Produz-se como consequência da obstrução completa de uma artéria coronária ou dos seus ramos. Produz danos irreversíveis no músculo cardíaco, que consistem na necrose ou morte de uma zona do mesmo.

A obstrução de uma artéria coronária dá-se pela combinação dos seguintes dois mecanismos:Sem título

  •  arteriosclerose (estreitamento e endurecimento) progressivo nessa artéria;
  •  trombose, ou seja, a formação de um coágulo de sangue no interior da artéria já estreitada, que fecha completamente a PASSAGEM DO SANGUE.

O tipo de alimentação é muito importante em relação ao enfarte, por dois motivos:

  •  certos alimentos exercem uma acção claramente preventiva, enquanto que outros o favorecem;
  •  um regime alimentar correcto depois do enfarte pode contribuir decisivamente para a reabilitação do doente e a prevenção de novas crises.

Saber o risco de enfarte por meio de uma análise ao sangue

A homocisteína é um aminoácido que circula no sangue, mas que tem a particularidade de não fazer parte de nenhuma proteína.

Recentes investigações mostraram que quanto mais elevado é o nível de homocisteína no sangue, maior é o risco de sofrer um enfarte do miocárdio ou um ataque vascular cerebral (apoplexia, trombose cerebral ou icto).

Por meio de uma análise ao sangue, pode-se determinar o nível de homocisteína e conhecer assim o risco de enfarte.

O valor normal é de 10 micromoles de homocisteína por litro de sangue. A partir de 14 ou 15 micromoles por litro aumenta notavelmente o risco cardiovascular.

Os folatos reduzem o nível de homocisteína.

Provou-se que o défice de folatos no sangue, ainda que seja leve, produz um aumento no nível de homocisteína, e um maior risco de enfarte e de apoplexia.

Os folatos ou o ácido fólico tomados em forma de suplementos podem fazer descer o nível de homocisteína e reduzir assim o risco de enfarte. Recomenda-se tomar de 400 a 800 microgramas de ácido fólico por dia.

Os alimentos ricos em folatos ou ácido fólico também são eficazes para reduzir o nível de homocisteína e, consequentemente, reduzir o risco cardiovascular:

  • As leguminosas possuem um conteúdo elevado de folatos: 100 g contêm mais de 400 µ/g (microgramas) de folatos.
  • As verduras, as algas e os frutos secos oleaginosos também são uma fonte interessante de folatos: apresentam de 60ug a 200µg/100g.

A carne, o peixe, o leite e os ovos contêm poucos folatos: menos de 50. µg/100 g.

  1.  FRUTA
  2. Pela sua acção antioxidante, reduz o risco de enfarte.
  3. LEGUMES
  4. Contêm fibra e vitaminas do grupo B. Muito recomendáveis na alimentação após um enfarte.
  5.  VERDURA
  6. Contêm vitaminas e elementos fitoquímicos antioxidantes que reduzem o risco de arteriosclerose e enfarte.
  7. UVA

É possivelmete a fruta que melhor protege o coração, especialmente a uva preta ou tinta. Tanto fresca como em forma de sumo (mosto sem álcool) tonifica o coração e melhora a circulação nas artérias que o irrigam. A cura de uvas durante, pelo menos, três dias seguidos, contribui para prevenir o enfarte e para evitar novas crises.

7. NOZ

Fortalece o coração e melhora a irrigação sanguínea nas suas artérias. Recomenda-se especialmente na dieta para a recuperação após um enfarte.

  •  SOJA

A soja e os seus derivados, como o tofu, contêm isoflavonas, um tipo de fitoestrogénios que protegem as artérias e evitam a arteriosclerose. Constitui um alimento muito apropriado na dieta de quem deseje prevenir o enfarte ou recuperar-se das suas consequências.

  •  GRÃO-DE-BICO

A sua fibra é muito eficaz para reduzir a absorção do colesterol procedente de outros alimentos. Contém gorduras polinsaturadas, fosfatos e outras vitaminas B que o tornam muito recomendável na alimentação daqueles que tenham sofrido ou que estejam em risco de sofrer um enfarte.

