Definição

É uma enfermidade infecciosa do fígado por vírus HVB e HVC que ocasiona necrose hepatocelular e inflamação que pode ser aguda ou evoluir para uma fase crónica. As hepatites mais vulgares são a: A, B; C; D. δ e E. Existem outros vírus que podem causar infecção no fígado como: Epstein-Bar, citomegalovírus, vírus do herpes simples, vírus da varicela-zóster.

Causa

O agente causal é o vírus HBV e HCV

Sintomas

O período de incubação da hepatite B é de 45 a 180 dias e os sintomas estão de acordo com as seguintes fases:

* Fase prodromica: (mal estar e indisposição que precede uma doença) anorexia, vómitos, náuseas, alterações do paladar, olfacto, mialgia, cansaço, cefaleia, mal-estar geral, febre baixa.

*Fase ictérica: depois de decorridos alguns dias da fase prodromica os sintomas decrescem e aparece a icterícia. A icterícia pode aparecer dois a três dias antes da doença se manifestar.

*Fase de convalescença: os sintomas desaparecem em 2 a 12 semanas.

*A hepatite C na maioria dos casos não apresenta sintomas na fase aguda, em geral os doentes contaminados evoluem para uma hepatite crónica. Pode manifestar-se decorridos muitos anos após a contaminação, podendo apresentar cirrose em 20% dos casos e o cancro do fígado tem uma prevalência também de cerca de 20%. Os sintomas podem simular uma gripe ligeira.

 

Prevenção

*As situações de alto risco são transfusões de sangue sem controlo laboratorial do Instituto Nacional do Sangue. *Compartilhar seringas com pessoas infectadas.

*Para os profissionais de saúde evitar picadas com agulhas infectadas, manuseamento de sangue sem luvas. Ter cuidado com projecção de secreções de doentes contaminados, nos olhos ou feridas (recomenda-se o uso de luvas e óculos). Não ter relações sexuais no período menstrual na hepatite C e usar o preservativo nas relações extra-conjugais para hepatite B. Não são conhecidos casos de infecção da hepatite C pelo leite materno infantil Os percings e as tatuagens devem ser evitadas a tinta e agulhas nas tatuagens podem ser um veículo do vírus. A acupunctura feita por curiosos sem agulhas esterilizadas e descartáveis deve ser evitada.

Vacinação

A vacinação é feita por via intramuscular, deve ser feita conforme a prescrição do fabricante. O esquema geral é de 1ml para adultos e 0.5 para recém-nascidos, lactentes e crianças até aos 11 anos de idade.

Quando se usam três doses devem obedecer ao seguinte esquema: a segunda e a terceira são aplicadas com intervalos de seis meses. ( 0 1 mes depois e 6 meses depois)

Quatro doses: 0- mês depois 2ª um mes depois e por fim 12 meses depois.

Tratamento

*Não existe tratamento específico nas hepatites agudas b que podem ser fulminantes. As crónicas B e C o médico especializado pode usar o interferom α e a ribavirina que são aplicadas em conjunto durante 6 meses a um ano sem interrupção. Não resulta nos casos crónicos, e o tratamento mais recente é um fármaco americano patenteado que cura, mas o fabricante pratica preços exorbitantes.

*Repouso domiciliar é recomendado até que os sintomas desapareçam e as transaminases (aminotransferases) voltem aos valores normais, que pode levar quatro semanas em media.

* Não usar bebidas alcoólicas e evitar alimentos agressivos para o fígado.

*Vigiar estes doentes com os marcadores sorológicos (HBsAg e anti-HBs).

 

Diagnóstico

 

* Determinação dos marcadores HBsAg e anti-HBs.

* O marcador HBsAg é o antigénio de superfície, que aparece antes dos sintomas. Está presente nas hepatites crónicas. O antigénio (HBeAg) quando acompanha o HBsAg, indica uma acção viral activa e quando é positivo num período até12 semanas, indica progressão da hepatite crónica B.

