pulmões                            Pulmão normal                                                                          

Pneumonias emergência médica

Existem vacinas  para as pneumonias.

 Pneumonias atípicas

 São afeções pulmonares que não são causadas pelo pneumococo, mas por bactérias como o estreptococo, o estafilococo, outras bactérias e  vírus.

 Pneumonia por vírus (Pneumonia atípica primária)

  Existem várias formas, como a produzida pelo vírus da gripe e os vírus da influenza e vírus respiratórios sincitiais e adenovirús e mais recentemente o Coronavírus. (síndrome respiratório agudo).
Ocasionalmente, observa-se pneumonia intersticial (doença de Hecht) devido ao vírus do sarampo. Embora a pneumonia por vírus se assemelhe à síndrome designada por pneumonia atípica primária, distingue-se por características clínicas e radiológicas e os responsáveis por um grande número de casos de pneumonia atípica primária são o Mycoplasma pneumoniae e o Coronavírus.  Pneumonia pela bactéria da psitacose (Clamidias), que é transmitida pelos papagaios, periquitos e outras aves. A infeção resultante é do tipo pneumónico, que pode ser de característica grave quando não tratada; geralmente a enfermidade é benigna, assemelhando-se a um ataque de influenza com febre; nos casos graves, provoca bronco-pneumonia que envolve a base dos pulmões. São sensíveis alguns antibióticos, mas parece não resultarem as sulfas e penicilina.

 Sintomas

  • Calafrio intenso
  • Febre (pode chegar a 39,5ºc) mal-estar geral
  • Dor de cabeça e tosse seca e muito intensa e tardiamente pode ser mucopurulenta
  • Ardor atrás do esterno
  • A evolução é quase sempre benigna e mais longa que a pneumonia típica
  • O pulso e a respiração são quase normais

 Pneumonia lobar típica

  • É uma inflamação aguda do pulmão, cujo agente é, com frequência, o pneumococo
  • Geralmente afeta um lóbulo num dos pulmões

Sintomas

  •  Inicia-se bruscamente com calafrio intenso
  • Febre alta a 40ºc
  • Pontada dolorosa no tórax que aumenta com a tosse seca ou a falar e respirar fundo
  • Os sintomas dentro das 24 a 48 horas são característicos: pele seca e ardente, face avermelhada, respiração rápida e curta, temperatura elevada, pulso forte e cheio.
  • Aparece expetoração da cor da ferrugem.

Já existe uma

Tratamento

Extra hospitalar

Sem fatores de risco:

Eritromicina ou cefixima ou cefonicida x 10-15 d

Com fatores de risco

Eritromicina + Cefonicida X 10-15 d

Anaeróbios (com confirmação laboratorial) Benzilpenicilina altas doses ou clindamicina 15-21 d

(+ ou -) Tobramicina X 14d

Choque séptico ou insuficiência respiratória

Cefotaxima + Eritromicina+Tobramicina (se suspeita L. Pneumophila)

Hospitalar

Geral Cefotaxima + Amikacina

Legionelosis (Legionela pneumophila) Cefotaxima +Amikacina + Eritromicina

Estafilococos aureus cloxacilina ou vancomicina + amikamicina

Imunodeficientes

Ceftazidima + amikacina

Fungos

Anfotericina B

HIV Trimetroprime-sulfametoxazol ou isetionato de pentamidina 2-3 semanas

Bronco-pneumonias.

  • É uma infeção dos pequenos brônquios (bronquíolos) e do tecido pulmonar adjacente. É quase sempre uma infeção secundária a uma infeção das vias respiratórias ou gerais. Embora possa ser uma enfermidade do adulto, é mais frequente na criança até aos sete anos, na terceira idade e pessoas enfraquecidas por qualquer enfermidade. O sarampo, a gripe, tifo e a bronquite podem ser a causa secundária. Os agentes causais podem ser muito diversos: o pneumococo, estreptococo, estafilococo e outras bactérias. (a infeção é geralmente mista)
  • Afeta habitualmente os dois pulmões.
  •  Sintomas
  • Os sintomas variam de paciente para paciente e de um dia para o outro, mas os mais comuns são:
  • respiração rápida e, por vezes, difícil
  • cor da pele azulada
  • febre alta e pulso rápido e fraco
  • tosse intensa e expetoração que pode não existir