  •  ERVILHAS

As ervilhas não contêm gordura nem sódio, ao mesmo tempo que fornecem numerosas vitaminas e minerais. Têm tudo o que é necessário para ser um alimento saudável para o coração.

  •  ALCACHOFRA

Conveniente na dieta dos que apresentam risco de enfarte, ou que o tenham sofrido. Previne a arteriosclerose e melhora a circulação sanguínea nas artérias do coração.

  •  MORANGO

Segundo um estudo, é a fruta com maior capacidade antioxidante. Pode contribuir para deter o processo de arteriosclerose e para melhorar a circulação nas artérias coronárias depois de ter havido um enfarte.

  •  ABÓBORA

Pela sua falta de gordura e de sódio, assim como pelo seu teor em vitaminas antioxidantes, é um alimento ideal para quem tenha sofrido de enfarte. Estas pessoas deveriam comê-la, pelo menos, três vezes por semana, quer assada no forno quer em sopas ou em puré.

  • PÊSSEGO

Embora não seja um estimulante directo do coração, devido à sua composição facilita a função cardíaca e convém constar na dieta após um enfarte.

  1. MANGA

Rica em vitaminas antioxidantes. Melhora a circulação sanguínea nas artérias do coração, e contribui para a recuperação após um enfarte.

  •  MACADÂMIA

Este fruto seco oleaginoso é rico em gordura insaturada de características semelhantes às do azeite de oliveira. Substituindo com muitas vantagens outras fontes de gordura animal, a macadâmia contribui para reduzir o nível de colesterol e a tendência para a arteriosclerose causadora do enfarte.

  •  BATATA
  • As batatas assadas ou cozidas com verduras, e com pouco ou nenhum sal, são um alimento muito recomendável para quem apresente risco de enfarte ou o tenha sofrido.
  •  FARELO DE TRIGO

Reduz o nível de colesterol e o risco de sofrer de doenças coronárias e enfarte do miocárdio. O ideal é comê-lo no seu estado natural, juntamente com os cereais integrais. As pessoas que, por diversas razões, não ingerem suficientes cereais integrais, podem comer farelo como suplemento (não se recomendam mais de 30 gramas por dia).

  •  AZEITE DE OLIVEIRA

O seu principal componente, o ácido oleico, é um ácido gordo insaturado que protege da arteriosclerose e do enfarte, especialmente quando o azeite de oliveira substitui as gorduras de origem animal. Além disso, está provado que é tão eficaz como o óleo de peixe para reduzir o fibrinogénio do sangue, que forma os coágulos que causam o enfarte.

  •  PEIXE

O seu consumo torna-se favorável para o coração quando substitui a carne. No entanto, aqueles que não incluem carne na sua dieta pouco ou nenhum benefício poderão obter

de incluir peixe no seu regime alimentar.

  •  ANTIOXIDANTES

Verificou-se que o consumo habitual de alimentos ricos em antioxidantes (betacaroteno, vitaminas C e E, contidas nas hortaliças), reduz de modo notável o risco de enfarte. Possivelmente, outros componentes saudáveis dos vegetais, como elementos fitoquímicos, podem exercer também um efeito protector do coração, a somar ao das vitaminas antioxidantes.

  •  VITAMINA  A

Foi demonstrado que o consumo de alimentos ricos em provitamina A (betacaroteno), como as cenouras e os espinafres, reduzem o risco de enfarte.

  •  FLAVONÓIDES

São elementos fitoquímicos de acção antioxidante que se encontram, sobretudo, nas frutas. Também se podem tomar na forma de suplementos. Protegem o coração contra o risco de enfarte.

  •  COENZIMA Q10

É um potente antioxidante produzido pelas nossas células que também pode ser tomado como suplemento. Facilita a recuperação do coração depois de ter sofrido um enfarte.

  •  FIBRA

Encontra-se unicamente nos alimentos vegetais, especialmente os cereais integrais, frutas e hortaliças. O seu consumo habitual reduz o nível de colesterol e o risco de enfarte.

