.

 Propagação do cancro e percentagens de sobrevivência

Percentagem de sobrevivência aos 5 anos

Cancro só no revestimento interior do intestino (mucosa) – 90%

Cancro que penetra na camada muscular do intestino – 80%

Cancro propagado aos gânglios linfáticos – 30%

Nota: os valores do antigénio (CEA) estão presentes no cancro do cólon, bexiga, mama. útero e ovário.

Dados bibliográficos manual merk

 PO: conhecemos casos de cura total do cancro: a alimentação  a fé no poder de Deus é fundamental. Lembre-se disto, todas as enfermidades são psicossomáticas. A oração eleva os níveis de esperança e confiança,  O PRINCIPIO DA CURA…

 

 

 

 

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