*O anticorpo contra o antigénio da hepatite B (anti-HBc IgM) aparece no início do processo e pode ser o único marcador sorológico positivo na hepatite aguda e na hepatite crónica pode apresentar baixa concentração positiva. (positivo na hepatite aguda B e negativo na hepatite crónica B)

*As transaminases ALT e AST encontram-se bastante elevadas> a 500 UI/L.

*A bilirrubina total pode atingir valores de 20mg/dl

*As fosfatase alcalina está aumentada

*O leucograma apresenta linfocitose com neutropénia moderadas

*A biopsia do tecido do fígado é o diagnóstico histológico que permite avaliar o estado da doença na hepatite crónica.

O anti-HCV é o teste para a hepatite C. O PCR-RNA confirma o diagnóstico. O anti-HCV detecta resultados positivos em 70% de casos de três semanas do possível contágio e 90% de casos com três meses.

 

Deve ser feito o diagnóstico diferencial do Treponema palidum, vírus de Epstein-Bar e citomegalovírus, hepatites por fármacos e tóxicos.

 

O seguinte esquema dos marcadores sorológicos serve para interpretação da hepatite A e B

 

*Vírus A e os seus anticorpos: (anti-HA IgM) teste positivo, indica infecção aguda ou recente ou convalescença.

(anti-HA IgG) positivo e (anti-HA IgM) negativa, indica infecção prévia.

 

* Infecção aguda: Vírus B e seus antigénios (HBsAg positivo e anti-HBc IgM positivo).

(HBeAg e anti-HBc IgG positivos)

Para portadores assintomáticos: (HBsAg positivo anti-HBc IgM positivo ou negativo), (HBeAg negativo e anti-Hbc IgG positivo), (Anti-HBs negativo e anti-HBe positivo)

 

Hepatite crónica: (HBsAg positivo e Anti-HBc IgM positivo ou negativo), (HBeAg positivo e o anti-HBc IgG positivo, anti-HBs negativo, anti-HBe negativo).

 

Convalescença: (HBsAg negativo e anti-HBs IgM negativo ou positivo), (HBeAg negativo e anti-HBc IgM positivo, anti-HBs positivo, anti-HBe positivo).

 

Infecção previa: (HBsAg negativo e anti-HBc IgM negativo), (HBeAg negativo e anti-HBc IgG positiva ou negativo), (anti-HBs positiva ou negativa), (anti-HBe negativo).

 

Depois da vacinação: (HBsAg negativo anti-HBc IgM negativo), (HBeAg negativo anti-HBc IgM negativo) anti-HBs positivo e anti-HBe negativo

 

Vírus C infecção aguda ou crónica: ant-HCV positivo.

Vírus D ( HDAg positivo e anti-HD IgM positivo), (HBsAg positivo e anti-HD IgG positivo):

 

Para a hepatite E não existem marcadores disponíveis

 

 

 

 

 

 

 

O COlESTEROL

Hipercolesterolemia é um  Factor de risco cardiovascular

O colesterol é importante na produção das hormonas sexuais e na reconstrução das membranas celulares. É uma substância produzida no fígado a partir das gorduras que se ingerem na alimentação. O colesterol é necessário para o crescimento normal do organismo.

No sangue circulante, encontram-se duas espécies de colesterol ou lipoproteínas de baixa e alta densidade, ou seja, o LDL e HDL, mais conhecidos por mau e bom colesterol. As suas funções específicas são:

1- o LDL transporta o colesterol do fígado para as células, produzindo depósitos nas paredes dos vasos sanguíneos e bloqueando os vasos, por isso é conhecido vulgarmente como “mau colesterol”.

2- o HDL transporta o excesso de colesterol circulante para o fígado para ser eliminado. Devido a esta acção benéfica, é conhecido por “bom colesterol”.

Os fármacos usados são conhecidos por estatinas, que regulam a concentração dos lípidos e devem ser tomados com vigilância médica. As estatinas mostraram-se seguras eficazes na prevenção secundaria das doenças coronárias

A hipercolesterolémia é a causa mais comum de doença cardíaca.