REDUZIR OU ELIMINAR

  •  CARNE

O seu consumo aumenta o risco de sofrer um enfarte. Num estudo realizado na Finlândia, viu-se que quem consome carne de vaca quatro vezes por semana tem 38% mais de risco de sofrer um enfarte. Num outro estudo realizado na Califórnia verificou-se que quem come carne diariamente apresenta o triplo do risco de ataque cardíaco, comparativamente aos que não a incluem na alimentação.

  1.  FERRO
  2. Quanto maior for a ingestão de ferro dos alimentos como a carne, maior é o risco de sofrer um enfarte.
  3. O ferro dos vegetais não apresenta este efeito indesejável.

GORDURA SATURADA

Encontra-se sobretudo nos alimentos de origem animal como os ovos e a carne. O seu consumo aumenta o nível de colesterol e a progressão da arteriosclerose bem como o risco de sofrer um enfarte do miocárdio.

  •  COLESTEROL

Quanto maior é o nível de colesterol no sangue, mais forte é o risco. O colesterol sanguíneo aumenta devido ao consumo de gordura saturada. O colesterol encontra-se unicamente nos alimentos de origem animal (leite, ovos, peixe, marisco, carnes).

  •  ENCHIDOS E PRESUNTO

Pelo seu conteúdo gordo e pela falta de vitaminas, o seu consumo aumenta o risco de enfarte.

  •  ÁCIDOS GORDOS ‘TRANS’

 São tão nocivos para o colesterol como os ácidos gordos saturados. Encontram-se, sobretudo, nos fritos e nas margarinas, óleos vegetais parcialmente hidrogenados com o fim de os tornar sólidos. Nos bolos e bolachas industriais emprega-se esta gordura vegetal, pelo que contêm ácidos gordos ‘trans’. O consumo habitual favorece a arteriosclerose e o enfarte.

  •  MARGARINA

Contém óleos vegetais insaturados. No entanto, numa dieta saudável para o coração, deve ser usada com prudência ou, melhor ainda, evitada. Isto pelo facto de ela conter também ácidos gordos ‘trans’, que são tão nocivos como os saturados e favorecem a arteriosclerose.

O que são ácidos gordos ‘trans’?

Nos alimentos, os ácidos gordos insaturados podem existir em duas formas estruturais diferentes, cientificamente descritas como a forma cis e a forma trans. Alguns ácidos gordos trans são encontrados naturalmente no leite e na manteiga. Quando os óleos são hidrogenados, os ácidos gordos insaturados tornam-se parcialmente saturados, embora retenham um certo grau de insaturação. Ao longo deste procedimento, estes ácidos gordos parcialmente saturados convertem-se até certo ponto na forma trans. Enquanto que algumas pesquisas sugerem que os ácidos gordos trans são prejudiciais, as evidências são um pouco contraditórias. Como ainda não existe uma orientação oficial do assunto, a quantidade consumida deve ser moderada

  •  MANTEIGA

Entre todos os produtos lácteos, a manteiga é aquele que mais se relaciona com o enfarte. Deve ser completamente excluída sempre que exista risco coronário.

  •  FRITOS

Nos óleos fritos formam-se ácidos gordos que favorecem a arteriosclerose. Fritar com manteiga é ainda pior, pois faz ingerir muito mais gordura saturada nociva para as artérias.

  •  LEITE

Diversos estudos mostram que o seu consumo habitual constitui um factor de risco para o enfarte. Não apenas as gorduras, mas também as proteínas e a lactose do leite são inconvenientes para o coração.

  •  PRODUTOS LÁCTEOS

Em geral, devem evitar-se os produtos lácteos na dieta de quem possa sofrer ou tenha sofrido um enfarte. Somente o iogurte desnatado e o queijo fresco com a gordura reduzida e sem sal podem ser usados com moderação.

