pulmões                            Pulmão normal                                                                          

Pneumonias emergência médica

Existem vacinas  para as pneumonias.

 Pneumonias atípicas

 São afeções pulmonares que não são causadas pelo pneumococo, mas por bactérias como o estreptococo, o estafilococo, outras bactérias e  vírus.

 Pneumonia por vírus (Pneumonia atípica primária)

  Existem várias formas, como a produzida pelo vírus da gripe e os vírus da influenza e vírus respiratórios sincitiais e adenovirús e mais recentemente o Coronavírus. (síndrome respiratório agudo).
Ocasionalmente, observa-se pneumonia intersticial (doença de Hecht) devido ao vírus do sarampo. Embora a pneumonia por vírus se assemelhe à síndrome designada por pneumonia atípica primária, distingue-se por características clínicas e radiológicas e os responsáveis por um grande número de casos de pneumonia atípica primária são o Mycoplasma pneumoniae e o Coronavírus.  Pneumonia pela bactéria da psitacose (Clamidias), que é transmitida pelos papagaios, periquitos e outras aves. A infeção resultante é do tipo pneumónico, que pode ser de característica grave quando não tratada; geralmente a enfermidade é benigna, assemelhando-se a um ataque de influenza com febre; nos casos graves, provoca bronco-pneumonia que envolve a base dos pulmões. São sensíveis alguns antibióticos, mas parece não resultarem as sulfas e penicilina.

 Sintomas

  • Calafrio intenso
  • Febre (pode chegar a 39,5ºc) mal-estar geral
  • Dor de cabeça e tosse seca e muito intensa e tardiamente pode ser mucopurulenta
  • Ardor atrás do esterno
  • A evolução é quase sempre benigna e mais longa que a pneumonia típica
  • O pulso e a respiração são quase normais

 Pneumonia lobar típica

  • É uma inflamação aguda do pulmão, cujo agente é, com frequência, o pneumococo
  • Geralmente afeta um lóbulo num dos pulmões

Sintomas

  •  Inicia-se bruscamente com calafrio intenso
  • Febre alta a 40ºc
  • Pontada dolorosa no tórax que aumenta com a tosse seca ou a falar e respirar fundo
  • Os sintomas dentro das 24 a 48 horas são característicos: pele seca e ardente, face avermelhada, respiração rápida e curta, temperatura elevada, pulso forte e cheio.
  • Aparece expetoração da cor da ferrugem.

Já existe uma

Tratamento

Extra hospitalar

Sem fatores de risco:

Eritromicina ou cefixima ou cefonicida x 10-15 d

Com fatores de risco

Eritromicina + Cefonicida X 10-15 d

Anaeróbios (com confirmação laboratorial) Benzilpenicilina altas doses ou clindamicina 15-21 d

(+ ou -) Tobramicina X 14d

Choque séptico ou insuficiência respiratória

Cefotaxima + Eritromicina+Tobramicina (se suspeita L. Pneumophila)

Hospitalar

Geral Cefotaxima + Amikacina

Legionelosis (Legionela pneumophila) Cefotaxima +Amikacina + Eritromicina

Estafilococos aureus cloxacilina ou vancomicina + amikamicina

Imunodeficientes

Ceftazidima + amikacina

Fungos

Anfotericina B

HIV Trimetroprime-sulfametoxazol ou isetionato de pentamidina 2-3 semanas

Bronco-pneumonias.

  • É uma infeção dos pequenos brônquios (bronquíolos) e do tecido pulmonar adjacente. É quase sempre uma infeção secundária a uma infeção das vias respiratórias ou gerais. Embora possa ser uma enfermidade do adulto, é mais frequente na criança até aos sete anos, na terceira idade e pessoas enfraquecidas por qualquer enfermidade. O sarampo, a gripe, tifo e a bronquite podem ser a causa secundária. Os agentes causais podem ser muito diversos: o pneumococo, estreptococo, estafilococo e outras bactérias. (a infeção é geralmente mista)
  • Afeta habitualmente os dois pulmões.
  •  Sintomas
  • Os sintomas variam de paciente para paciente e de um dia para o outro, mas os mais comuns são:
  • respiração rápida e, por vezes, difícil
  • cor da pele azulada
  • febre alta e pulso rápido e fraco
  • tosse intensa e expetoração que pode não existir

 

Como distinguir uma pneumonia de uma bronco-pneumonia

 

 

 

 Pneumonia lobar

 