Outros factores que aumentam o risco de doenças cardíacas são: a pressão arterial alta, a diabetes, a obesidade, o tabagismo e a falta de exercício físico.

Pode baixar o colesterol através de plantas lipimiantes, exercício físico e uma alimentação racional, sendo que a mais recomendada é a ovo-lactovegetariana ou a vegetariana.

O óleo de onagra faz baixar o colesterol abra o link e ouça o áudio

A OMS RECOMENDA VALORES INFERIORES a 180mg/dl de soro sanguíneo a diminuição das lipoproteínas de alta densidade 35 mg/d e triglicéridos acima de 250 mg/dl, é um risco relacionado com as doenças cardiovasculares.

 

Legionella-gram

 

Notas Históricas da Legionella

Legionella  pneumophila é uma bactéria que ficou conhecida 1976 numa convenção da American Legion  , no Bellevue Stratford Hotel na Filadélfia, onde se verificaram 34 óbitos e 221 doentes com uma pneumonia grave que sobreviveram. Outros países europeus já tiveram surtos da bactéria como em Portugal, que foi considerada uma emergência de saúde publica, com 336 infectados e 11 mortos, foi a 4º maior endemia mundial do surto da bactéria.

A investigação desta endemia, aumentou o conhecimento de características epidemiológicas importantes da bactéria, bem como, a sua ação patogénica ao nível dos pulmões, embora já fosse na época, uma bactéria conhecida sabe-se hoje que se reproduz e sobrevive dentro dos fagocitos.

Definição

  • Legionella pneumophila é uma bactéria pleomórfica flagelada que vive no meio aquático é uma saprófita da água, Gram-negativa, não fermenta a lactose, e exige meios nutritivos adequados ao seu desenvolvimento.
  • É oxidase positiva, catalase positiva e hidrolisa o hipurato.

Acção Patogénica

É intracelular facultativa, apresenta um sistema de secreção tipo IV, chamado dot/icm responsável por sua capacidade de invadir a célula hospedeira.

Este conceito microbiológico está em fase de investigação e confirmação científica.

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torres de refrigeração

Como se origina a infeção                 

 

  • Por inalação gotículas de água ou aerossóis contaminada com a Legionella
  • Nos chuveiros domésticos e torres de refrigeração
  • depósitos de água ou termoacumuladores sem regulação adequada, água aquecida deve estar nos 75°C que é a temperatura letal para a bactéria.
  • A água para consumo não produz a infeção

Ação Patogénica

A Legionella pneumophila multiplica-se no interior das células vivas, por ação das:

fosfataseslipases e nucleases incrementando a fagocitose.

Resposta imunológica

Existe formação de  anticorpos  aumentando os macrófagos, que podem eliminar a bactéria ou não dependendo do estado imunológico do paciente.

Após a inalação para os pulmões, a Legionella pneumophila entra nos macrófagos alveolares e multiplica-se.

Em circunstância favoráveis , a L. pneumophila é relativamente resistente aos neutrófilos e multiplica-se dentro dos monócitos.

Sintomas

  • Tosse
  • Febre alta
  • Pontadas torácicas
  • Em alguns casos também  dores musculares e diarreia

Factores de risco

  • Os métodos mais eficientes para o diagnóstico da Legionella pneumophila são: Imunofluorescência direta, método menos sensível

pode ser aplicada em diferentes amostras respiratórias como: expectoração, secreções brônquicas, lavado bronco-alveolar (Broncoscopia) e biópsia pulmonar. Tem as vantagens de poder ser utilizada vários dias após o início de antibioterapia e do seu resultado poder ser dado no mesmo dia.

  •  Imunofluorescência  indireta, técnica com maior sensibilidade. (Pesquisa de antigénios marcados com fluorocromos na presença de anticorpos específicos em células e tecidos com microscopia de florescência )

O resultado pode ser dado no mesmo dia.