 

Como distinguir uma pneumonia de uma bronco-pneumonia

 

 

 

 Pneumonia lobar

 

Bronco-pneumonia
 

 

 

 

1 Enfermidade primária

  2 Infeção por pneumococo

 3 Começo brusco         

4 Febre alta e contínua que termina bruscamente

 5 Expetoração cor de ferrugem

 6 Infeção geralmente unilateral

7 Duração de oito dias aproximados

 

 

 

8 Sinais físicos típicos, faltando os de bronquite. Sopro tubário.

 

1.Enfermidade geralmente secundária

2. Infeção mista

3.Começo gradual,

4.febre irregular que termina pouco a pouco (em                 lise)

5 .Ausente ou mucopurulenta

6 .Geralmente bilateral

7. Duração muito variável

8. Sinais físicos variáveis com predomino dos                 bronquiais

 

           

A bronco-pneumonia é uma infeção grave

 Tratamento médico

 O mesmo da pneumonia. É necessário administrar oxigénio e aerossóis.

Edema agudo do pulmão

É uma infeção respiratória muito grave ligada a perturbações circulatórias, em que se observa transudação nos alvéolos pulmonares de serosidades provenientes dos capilares sanguíneos.

 Sintomas 

  1.   Ocorrem quase sempre de noite, mas podem aparecer durante o dia, ou ao fazer um esforço
  2.  O doente pode acordar com uma sensação de angústia e constrição (aperto) torácica
  3.  Por vezes aparece uma dor precordial (ao nível do coração) e sente comichão na laringe que provoca tosse
  4. Respiração difícil (dispneia) de 40 a 50 respirações por minuto
  5. O doente sente necessidade de estar sentada, a face é pálida e os membros cianosados (azulados)
  6. Tosse contínua com expectoração característica: abundante, espumosa, cor-de-rosa, passando a ser branca.
  7. O médico na auscultação das bases pulmonares e no final da inspiração ouve estertores (ruídos da respiração de um moribundo) finos abundantes
  8. O pulso oscila entre 110 a 120 pulsações por minuto.

Tratamento

 É de extrema urgência chamar imediatamente o médico. A demora pode causar a morte.

  Como primeiros socorros para técnicos de saúde  em áreas carenciadas.

  1. Injectar coramina ou cardiozol
  2. Evitar a hipotermia, tapando o doente com cobertores
  3. Dar oxigénio
  4. Fazer ligaduras elásticas nas raízes dos quatro membros para acumular o sangue das veias e a cada meia hora soltar a ligadura de um dos membros durante cinco minutos
  5. As ligaduras não devem estar muito apertadas deve-se sentir a pulsação das artérias da parte inferior do membro
  6. O tratamento médico pode ser de aminofilina, oxigénio sob pressão, tratamento da insuficiência cardíaca.

 Passada a crise, o prognóstico é o da infeção causal: estado dos rins e do miocárdio.

 Cancro do pulmão

O vício de fumar, as irritações pulmonares e bronquiais crónicas bem como, a bronquite crónica, proporcionam o aparecimento do cancro primário do pulmão, sendo mais frequente depois dos 40 anos.

Sintomas

Depende da localização do tumor e a sua origem, mas os sintomas mais comuns são:

  1. emagrecimento, anemia, tosse persistente, hemoptise, expetoração às vezes com aspeto avermelhado
  2. pode dar dor torácica acentuada
  3. frequente dispenéia
  4. bronquiectasia, abcesso do pulmão
  5. derrame pleural sanguinolento
  6. aumento acentuado de gânglios do tórax com compressão mediastinal

Diagnóstico

É feito por meios auxiliares de diagnóstico como: radiológico,  broncoscópico, pesquisa laboratorial de células malignas na expectoração.