Bronco-pneumonia
 

 

 

 

1 Enfermidade primária

  2 Infeção por pneumococo

 3 Começo brusco         

4 Febre alta e contínua que termina bruscamente

 5 Expetoração cor de ferrugem

 6 Infeção geralmente unilateral

7 Duração de oito dias aproximados

 

 

 

8 Sinais físicos típicos, faltando os de bronquite. Sopro tubário.

 

1.Enfermidade geralmente secundária

2. Infeção mista

3.Começo gradual,

4.febre irregular que termina pouco a pouco (em                 lise)

5 .Ausente ou mucopurulenta

6 .Geralmente bilateral

7. Duração muito variável

8. Sinais físicos variáveis com predomino dos                 bronquiais

 

           

A bronco-pneumonia é uma infeção grave

 Tratamento médico

 O mesmo da pneumonia. É necessário administrar oxigénio e aerossóis.

Edema agudo do pulmão

É uma infeção respiratória muito grave ligada a perturbações circulatórias, em que se observa transudação nos alvéolos pulmonares de serosidades provenientes dos capilares sanguíneos.

 Sintomas 

  1.   Ocorrem quase sempre de noite, mas podem aparecer durante o dia, ou ao fazer um esforço
  2.  O doente pode acordar com uma sensação de angústia e constrição (aperto) torácica
  3.  Por vezes aparece uma dor precordial (ao nível do coração) e sente comichão na laringe que provoca tosse
  4. Respiração difícil (dispneia) de 40 a 50 respirações por minuto
  5. O doente sente necessidade de estar sentada, a face é pálida e os membros cianosados (azulados)
  6. Tosse contínua com expectoração característica: abundante, espumosa, cor-de-rosa, passando a ser branca.
  7. O médico na auscultação das bases pulmonares e no final da inspiração ouve estertores (ruídos da respiração de um moribundo) finos abundantes
  8. O pulso oscila entre 110 a 120 pulsações por minuto.

Tratamento

 É de extrema urgência chamar imediatamente o médico. A demora pode causar a morte.

  Como primeiros socorros para técnicos de saúde  em áreas carenciadas.

  1. Injectar coramina ou cardiozol
  2. Evitar a hipotermia, tapando o doente com cobertores
  3. Dar oxigénio
  4. Fazer ligaduras elásticas nas raízes dos quatro membros para acumular o sangue das veias e a cada meia hora soltar a ligadura de um dos membros durante cinco minutos
  5. As ligaduras não devem estar muito apertadas deve-se sentir a pulsação das artérias da parte inferior do membro
  6. O tratamento médico pode ser de aminofilina, oxigénio sob pressão, tratamento da insuficiência cardíaca.

 Passada a crise, o prognóstico é o da infeção causal: estado dos rins e do miocárdio.

 Cancro do pulmão

O vício de fumar, as irritações pulmonares e bronquiais crónicas bem como, a bronquite crónica, proporcionam o aparecimento do cancro primário do pulmão, sendo mais frequente depois dos 40 anos.

Sintomas

Depende da localização do tumor e a sua origem, mas os sintomas mais comuns são:

  1. emagrecimento, anemia, tosse persistente, hemoptise, expetoração às vezes com aspeto avermelhado
  2. pode dar dor torácica acentuada
  3. frequente dispenéia
  4. bronquiectasia, abcesso do pulmão
  5. derrame pleural sanguinolento
  6. aumento acentuado de gânglios do tórax com compressão mediastinal

Diagnóstico

É feito por meios auxiliares de diagnóstico como: radiológico,  broncoscópico, pesquisa laboratorial de células malignas na expectoração.

Tratamento

Quando o diagnóstico é precoce, é feita a extirpação do pulmão ou o lóbulo afetado. É conveniente consultar o médico quando se tem tosse persistente e eliminar de imediato o fumo do tabaco.

Atelectasia pulmonar

É a colagem das paredes dos alvéolos pulmonares quando perdem o ar que contêm. As enfermidades descritas podem dar atelectasia, bem como traumatismos de operações cirúrgicas, corpos estranhos que penetraram nos brônquios.

 Sintomas

Se  a zona afetada do pulmão é grande, pode apresentar respiração acelerada e lábios cianosados.

Apendicite e peritonite aguda   seccçoes abdominais

Definição

Inflamação do apêndice vermicular que pode ser aguda ou crónica. Esta infecção é mais frequente na criança e no adulto jovem podendo manifestar-se em qualquer idade.