  •  Culturas da expectoração e outras amostras respiratórias.         

O isolamento do agente em cultura permite isolar teoricamente qualquer estirpe pertencente a este género e continua a ser o método de referência (Gold standard) e o único que permite, a posteriori, estudos epidemiológicos completos que incluem a tipificação das estirpes de origem humana e de origem ambiental e a consequente possibilidade de comparação entre as hipoteticamente associadas para estabelecimento de eventual relação causa/efeito.  nota da Direção Geral da saúde

 

  1. d) Métodos menos fiáveis incluem:

Prevenção e profilaxia

  • A prevenção da contaminação das águas faz-se pela: adição e reforço de cloro na rede publica de abastecimento.
  • ou pela elevação da temperatura da água nos reservatórios de águas quentes , para temperaturas a 75 ºC .
  • pela inspeção de torres de refrigeração fabris e análises periódicas da água da rede publica. Outras medidas restritivas e abrangentes podem a vir a ser aplicadas.

Numa zona endémica

  • Evitar Duches,   fazer periodicamente limpeza dos filtros de ar condicionado das habitações e   mudar os filtros nos automóveis.
  • nos termoacumuladores regular a temperatura para 75ºC
  • Mergulhar os telefones dos chuveiros em água com lixívia durante 30m evitar hidromassagem
  • Evitar a aproximação a torres de refrigeração e fontes decorativas aonde a água é projetada à pressão (repuxos).
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repuxos decorativos

Tratamento                     

  • O tratamento farmacológico só se aplica à Doença do legionário, já que a Febre de Pontiac ao fim de 1 a 5 dias cura expontaneamente.
  • Como antimicrobiano de primeira escolha usar a eritromicina.

05-1g p.o. c/6h

X8-14 dias 01g i.v.

X   4-8 d

  • Antimicrobiano segunda escolha utilizar a rifampicina.

10mg/Kg/d máximo 600mg/d p.o. ou i.v.

a duração depende do critério médico

OBS: A Febre Pontiac é causada pela infecção tipo gripal não pneumónica, provavelmente com uma das estirpe da Legionella pneumophila. (cerca de 22 estirpes) A verdadeira causa encontra-se em fase de investigação. O seu período de incubação é de 12-36 horas.

Sintomas: febre, calafrios, tosse, dores musculares, cefaleias, dor torácica e pleurisia.

PO

Referências

Nota:  as bactérias pleomórficas   não possuem paredes celulares e por este motivo não apresentam forma definida.

 

    OS  benzénicos, encontrados no alcatrão, no fumo  do cigarro, um produto da combustão incompleta, tem efeito cancerígeno  sobre a prostata). 

Sintomas

  • jato urinário cada vez mais fraco.
  • dificuldade  iniciar a micção.
  • necessidade frequente de urinar.
  • acordar à noite para urinar.
  • interrupção involuntária do jato urinário.
  • presença de sangue na urina.
  • dor ou sensação de queimadura durante a micção.
  • urgência em urinar
  • sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

A próstata é uma glândula que se situa por baixo da bexiga, envolvendo a uretra. A próstata elabora secreções que fazem parte do líquido seminal libertado durante a ejaculação.

 

um-câncer-da-próstata-47416410  Cancro da prostata

predispõem para esta enfermidade doenças sexualmente transmissíveis, cujos germes se espalham através da uretra, ou de causa desconhecida. Os germes que causam a prostatite aguda são diversos, sendo os mais comuns E. coli, Klebsiella, Proteus, P. aeruginosa, Enterococus, S. aureus, C. trachomatis. Ureaplasma urealiticum.

  •  A forma aguda manifesta-se por sensação de ardor, dor observada nas micções frequentes, que aumenta ao sentar-se e, ao evacuar o intestino,
  • a dor pode irradiar pelas coxas.
  • Há febre e outros sinais de infeção.
  • A prostatite aguda pode evoluir rapidamente para a cura, tornar-se crónica ou ainda formar-se um abcesso da próstata, o que complica o quadro clínico.