  •  BEBIDAS ALCOÓLICAS

O álcool é um tóxico para o coração e o seu consumo produz alterações no funcionamento deste órgão, desde arritmias até miocardiopatia (degeneração do músculo cardíaco). Mais de dois copos de vinho por dia já são nocivos para o coração. Só em quantidades muito moderadas (menos de dois copos diários) é que o vinho poderia reduzir o risco de enfarte, segundo certos estudos epidemiológicos. No entanto, mesmo que assim fosse, o álcool apresenta sérios inconvenientes para outros órgãos.

  •  AÇÚCAR BRANCO

Apesar do seu consumo não estar directamente relacionado com um maior risco de enfarte, está-o efectivamente o dos produtos refinados fabricados com ele: bolos, pastéis, doces, etc.

  •  SÓDIO

Quanto maior for o consumo de sal, maior será o risco de hipertensão, a qual favorece o enfarte.

A TIRÓIDE E AS SUAS FUNÇÕES  hipotalamo

O que é a tiróide?
É uma glândula de secreção endócrina, que segrega hormonas tiroideias e lança-os na circulação sanguínea.

Esta glândula  localiza-se no pescoço logo baixo da maçã de Adão tem a forma de uma borboleta e é constituída por dois lobos, direito e esquerdo, unidos por uma porção central chamado istmo, cada lobo tem 4 cm de comprimento e 1 a 2 de largura.

A função da tiróide é produzir e libertar para a circulação sanguínea triiodotironina (T3) e tiroxina (T4)

Podemos viver sem estas hormonas?   p_735

São essenciais à vida e exercem vários efeitos a nível de metabolismo, crescimento e desenvolvimento do organismo.

Contribuem para a regulação da temperatura corporal, da frequência cardíaca, pressão arterial, funcionamento intestinal, controlo do peso, estados de humor entre outras funções.

O sangue transporta-as a todas as células do corpo influenciando o seu metabolismo.

Como é  feita a regulação  da tiróide?

  • É controlada por duas hormonas produzidas noutros órgãos.
  • Hipófise  glândula localizada na base do cérebro, que produz a TSH. (thyroid-stimulating hormone)
  • Hipotálamo  porção do cérebro imediatamente acima da Hipófise, que produz a TRH.(Hormona liberador da tireotrofina)
  • hipófise e o hipotálamo são uma espécie de sensores, sensíveis ao nível de hormonas tiroideias em circulação.
  • Se os Níveis de T3 e TSH forem baixos, o hipotálamo liberta TRH que estimula a produção de TSH pela hipófise.
  • Os níveis aumentados de TSH, por sua vez estimula a tiróide a produzir mais hormona tiroideia, de forma a restabelecer os níveis normais.
  • Se ao contrário os níveis de hormonas tiroideias excederem os valores normais, o hipotálamo e a hipófise diminuem a libertação de TRH e TSH respectivamente, de forma a diminuir a produção de T3 e T4 pela tiróide.
  • As 3 glândulas e as hormonas por elas produzidas, constituem o que se designa por Eixo Hipotálamo-Hipófise-Tiroide.

Dados laboratorias e avaliação da tiróide
Pelos sintomas e pelo exame físico, o médico tem uma ideia da actividade da glândula. De qualquer forma é através de exames laboratoriais que se confirma a função tiroideia. Para tal é necessário efectuar uma colheita de sangue para dosear a T3, T4 e TSH.

Como surge uma disfunção da tiróide?
São muito comuns mas mais frequentes nas mulheres que nos homens.

  • Hipertiroidismo: sempre que há excesso de hormonas da tiroideias,
    Hipotiroidismo: quando há deficiência de hormonas tiroideias,
  1. Doenças autoimunes: são causadas por anticorpos dirigidos contra a glândula da tiróide, que podem estimular ou destruir a glândula. (Ex. doença de Graves causa de hipertiroidismo) e a tiroidite de Hashimoto,
  2. Bócio quando a glândula está globalmente aumentada de tamanho,
  3. Nódulos: podem ser um  ou múltiplos.

HIPERTIROIDISMO

  • quando a glândula tiróide produz hormonas em excesso. As hormonas tiroideias controlam quase todas as funções do seu organismo e a sua velocidade de funcionamento.
  • Quando há um excesso destas hormonas, o seu organismo está “acelerado” o mal-estar é evidente e o tratamento é urgente.