Sintomas

A intensidade da inflamação pode variar numa simples inflamação até a gangrena de todo o apêndice. Os sintomas mais frequentes são. Dor abdominal, náuseas e vómitos, prisão de ventre e febre. É habitual na apendicite aguda a defesa abdominal (contracção permanente dos músculos revelada pela apalpação do abdómen perto do apêndice) A dor começa próximo do umbigo, passando para a fossa ilíaca direita. Lugar que dói ao pressionar e largar rapidamente. Irradia com frequência para a parte alta e média do abdómen e para a face anterior da coxa direita.

Diagnóstico

Hemograma: aumento dos leucócitos ou número de leucócitos normais mas aumento de neutrófilos com núcleo em bastonete na formula leucócitaria.

Tratamento

Procurar ajuda médica, pode ser necessária uma cirurgia de urgência.

 O que não deve fazer

Não dar purgantes

Não dar calmantes para a dor (o médico é que define)

O único tratamento numa apendicite aguda é a cirurgia para evitar a perfuração intestinal. Pode hidratar-se o paciente com pequenas quantidades de líquidos pela boca, gelo local e antibióticos para se operar algum tempo depois. ( opção do médico)

Peritonite

Definição

Inflamação do peritónio por causa infecciosa.

Primarias: infecção na ausência de um processo agudo intrabdominal, é característica de pacientes com ascite, imunodepressão ou foco séptico extraabdominal.

Secundarias: podem ser de causadas perfuração de uma víscera oca abdominal como consequência de uma obstrução (intestinal), enfarto, neoplasia, traumatismo ou corpo estranho.

Agente causal

Nas crianças e nas primarias: S. pnemoniae, S, pyogenes S. aureus, enterobacterias, M. tuberculosas Adultos: com as cite E. coli, Klebsiella, e enterococus. Adultos sem ascite: M. tuberculosis, N. gonorrhoeae C. trachomatis

Secundarias E. Coli, Klebsiella, Proteus, Enterococus, Bacteroides, Clostridium

Diagnóstico

 Hemograma, exame do liquido ascitico, ou exudado peritonial, radiografia do tórax e abdómen.

Tratamento

Primaria: Cefotaxima (1-2 g de 6 em 6 h.im ou i.v.e (pediatria 150mg/kg/dia em três doses). (Recém-nascidos 100mg/kg/d

i.v. em duas doses)

Imipenem-cilastatina: 0.5 -1g de 6 em 6horas i.m ou i.v. (Pediatria 50mg/kg/d. i.v. em 4 doses)Ou ainda Piperacilina: administração lenta em 30m 200-300mg/kg/dia i.v. (pediatria> 2 meses 300mg/kg/d i.v. em 4 doses)

Observação: cuidados com hipersensibilidade cruzada à penicilina e anafilaxia

Secundaria: cirúrgico e antibióticos como a Ampicilina+Tobramicina+Metronidazol ou Imipenem

Tobramicina: (tóxica para a audição e bloqueio neuromuscular) 3-5mg/kg/d i.m. ou i.v. em 1-3 doses

Metronidazol

500mg p.o. de 8 em 8 h. 7-21 Dias segundo a gravidade (pediatria escolares15-50mg/kg/d em 3 doses)

 

 

 

Definição

É uma enfermidade infecciosa do fígado por vírus HVB e HVC que ocasiona necrose hepatocelular e inflamação que pode ser aguda ou evoluir para uma fase crónica. As hepatites mais vulgares são a: A, B; C; D. δ e E. Existem outros vírus que podem causar infecção no fígado como: Epstein-Bar, citomegalovírus, vírus do herpes simples, vírus da varicela-zóster.

Causa

O agente causal é o vírus HBV e HCV

Sintomas

O período de incubação da hepatite B é de 45 a 180 dias e os sintomas estão de acordo com as seguintes fases:

* Fase prodromica: (mal estar e indisposição que precede uma doença) anorexia, vómitos, náuseas, alterações do paladar, olfacto, mialgia, cansaço, cefaleia, mal-estar geral, febre baixa.

*Fase ictérica: depois de decorridos alguns dias da fase prodromica os sintomas decrescem e aparece a icterícia. A icterícia pode aparecer dois a três dias antes da doença se manifestar.

*Fase de convalescença: os sintomas desaparecem em 2 a 12 semanas.