Prostatite crónica

A prostatite crónica pode ser consequência de uma prostatite aguda ou de uma uretrite crónica blenorrágica. Há casos de prostatite crónica sem sintomas aparentes, mas o mais comum é que esta infeção provoque sintomas urinários como:

  • micção frequente, seguida às vezes de leve dor, sensação de peso no períneo (entre o escroto e o recto);
  • dificuldade na ereção e ejaculação;
  • há prostatites crónicas de origem tuberculosa, secundárias a outras localizações no aparelho genital como os testículos e as vesículas seminais.

 Tratamento

Trimetroprime-sulfametoxazol p.o 14 dias

Ciprofloxacino 14 dias

Doxiciclina 14 dias p.o (C. trachomatis e U. urelyticuim)

Prostatite crónica

  • Proscar  (finasterida) ou outros  fármacos similares na dose de  1 comprimido diário.  Por vezes, é necessária a manutenção de 1 comprimido para aliviar os sintomas.  
  • Quando existe impossibilidade de urinar, o doente deve ser algaliado.
  • Aplicar hidroterapia para atenuar os sintomas.
  • O tratamento é uma sugestão para áreas carenciadas e  não substitui a opinião do médico urologista.

Alimentação

  • Não incluir na alimentação a pimenta, a mostarda e demais condimentos, vinagre e todas as bebidas alcoólicas. (Não fumar, evitar ambientes com o fumo do tabaco).
  • Beber muitos líquidos, salvo quando há retenção da urina.
  • Os alimentos aconselháveis são: hortaliças, frutas,  proteínas da soja como o feijão e o tofu  , e cereais integrais, para combater a prisão de ventre, que é muito prejudicial.
  • Reduzir o consumo de gorduras e  não usar o leite ou outros produtos lácteos 
  • Os banhos de assento quentes são calmantes e descongestionam para a próstata e devem ser tomados 1 a 3 vezes por dia, conforme a intensidade da inflamação.
  • No caso de abcesso, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para drenar.
  • O tratamento à base de plantas e a hidroterapia podem fortalecer o sistema imunitário e dar uma ajuda adicional ao tratamento convencional como:
  • aloé vera, cápsulas de equinácea.
  • zinco (30 mg de oratato de zinco por dia), farinha de aveia, sementes de girassol e semente de abóbora (30gramas por dia, ou óleo em cápsulas  1-2 por dia).
  • uma colher de sopa de óleo de peixe, bem como uma colher de sopa de linhaça moída .

Aumento benigno do tamanho da

próstata (HBP hiperplasia benigna prostática  )       Hiperplasia-benigna-prostata-sintomas-1

 O conceito mais correto de “HBP”  é o  de uma combinação do aumento de volume, hiperplasia histológica, obstrução e diversos sintomas que podem estar todos presentes ou apenas alguns deles. È comum o aumento do tamanho da próstata a partir dos 50 anos de idade. Na maior parte das pessoas, este aumento é discreto e não provoca os sintomas característicos. Não se conhece com certeza a verdadeira causa deste aumento. Um dos exames usados para detetar o aumento é um marcador tumoral (antigénio especifico prostático) P.S.A. 

Os valores de referência são:

  • até 49 anos ———————————1.8 ng/ml ou μg/l
  • 50 -59 anos———————————-2.9
  • 60a-69 anos———————————–3.8
  • acima dos 69———————————6.

 

Ecotomografia Prostática

  • Determina o aumento da próstata.
  • Se a Integridade capsular está mantida ou não.
  • Se as vesículas seminais são simétricas ou não.
  • Se a bexiga tem alterações ecoestruturais referenciáveis ou não.
  • A biópsia diagnostica o cancro.

Às vezes, o médico pede o estudo por abordagem transretal.

Outros exames complementares como: hemograma, sedimento de urina e espermograma (sangue).