Causas do hipertiroidismo
Podem ser várias.

  1. Doença de Graves – É uma alteração em que há aumento do volume da tiróide (bócio), hipertiroidismo e, por vezes edema dos tecidos periorbitários que podem causar alterações da visão. É mais frequente nas mulheres que nos homens e pode ser familiar.
  2. Nódulo Tóxico – quando a tiróide apresenta um único nódulo que produz mais hormonas que o necessário para o funcionamento normal do organismo.
  3. Bócio multinodular tóxico – A tiróide apresenta-se mais volumosa (bócio)com vários nódulos que podem produzir excesso de hormonas.
  4. Tiroidite subaguda – Após uma infecção vírica a tiróide torna-se mais volumosa e dolorosa e liberta para o sangue uma grande quantidade de hormonas que tinha armazenadas. Não há um verdadeiro aumento de produção, e portanto, o hipertiroidismo é auto-limitado.

Excesso de hormona tiroideia

  • Os doentes que fazem tratamento com hormona tiroideia (levotiroxina) podem desenvolver hipertiroidismo se a dose desta se tornar excessiva. Por isso, a função tiroideia deve ser periodicamente vigiada e a dose periodicamente ajustada.
  • Ingestão excessiva de iodo – Algumas medicações contém iodo (ex. solução de lugol, amiodarona, contrastes de RX...) que em certas situações pode estimular a tiróide e causar um hipertiroidismo.

Sinais e sintomas
Quando o diagnóstico é feito geralmente está presente um bócio e o aumento de volume da tiróide que se pode acompanhar de:

1. Palpitações, aumento da frequência cardíaca (> 100 por minuto);

2. Nervosismo, ansiedade, irritabilidade, insónia;

3. Tremor das mãos;

4. Perda de peso apesar de apetite aumentado;

5. Hipersudorese e intolerância ao calor;

6. Queda de cabelo, pele fina alteração das unhas;

7. Diarreia;

8. Diminuição do fluxo menstrual e irregularidades menstruais;

9. Fraqueza muscular nos ombros, braços ou coxas;

10. Olhar vivo, fixo e/ou olhos proeminentes, visão dupla (na Doença de Graves).

DIAGNÓSTICO
Quando há uma suspeita clínica, pode ser realizada uma análise ao sangue onde é doseada a TSH – a hormona da hipófise que estimula a tiróide e que no hipertiroidismo está diminuída e a T3 e T4 – hormonas da tiróide que no hipertiroidismo circulam em excesso no sangue.
Posteriormente poderão ser necessários outros exames para conhecer a causa: determinação de anticorpos, cintigrafia da tiróide ou ecografia. 

tratamento
Há 3 tipos de tratamento e o seu médico poderá explicar-lhe os riscos e benefícios de cada um. O objectivo é terminar com a produção excessiva de hormonas da tiróide.

Fármacos anti-tiroideios

há fármacos que actuam diminuindo a produção de hormonas da tiróide. Alguns doentes conseguem uma remissão de hipertiroidismo com um tratamento prolongado (12-18 meses) embora noutros apenas se consiga um controlo provisório.
Podem ter alguns efeitos laterais (reacções cutâneas, alterações hepáticas, redução de glóbulos brancos) e o seu uso deve ser vigiado e controlado por um Endocrinologista.\

Iodo radioactivo:
Resulta numa resolução definitiva do hipertiroidismo. É administrado por via oral (geralmente em cápsulas) e ao entrar na célula da tiróide destrói-a. O seu efeito máximo é notado 3- 6 meses após a administração.
Ocasionalmente o hipertiroidismo mantêm-se e é necessária uma segunda dose. Mais frequentemente resulta num hipotiroidismo (glândula menos activa) e é preciso ficar a tomar hormona tiroideia de substituição. A dose exacta de iodo para se conseguir uma função tiroideia normal é difícil de calcular. É utilizado há muito tempo e não tem complicações importantes.
Tratamento cirúrgico: em alguns casos é necessário remover cirurgicamente parte (nódulo tóxico) ou toda a glândula (doença   Bócio multinodular tóxico) Se a remoção for completa surge o hipotiroidismo e é necessário tomar hormona tiroideia para o resto da vida.
Outros tratamentos: fármacos do grupo dos bloqueadores beta-adrenérgicos podem ser utilizados para controlar os sintomas de hipertiroidismo enquanto os outros tratamentos se tornam efectivos.