*A hepatite C na maioria dos casos não apresenta sintomas na fase aguda, em geral os doentes contaminados evoluem para uma hepatite crónica. Pode manifestar-se decorridos muitos anos após a contaminação, podendo apresentar cirrose em 20% dos casos e o cancro do fígado tem uma prevalência também de cerca de 20%. Os sintomas podem simular uma gripe ligeira.

 

Prevenção

*As situações de alto risco são transfusões de sangue sem controlo laboratorial do Instituto Nacional do Sangue. *Compartilhar seringas com pessoas infectadas.

*Para os profissionais de saúde evitar picadas com agulhas infectadas, manuseamento de sangue sem luvas. Ter cuidado com projecção de secreções de doentes contaminados, nos olhos ou feridas (recomenda-se o uso de luvas e óculos). Não ter relações sexuais no período menstrual na hepatite C e usar o preservativo nas relações extra-conjugais para hepatite B. Não são conhecidos casos de infecção da hepatite C pelo leite materno infantil Os percings e as tatuagens devem ser evitadas a tinta e agulhas nas tatuagens podem ser um veículo do vírus. A acupunctura feita por curiosos sem agulhas esterilizadas e descartáveis deve ser evitada.

Vacinação

A vacinação é feita por via intramuscular, deve ser feita conforme a prescrição do fabricante. O esquema geral é de 1ml para adultos e 0.5 para recém-nascidos, lactentes e crianças até aos 11 anos de idade.

Quando se usam três doses devem obedecer ao seguinte esquema: a segunda e a terceira são aplicadas com intervalos de seis meses. ( 0 1 mes depois e 6 meses depois)

Quatro doses: 0- mês depois 2ª um mes depois e por fim 12 meses depois.

Tratamento

*Não existe tratamento específico nas hepatites agudas b que podem ser fulminantes. As crónicas B e C o médico especializado pode usar o interferom α e a ribavirina que são aplicadas em conjunto durante 6 meses a um ano sem interrupção. Não resulta nos casos crónicos, e o tratamento mais recente é um fármaco americano patenteado que cura, mas o fabricante pratica preços exorbitantes.

*Repouso domiciliar é recomendado até que os sintomas desapareçam e as transaminases (aminotransferases) voltem aos valores normais, que pode levar quatro semanas em media.

* Não usar bebidas alcoólicas e evitar alimentos agressivos para o fígado.

*Vigiar estes doentes com os marcadores sorológicos (HBsAg e anti-HBs).

 

Diagnóstico

 

* Determinação dos marcadores HBsAg e anti-HBs.

* O marcador HBsAg é o antigénio de superfície, que aparece antes dos sintomas. Está presente nas hepatites crónicas. O antigénio (HBeAg) quando acompanha o HBsAg, indica uma acção viral activa e quando é positivo num período até12 semanas, indica progressão da hepatite crónica B.

*O anticorpo contra o antigénio da hepatite B (anti-HBc IgM) aparece no início do processo e pode ser o único marcador sorológico positivo na hepatite aguda e na hepatite crónica pode apresentar baixa concentração positiva. (positivo na hepatite aguda B e negativo na hepatite crónica B)

*As transaminases ALT e AST encontram-se bastante elevadas> a 500 UI/L.

*A bilirrubina total pode atingir valores de 20mg/dl

*As fosfatase alcalina está aumentada

*O leucograma apresenta linfocitose com neutropénia moderadas

*A biopsia do tecido do fígado é o diagnóstico histológico que permite avaliar o estado da doença na hepatite crónica.

O anti-HCV é o teste para a hepatite C. O PCR-RNA confirma o diagnóstico. O anti-HCV detecta resultados positivos em 70% de casos de três semanas do possível contágio e 90% de casos com três meses.

 

Deve ser feito o diagnóstico diferencial do Treponema palidum, vírus de Epstein-Bar e citomegalovírus, hepatites por fármacos e tóxicos.

 

O seguinte esquema dos marcadores sorológicos serve para interpretação da hepatite A e B

 

*Vírus A e os seus anticorpos: (anti-HA IgM) teste positivo, indica infecção aguda ou recente ou convalescença.

(anti-HA IgG) positivo e (anti-HA IgM) negativa, indica infecção prévia.

 

* Infecção aguda: Vírus B e seus antigénios (HBsAg positivo e anti-HBc IgM positivo).