 Sintomas do Hbp

  • Perda de força no jato de urina.
  • Micção de urina frequente, especialmente à noite.
  • Dificuldade em urinar.
  • Quando a enfermidade progride, custa mais ao paciente urinar e fica sempre na bexiga uma certa quantidade de urina, que aumenta gradualmente.
  • Se o doente não é tratado, pode ocorrer que a bexiga esteja continuamente distendida por uma grande quantidade de urina, que pode determinar no aparelho urinário dilatações das suas estruturas. (ureteres, cálices renais etc.).

Cancro da próstata  

        

Sintomas

  • Um jato de urina escasso, em repuxo.
  • Jato salpicado e interrompido.
  • Dor na parte inferior das costas e ânus que pode irradiar pelas coxas.
  • Um exame médico precoce é necessário, porque os sintomas aumentam rapidamente, sendo frequente a dor e hemorragias e infeção vesical.
  • O espermograma apresenta grandes quantidades de sangue, bem como no sedimento urinário.
  • O tratamento é geralmente feito com Bicalutamida Teva 150mg ou hormonas femininos, que ultimamente têm dado bons resultados.
  • A cirurgia e a radioterapia pode ser o tratamento indicado. (O que torna o cancro da próstata potencialmente perigoso é a invasão das estruturas ósseas e de outros órgãos).

 O facto de se ter uma próstata muito grande não quer necessariamente dizer que se tem de ser operado à mesma.

Outro aspeto importante relaciona-se com o cancro da próstata. O aumento de volume que ocorre na HBP é causado por um problema benigno. A HBP desenvolve-se principalmente numa zona designada por zona de transição, situada em torno da uretra.

  • Os tumores malignos da próstata surgem mais frequentemente numa zona designada por zona periférica.
  • A OPINIÃO DE UM UROLOGISTA EXPERIENTE É FUNDAMENTAL.

 

 Zona de transição, ou tecido pré-prostático: dispõe-se ao redor da uretra e a sua função é evitar que o sémen passe à bexiga durante a ejaculação. Representa 5-10% da próstata a juventude. Posteriormente, a partir dos 40 anos, esta zona de transição cresce progressivamente, tendo lugar o desenvolvimento da hiperplasia benigna prostática (HBP).

  • Aparelho reprodutor masculino

    Fig 1- Aparelho reprodutor masculino

    A próstata está localizada por baixo da bexiga, envolvendo a uretra.

    A próstata cresce ao longo da vida, mas mais rapidamente a partir dos 40 anos, ocorrendo a hiperplasia benigna ou adenoma da próstata.
    Os cancros da próstata desenvolvem-se fundamentalmente a partir da zona periférica. (80%) . 
    A hiperplasia benigna da próstata origina-se na zona de transição, que rodeia a uretra.
     O anticorpo 34betaE12 (citoceratina específica de células basais) é amplamente utilizado para auxiliar no diagnóstico de câncer em biópsias prostáticas por agulha (BPA) e ressecções prostáticas transuretrais (RTU) em casos inconclusivos. Uma vez que o carcinoma prostático é desprovido de células basais, a ausência destas, determinada pela imuno-histoquímica com o anticorpo 34betaE12, pode auxiliar na confirmação de um caso histologicamente suspeito.

 

 

 

 

Enfermidades do colagénio

Lupo

 O colagénio apresenta-se em várias formas,  sendo o tipo I e III os principais nos tecidos conectivos.

Definição

Alterações degenerativas das fibras cologénias do tecido conjuntivo que atingem a pele, músculos, endotélios, tecidos articulares.

As cologenoses abrangem as seguintes infecções:

  • lupo eritematoso difuso, periartrite nodosa, a esclerodermia, dermatomiosite e artrite reumatóide.
  1. Lupo eritematoso disseminado

A mulher é a mais susceptível a contrair a enfermidade dos 20 aos 40 anos. A enfermidade forma autoanticorpos dirigidos contra ADN que podem destruir os leucócitos granulocitos. Pode também ser considerada uma enfermidade auto-imune.