HIPOTIROIDISMO
É uma condição em que as hormonas da tiróide estão em quantidade insuficiente no sangue  que  vai comprometer o normal funcionamento do organismo.

Quais são as causas?
Existem muitas razões pelas quais a tiróide deixa de funcionar adequadamente, nas pessoas com hipotiroidismo as mais frequentes são:

1. Doença autoimune: É a causa mais comum em adultos. Nesta condição as defesas do organismo deixam de reconhecer a tiróide como fazendo parte do corpo e atacam-na como se fosse uma entidade estranha. À medida que vai sendo lesada, a tiróide deixa de ter capacidade para libertar hormonas, em quantidade suficiente estabelecendo-se o hipotiroidismo.

2. Falta ou excesso de iodo: Para produzir hormonas a tiróide necessita de iodo em quantidades adequadas. O iodo é fornecido pelos alimentos. Quando em níveis insuficientes ou excessivos pode alterar a função da tiróide.

3. Cirurgia prévia: Algumas doenças da tiróide requerem uma cirurgia para remoção total ou parcial da glândula. Se a remoção for completa ou o volume restante for pequeno, não haverá produção dos níveis normais de hormonas;

4. Medicamentos: Fármacos como a amiodarona, lítio ou interferão.

5. Radiações: Pessoas submetidas a tratamentos com radiações para doenças da tiróide ou outras da cabeça ou pescoço podem desenvolver hipotiroidismo. 

Sintomas
Uma vez que as hormonas da tiróide actuam na generalidade dos órgãos, os sintomas (que não são exclusivos desta doença) são variados e incluem:

1. Aumento da sensibilidade ao frio;

2. Fadiga;

3. Cansaço fácil;

4. Obstipação;

5. Pele seca, cabelo fino e quebradiço;

6. Irregularidades menstruais;

7. Ligeiro aumento de peso (retenção de líquidos);

8. Mialgias e parestesias

Diagnóstico
O diagnóstico definitivo baseia-se no doseamento no sangue das hormonas da tiróide, e da TSH hormona que regula o funcionamento da tiróide, e que é produzida noutra glândula, na hipófise, que se localiza no interior do cérebro.

Tratamento
Consiste na administração da hormona da tiróide na forma de L-tiroxina (T4), de forma a fornecer ao organismo a quantidade de hormonas que o organismo se tornou incapaz de produzir.

nota: o tratamento é médico e altamente especializado 

Vigilância Médica

A maioria dos casos de hipotiroidismo são definitivos, não tendo cura. No entanto, desde que o tratamento seja bem realizado, as pessoas não terão quaisquer sinais ou sintomas. A dose de L-T4 adequada pode variar ao longo do tempo na mesma pessoa, o que obriga a que o seguimento seja continuado para ajustar a posologia.

NÓDULOS DA TIRÓIDE
A tiróide é uma glândula que todos temos e se localiza no pescoço. Por vezes pode estar aumentada de volume de forma difusa – bócio simples ou pode ter nódulos – bócio nodular.

Porque aparecem?
A maioria das vezes desconhece-se a causa. Algumas causas conhecidas:

1. Deficiência de iodo;

2. Alguns medicamentos: amiodarona, lítio,….

3. Determinados químicos;

4. Radioterapia da cabeça ou do pescoço;

5. Causas genéticas.Nódulo único
Os nódulos da tiróide são muito mais frequentes nas mulheres do que nos homens. Os nódulos com menos de 1 cm, não têm importância clínica, necessitando apenas controlo anual. Nos nódulos com mais de 1 cm é conveniente a realização de uma citologia aspirativa com agulha fina para verificar que não existe cancro da tiróide, que constitui uma minoria das situações (cerca de 5%).Nódulos múltiplos ou bócio multinodular
Se forem grandes podem dar algum desconforto ou sensação de compressão a nível cervical. Nessa situação pode ser necessário cirurgia, ou sempre que a citologia for suspeita.