(HBeAg e anti-HBc IgG positivos)

Para portadores assintomáticos: (HBsAg positivo anti-HBc IgM positivo ou negativo), (HBeAg negativo e anti-Hbc IgG positivo), (Anti-HBs negativo e anti-HBe positivo)

 

Hepatite crónica: (HBsAg positivo e Anti-HBc IgM positivo ou negativo), (HBeAg positivo e o anti-HBc IgG positivo, anti-HBs negativo, anti-HBe negativo).

 

Convalescença: (HBsAg negativo e anti-HBs IgM negativo ou positivo), (HBeAg negativo e anti-HBc IgM positivo, anti-HBs positivo, anti-HBe positivo).

 

Infecção previa: (HBsAg negativo e anti-HBc IgM negativo), (HBeAg negativo e anti-HBc IgG positiva ou negativo), (anti-HBs positiva ou negativa), (anti-HBe negativo).

 

Depois da vacinação: (HBsAg negativo anti-HBc IgM negativo), (HBeAg negativo anti-HBc IgM negativo) anti-HBs positivo e anti-HBe negativo

 

Vírus C infecção aguda ou crónica: ant-HCV positivo.

Vírus D ( HDAg positivo e anti-HD IgM positivo), (HBsAg positivo e anti-HD IgG positivo):

 

Para a hepatite E não existem marcadores disponíveis

 

 

 

 

 

 

 

O COlESTEROL

Hipercolesterolemia é um  Factor de risco cardiovascular

O colesterol é importante na produção das hormonas sexuais e na reconstrução das membranas celulares. É uma substância produzida no fígado a partir das gorduras que se ingerem na alimentação. O colesterol é necessário para o crescimento normal do organismo.

No sangue circulante, encontram-se duas espécies de colesterol ou lipoproteínas de baixa e alta densidade, ou seja, o LDL e HDL, mais conhecidos por mau e bom colesterol. As suas funções específicas são:

1- o LDL transporta o colesterol do fígado para as células, produzindo depósitos nas paredes dos vasos sanguíneos e bloqueando os vasos, por isso é conhecido vulgarmente como “mau colesterol”.

2- o HDL transporta o excesso de colesterol circulante para o fígado para ser eliminado. Devido a esta acção benéfica, é conhecido por “bom colesterol”.

Os fármacos usados são conhecidos por estatinas, que regulam a concentração dos lípidos e devem ser tomados com vigilância médica. As estatinas mostraram-se seguras eficazes na prevenção secundaria das doenças coronárias

A hipercolesterolémia é a causa mais comum de doença cardíaca.

Outros factores que aumentam o risco de doenças cardíacas são: a pressão arterial alta, a diabetes, a obesidade, o tabagismo e a falta de exercício físico.

Pode baixar o colesterol através de plantas lipimiantes, exercício físico e uma alimentação racional, sendo que a mais recomendada é a ovo-lactovegetariana ou a vegetariana.

O óleo de onagra faz baixar o colesterol abra o link e ouça o áudio

A OMS RECOMENDA VALORES INFERIORES a 180mg/dl de soro sanguíneo a diminuição das lipoproteínas de alta densidade 35 mg/d e triglicéridos acima de 250 mg/dl, é um risco relacionado com as doenças cardiovasculares.

 

Legionella-gram

 

Notas Históricas da Legionella

Legionella  pneumophila é uma bactéria que ficou conhecida 1976 numa convenção da American Legion  , no Bellevue Stratford Hotel na Filadélfia, onde se verificaram 34 óbitos e 221 doentes com uma pneumonia grave que sobreviveram. Outros países europeus já tiveram surtos da bactéria como em Portugal, que foi considerada uma emergência de saúde publica, com 336 infectados e 11 mortos, foi a 4º maior endemia mundial do surto da bactéria.

A investigação desta endemia, aumentou o conhecimento de características epidemiológicas importantes da bactéria, bem como, a sua ação patogénica ao nível dos pulmões, embora já fosse na época, uma bactéria conhecida sabe-se hoje que se reproduz e sobrevive dentro dos fagocitos.

Definição

  • Legionella pneumophila é uma bactéria pleomórfica flagelada que vive no meio aquático é uma saprófita da água, Gram-negativa, não fermenta a lactose, e exige meios nutritivos adequados ao seu desenvolvimento.
  • É oxidase positiva, catalase positiva e hidrolisa o hipurato.

Acção Patogénica

É intracelular facultativa, apresenta um sistema de secreção tipo IV, chamado dot/icm responsável por sua capacidade de invadir a célula hospedeira.