Sintomas:

  • Febre e dores nas articulações.
  • Lesões diversas na pele, sendo a mais característica a aparecimento de manchas de cor lilás e escamosas que se entendem desde o nariz às faces, pálpebras testa e queixo, apresentando a forma de borboleta.

 Complicações: pericardite, miocardite e endocardite.

  • Infecções de outras serosas como: na pleura, e no peritónio.
  • Alterações nas articulações.
  • Os rins são potencialmente afectados
  • baço e fígado estão aumentados.

lupos1lupos2

                                                            Células LE fagócito
Neutrófilo jovem à esquerda e à direita   fagócito  monócito.                                              
                                                                                           
Diagnóstico

Hemograma que revela geralmente anemia, leucopénia (agranulocitopenia) e a pesquisa de células LE é positiva. (Autoimuno anticorpos dirigido contra o citoplasma dos leucócitos)

Na urina tipo II aparecimento de elementos que sugerem infecção nos rins, hemoculturas, Exames serológicos como para a artrite aguda. O factor celular LE24 e os anticorposantinucleares são os que têm maior importância no diagnóstico. Com frequência podem aparecer autoanticorpos contra os trombocitos eritrocitos, factores de coagulação e tirioglobulina. O factor reumatóide FR que parece reagir com a IgG pode ser encontrado com títulos baixos.

  •  Célula LE é um grnulocito neutrófilo ou monócito que contem dentro do citoplasma celular uma ou mais massas de substância homogénea de restos de um núcleo de neutrófilo fagocitado. Estas massas são grandes e coram de azul ou vermelho violeta.

 O que deve evitar: exposição ao sol, cansaço físico, má alimentação.

Tratamento Médico 

SEGUNDO ESPECIALISTAS

  • pode ser com a prescrição de antibióticos, antimalaricos como a cloraquina e  vitamina B 12, corticosteroides ou ACTH.
  • As infecções intercorrentes devem ser tratadas precocemente  e sempre sobre vigilância médica especializada.

2.Periatrite nodosa

 Definição: lesões degenerativas inflamatórias localizadas nas artérias pequenas e médias com particular deficiência para os órgãos afectados geralmente existem antecedentes como alergias e infecções. Esta enfermidade é comum no sexo masculino.

Pode-se manifestar como uma doença crónica e debilitante.

Sintomas: são frequentes manifestações na pele com erupções e nódulos no tecido celular subcutâneo mais ou menos do tamanho de uma ervilha, dores no corpo.

Complicações

  • Pode manifestar-se uma paralisia de algum nervo,
  • doenças do coração e dos vasos e lesões renais,
  • Simulação de quadros agudos do abdómen (apendicite, pancreatite aguda e colecestite)

Diagnóstico

  • Hemograma  com (aumento de eosinofilos)
  • electrofurese das proteínas que aparecem alteradas.
  • pesquisa de celulas

Tratamento

O mesmo para o Lupo eritematoso dissiminado.

3.Esclerodermia

Definição: enfermidade do colagénio que se caracteriza pelo endurecimento e espessamento da pele e tecido celular com perda de elasticidade. Esta enfermidade é comum na mulher entre os 30 e 50 anos de idade

Complicações

Pode ocasionar transtorno em diversos órgãos viscerais como no esófago.

Tratamento

Alem do já descrito para o lupo eritematoso disseminado, indica-se fisioterapia e tratamento hormonal especializado.

4. Dermatomiosite

Definição: doença do colagénio que é pouco frequente e que é descrita por diversos autores como sendo uma forma de esclerodermia.

Sintomas

Cansaço, debilidade crescente dos músculos, pigmentação da pele apresentando ligeira escamosidade, febre, músculos

Inchados e doridas erupções na pele.

Tratamento

Idêntico ao da esclerodermia.

 PO

Este artigo destina-se a técnicos de saúde e o seu tratamento é  especializado.