Que exames devem ser feitos?

1. Colheita de sangue para avaliar os níveis das hormonas tiroideias: Se estiverem aumentados pode tratar-se de um ou mais nódulos a trabalhar em excesso.

2. Ecografia da tiróide: É um exame indolor que nos permite avaliar a morfologia da glândula, isto é, o seu tamanho, a existência de nódulos e se estes são sólidos ou líquidos. Não nos indica se o nódulo é benigno ou maligno.

3. Citologia com agulha fina: Recolha das células do nódulo para estudo microscópico.

4. Cintigrafia da tiróide: só deverá ser efectuado em algumas situações particulares.

Tipos de nódulos

1. Benignos: podem ser quistos, nódulos, coloides, adenomas….

2. Malignos:
– A maioria dos cancros da tiróide não tem a gravidade dos outros cancros e têm um comportamento “quase benigno”.
– O tratamento é cirúrgico e por vezes é necessário tratamento com iodo radioactivo.
– A vigilância deve ser para o resto da vida

Valores de referência

TSH = 0,4 a 4 mU/ml
T3 = 80 a 200 ng/dL
T4 = 4,5 a 12,5 mcg/dl

Referências  de Varias Fontes

Consulte o seu médico de família e nunca faça auto-medicação

imagesFebre amarela     mosquito

O vírus da febre amarela é filtrável e ultramicroscópico, parasita obrigatório de células hospedeiras, é um Arbovírus dos quais  se  conhecem-se mais de 170 Arbovírus

A febre-amarela está confinada às florestas tropicais da África e América, onde o ciclo enzoótico (Epidemia dos animais limitada a um lugar ou região) inclui os macacos e os mosquitos das árvores, (Aedes aegipty e Haemagogus ) que picam os macacos. O homem contrai a infecção quando os macacos abandonam as florestas e provocam a infecção do mosquito doméstico.

Sintomas

  •  Necrose e degenerescência gorda do fígado.
  • Extensas hemorragias das vísceras.
  • Nefrose tóxica (intoxicação renal).
  • Mal-estar.
  • Vómitos
  • Dores de cabeça intensas.
  • Febre muito alta (no terceiro ao sexto dia de incubação).
  • Do segundo ao quarto dia os sintomas atenuam-se devido a intoxicação profunda e o ritmo do pulso baixa.
  • Pode-se observar uma lenta convalescença, mas o prognóstico é sempre grave.
  • O carácter da infeção humana pode variar, desde um  estado assintomático, até icterícia grave com hemorragia e morte.

O vírus é patogénico para todos os macacos da América do sul, mas em muitas espécies africanas produz virémia e febre  moderada. A maior parte das estirpes africanas conduzem à  morte do macaco por necrose aguda do fígado.

Patogenia

Depois  da picada do mosquito os vírus invadem os gânglios linfáticos  locais onde se multiplica só depois de 3 a 4 dias passa á corrente sanguínea, que o transporta ao fígado , baço, medula e rins , nos quais provoca fenómenos de necrose.

diagnóstico laboratorial 

  • Nos primeiros 5 dias isolamento do vírus no sangue.
  • Nos casos fatais  exames histológicos do fígado .
  • Detecção de antigénio em amostras de sangue ou tecido e por serologia.  (PCR)
  • Exclusão da malária .
  1. Severas medidas de combate ao mosquito
  2. Vacinação . “Considera-se prudente não vacinar as crianças com menos de um ano a não ser que corram grandes riscos  até aos seis meses” A imunidade estabelece-se  a partir do nono dia e mantém-se proteção durante 6  a 10 anos.
  3. Recomenda-se que a vacina seja administrada 4 dias no mínimo  ou 3 semanas  antes da vacina anti-variólica.