Tratamento

Quando o diagnóstico é precoce, é feita a extirpação do pulmão ou o lóbulo afetado. É conveniente consultar o médico quando se tem tosse persistente e eliminar de imediato o fumo do tabaco.

Atelectasia pulmonar

É a colagem das paredes dos alvéolos pulmonares quando perdem o ar que contêm. As enfermidades descritas podem dar atelectasia, bem como traumatismos de operações cirúrgicas, corpos estranhos que penetraram nos brônquios.

 Sintomas

Se  a zona afetada do pulmão é grande, pode apresentar respiração acelerada e lábios cianosados.

Apendicite e peritonite aguda   seccçoes abdominais

Definição

Inflamação do apêndice vermicular que pode ser aguda ou crónica. Esta infecção é mais frequente na criança e no adulto jovem podendo manifestar-se em qualquer idade.

Sintomas

A intensidade da inflamação pode variar numa simples inflamação até a gangrena de todo o apêndice. Os sintomas mais frequentes são. Dor abdominal, náuseas e vómitos, prisão de ventre e febre. É habitual na apendicite aguda a defesa abdominal (contracção permanente dos músculos revelada pela apalpação do abdómen perto do apêndice) A dor começa próximo do umbigo, passando para a fossa ilíaca direita. Lugar que dói ao pressionar e largar rapidamente. Irradia com frequência para a parte alta e média do abdómen e para a face anterior da coxa direita.

Diagnóstico

Hemograma: aumento dos leucócitos ou número de leucócitos normais mas aumento de neutrófilos com núcleo em bastonete na formula leucócitaria.

Tratamento

Procurar ajuda médica, pode ser necessária uma cirurgia de urgência.

 O que não deve fazer

Não dar purgantes

Não dar calmantes para a dor (o médico é que define)

O único tratamento numa apendicite aguda é a cirurgia para evitar a perfuração intestinal. Pode hidratar-se o paciente com pequenas quantidades de líquidos pela boca, gelo local e antibióticos para se operar algum tempo depois. ( opção do médico)

Peritonite

Definição

Inflamação do peritónio por causa infecciosa.

Primarias: infecção na ausência de um processo agudo intrabdominal, é característica de pacientes com ascite, imunodepressão ou foco séptico extraabdominal.

Secundarias: podem ser de causadas perfuração de uma víscera oca abdominal como consequência de uma obstrução (intestinal), enfarto, neoplasia, traumatismo ou corpo estranho.

Agente causal

Nas crianças e nas primarias: S. pnemoniae, S, pyogenes S. aureus, enterobacterias, M. tuberculosas Adultos: com as cite E. coli, Klebsiella, e enterococus. Adultos sem ascite: M. tuberculosis, N. gonorrhoeae C. trachomatis

Secundarias E. Coli, Klebsiella, Proteus, Enterococus, Bacteroides, Clostridium

Diagnóstico

 Hemograma, exame do liquido ascitico, ou exudado peritonial, radiografia do tórax e abdómen.

Tratamento

Primaria: Cefotaxima (1-2 g de 6 em 6 h.im ou i.v.e (pediatria 150mg/kg/dia em três doses). (Recém-nascidos 100mg/kg/d

i.v. em duas doses)

Imipenem-cilastatina: 0.5 -1g de 6 em 6horas i.m ou i.v. (Pediatria 50mg/kg/d. i.v. em 4 doses)Ou ainda Piperacilina: administração lenta em 30m 200-300mg/kg/dia i.v. (pediatria> 2 meses 300mg/kg/d i.v. em 4 doses)

Observação: cuidados com hipersensibilidade cruzada à penicilina e anafilaxia

Secundaria: cirúrgico e antibióticos como a Ampicilina+Tobramicina+Metronidazol ou Imipenem

Tobramicina: (tóxica para a audição e bloqueio neuromuscular) 3-5mg/kg/d i.m. ou i.v. em 1-3 doses

Metronidazol

500mg p.o. de 8 em 8 h. 7-21 Dias segundo a gravidade (pediatria escolares15-50mg/kg/d em 3 doses)