Este conceito microbiológico está em fase de investigação e confirmação científica.

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torres de refrigeração

Como se origina a infeção                 

 

  • Por inalação gotículas de água ou aerossóis contaminada com a Legionella
  • Nos chuveiros domésticos e torres de refrigeração
  • depósitos de água ou termoacumuladores sem regulação adequada, água aquecida deve estar nos 75°C que é a temperatura letal para a bactéria.
  • A água para consumo não produz a infeção

Ação Patogénica

A Legionella pneumophila multiplica-se no interior das células vivas, por ação das:

fosfataseslipases e nucleases incrementando a fagocitose.

Resposta imunológica

Existe formação de  anticorpos  aumentando os macrófagos, que podem eliminar a bactéria ou não dependendo do estado imunológico do paciente.

Após a inalação para os pulmões, a Legionella pneumophila entra nos macrófagos alveolares e multiplica-se.

Em circunstância favoráveis , a L. pneumophila é relativamente resistente aos neutrófilos e multiplica-se dentro dos monócitos.

Sintomas

  • Tosse
  • Febre alta
  • Pontadas torácicas
  • Em alguns casos também  dores musculares e diarreia

Factores de risco

  • Os métodos mais eficientes para o diagnóstico da Legionella pneumophila são: Imunofluorescência direta, método menos sensível

pode ser aplicada em diferentes amostras respiratórias como: expectoração, secreções brônquicas, lavado bronco-alveolar (Broncoscopia) e biópsia pulmonar. Tem as vantagens de poder ser utilizada vários dias após o início de antibioterapia e do seu resultado poder ser dado no mesmo dia.

  •  Imunofluorescência  indireta, técnica com maior sensibilidade. (Pesquisa de antigénios marcados com fluorocromos na presença de anticorpos específicos em células e tecidos com microscopia de florescência )

O resultado pode ser dado no mesmo dia.

  •  Culturas da expectoração e outras amostras respiratórias.         

O isolamento do agente em cultura permite isolar teoricamente qualquer estirpe pertencente a este género e continua a ser o método de referência (Gold standard) e o único que permite, a posteriori, estudos epidemiológicos completos que incluem a tipificação das estirpes de origem humana e de origem ambiental e a consequente possibilidade de comparação entre as hipoteticamente associadas para estabelecimento de eventual relação causa/efeito.  nota da Direção Geral da saúde

 

  1. d) Métodos menos fiáveis incluem:

Prevenção e profilaxia

  • A prevenção da contaminação das águas faz-se pela: adição e reforço de cloro na rede publica de abastecimento.
  • ou pela elevação da temperatura da água nos reservatórios de águas quentes , para temperaturas a 75 ºC .
  • pela inspeção de torres de refrigeração fabris e análises periódicas da água da rede publica. Outras medidas restritivas e abrangentes podem a vir a ser aplicadas.

Numa zona endémica

  • Evitar Duches,   fazer periodicamente limpeza dos filtros de ar condicionado das habitações e   mudar os filtros nos automóveis.
  • nos termoacumuladores regular a temperatura para 75ºC
  • Mergulhar os telefones dos chuveiros em água com lixívia durante 30m evitar hidromassagem
  • Evitar a aproximação a torres de refrigeração e fontes decorativas aonde a água é projetada à pressão (repuxos).
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repuxos decorativos

Tratamento                     

  • O tratamento farmacológico só se aplica à Doença do legionário, já que a Febre de Pontiac ao fim de 1 a 5 dias cura expontaneamente.
  • Como antimicrobiano de primeira escolha usar a eritromicina.

05-1g p.o. c/6h

X8-14 dias 01g i.v.

X   4-8 d

  • Antimicrobiano segunda escolha utilizar a rifampicina.

10mg/Kg/d máximo 600mg/d p.o. ou i.v.

a duração depende do critério médico

OBS: A Febre Pontiac é causada pela infecção tipo gripal não pneumónica, provavelmente com uma das estirpe da Legionella pneumophila. (cerca de 22 estirpes) A verdadeira causa encontra-se em fase de investigação. O seu período de incubação é de 12-36 horas.

Sintomas: febre, calafrios, tosse, dores musculares, cefaleias, dor torácica e pleurisia.

PO

Referências

Nota:  as bactérias pleomórficas   não possuem paredes celulares e por este motivo não apresentam forma definida.