Tratamento médico 

  • Sintomático e paliativo. (A ribavirina é um anti-vírus de largo espectro oral e o fosfocarnete sódico parentérico, que têm efeito sinérgico com o interferom α, didadosina e fosfonoformato)
  • Transfusões de sangue  e diálise

 

 

apendicite

PERITÓNIO É A MAIOR MEMBRANA SEROSA  TRANSPARENTE DO CORPO , QUE RECOBRE A PAREDE ABDOMINAL E  AS VÍSCERAS.

Apendicite e peritonite aguda

Definição

Inflamação do apendice vermicular que pode ser aguda ou crónica. Esta infecção é mais frequente na criança e no adulto jovem podendo manifestar-se em qualquer idade.

Sintomas

A intensidade da inflamação pode variar numa simples inflamação até a gangrena de todo o apêndice. Os sintomas mais frequentes são. Dor abdominal, náuseas e vómitos, prisão de ventre e febre. É habitual na apendicite aguda a defesa abdominal (contracção permanente dos músculos revelada pela apalpação do abdómen perto do apêndice) A dor começa próximo do umbigo, passando para a fossa ilíaca direita. Lugar que dói ao pressionar e largar rapidamente. Irradia com frequência para a parte alta e média do abdómen e para a face anterior da coxa direita.

Diagnóstico

Hemograma: aumento dos leucócitos ou número de leucócitos normais mas com aumento de neutrófilos com núcleo em bastonete.

Tratamento

Procurar ajuda médica, pode ser necessária uma cirurgia de urgência.

 O que não deve fazer Não dar purgantes Não dar calmantes para a dor (o médico é que define) O único tratamento numa apendicite aguda é a cirurgia para evitar a perfuração intestinal. Pode hidratar-se o paciente com pequenas quantidades de líquidos pela boca, gelo local e antibióticos para se operar algum tempo depois. ( opção do médico)

Peritonite

Definição

Inflamação do peritónio por causa infecciosa.

Primarias: infecção na ausência de um processo agudo intrabdominal, é característica de pacientes com ascite, imunodepressão ou foco séptico extra-abdominal.

Secundarias: podem ser de causadas perfuração de uma víscera oca abdominal como consequência de uma obstrução (intestinal), enfarto, neoplasia, traumatismo ou corpo estranho.

Agente causal

Nas crianças e nas primarias: S. pnemoniae, S, pyogenes S. aureus, enterobacterias, M. tuberculosas Adultos: com as cite E. coli, Klebsiella, e enterococus. Adultos sem ascite: M. tuberculosis, N. gonorrhoeae C. trachomatis

Secundarias E. Coli, Klebsiella, Proteus, Enterococus, Bacteroides, Clostridium

Diagnóstico

 Hemograma, exame do liquido ascítico, ou exudado peritonial, radiografia do tórax e abdómen.

Tratamento

Primaria: Cefotaxima (1-2 g de 6 em 6 h.im ou i.v.e

(pediatria 150mg/kg/dia em três doses). (Recém-nascidos 100mg/kg/d

i.v. em duas doses)

Imipenem-cilastatina: 0.5 -1g de 6 em 6horas i.m ou i.v. (Pediatria 50mg/kg/d. i.v. em 4 doses)Ou ainda Piperacilina: administração lenta em 30m 200-300mg/kg/dia i.v. (pediatria> 2 meses 300mg/kg/d i.v. em 4 doses)

Observação: cuidados com hipersensibilidade cruzada à penicilina e anafilaxia Secundaria: cirúrgico e antibióticos como a Ampicilina+Tobramicina+Metronidazol ou Imipenem

Tobramicina: (tóxica para a audição e bloqueio neuromuscular) 3-5mg/kg/d i.m. ou i.v. em 1-3 doses

Metronidazol

500mg p.o. de 8 em 8 h. 7-21 Dias segundo a gravidade (pediatria escolares15-50mg/kg/d em 3 doses)