Mordedura de cobra Definição

INJECÇÃO DO VENENO NA VÍTIMA

* Os efeitos clínicos do envenenamento estão dependentes da espécie, do comprimento da serpente, da idade, da altura da vítima e do tempo decorrido desde que se deu a mordedura

 

*Se alguém foi mordido por uma cobra, o primeiro passo é o de descobrir se se trata de uma cobra venenosa ou nã o                                          .

Serpentes venenosa s                          02-vibora-do-gabao-pVíbora do Gabão

* Têm grandes presas articuladas inoculadoras. * Têm mais um buraco entre a narina e o olho (fosseta loreal), que actua como uma visão infravermelha, que detecta variações de calor num raio de 5m). *Não têm placas grandes na cabeça, só escamas, bem como em todo o corpo. *Têm as pupilas verticais (mais nas cobras africanas e europeias). *Têm a cabeça triangular (mais nas cobras africanas e europeias).

Serpentes não venenosas

*Têm dentes ou presas não articuladas e não inoculadoras. *Não têm buracos além das narinas (fosseta loreal, que pode não se aplicar às serpentes africanas). *Têm grandes placas na cabeça.

*Têm a pupila redonda.

 

Sintomas                                      05-vibora-arieti-pariete

*Conforme a espécie, a vitima pode apresentar os seguintes sintomas: *mal-estar geral, hemorragias espontâneas através da gengiva, inchaço; *dupla visão, urina de cor castanha, dificuldade em abrir os olhos, lesão no ponto da inoculação do veneno (dois pontos vermelhos); *paragem renal, cefaleias, dispneia, taquicardia, hipotensão e parestesias.

O que se deve fazer

*Colocar uma ligadura compressiva ou garrote de ambos os lados da mordedura, sem apertar demasiado para não interromper o fluxo sanguíneo.

*Parta para a oclusão linfática se a picada for na mão ou braço. Tem efeitos benéficos se aplicada nos primeiros 30 minutos após a mordedura. Veja a figura. (No veneno hemotóxico é contra-indicada a aplicação do garrote). O garrote venoso não deve interferir com o fluxo arterial (não apertar demasiado).limitar a circu na picada de cobra

*Manter em repouso a zona afectada e manter a extremidade mordida abaixo do nível do coração. *Imobilizar o membro com uma tala. *Não sugar o veneno com a boca.

Para sugar (uma técnica popular): fazer 15 a 20 furos com uma agulha esterilizada, chupar o sangue e cuspir (se tiver feridas ou dentes cariados, não chupar o veneno e  no veneno hemotóxico é contra-indicado.

Nota importante                06-naja-cuspideira-p  cuspideira                                 04-naja-do-egito-p naja

Ao fazer incisões, pode provocar feridas e risco de infecção, que podem danificar as fibras musculares e os nervos, e agravar  a gangrena do membro se o veneno for hemotóxico.

A MAIORIA DOS TÉCNICOS  NÂO RECOMENDA ESSE PROCEDIMENTO. É mais seguro não sugar o veneno. *Desinfectar a ferida. Vigiar as funções vitais, em particular os sinais de sintomas de choque. *Não dê líquidos a beber. *Procure urgentemente quem possa aplicar um soro contra o veneno (antídoto). *se estiver sozinho, procure rapidamente quem o possa auxiliar e depois não faça movimentos para não facilitar a rápida absorção do veneno pelo organismo. *Para aplicar o soro, é necessário seguir as instruções do laboratório e ser um técnico de saúde. *Não perca tempo com remédios caseiros, pois só a aplicação do antídoto resulta.

Tratamento Tenha sempre anti-veneno das cobras da região e faça a sua aplicação de acordo com as instruções do laboratório. Esteja preparado para uma reacção imediata ao soro (choque anafilático).

*Os soros podem ser líquidos e têm um duração de 3 anos conservados no frigorífico, e liofilizados ou secos, que podem durar no frio até 5 anos. Por vezes, é mais segura a aplicação do soro antiofídico polivalente. As aplicações em hospitais é a mais recomendada. Por vezes, são necessários 5 a 20 frascos de soro injectados em doses crescentes de 4 a 6 horas.

Cobras africanas                                                          

 

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Mamba negra, (Dendroaspis polypsis)

O seu veneno é neurotóxico, tem um bote (salto) rápido e mata a vítima rapidamente se esta não for tratada. O seu comprimento é de até 3.5m.

Víbora do Gabão (Bitis gabonica)

Serpente cujas presas podem atingir 5cm. O seu veneno é hemotóxico, produz edema e perda do membro e pode levar a vitima à morte, se não for tratada. O seu comprimento é de 1.5 m.

Boomslang (Disphoslidus typus)

O seu veneno é hemotóxico, causa hemorragias severas internas e das mucosas. A acção do veneno é lenta e os sintomas sérios levam 24 a 48 horas a aparecerem. O seu comprimento é de 1.2 a 2.m.

Naja do Egipto (Naja haje annulifera)

O veneno é neurotóxico potente, causa a paralisia e morte rápida se a vítima não for tratada com urgência. O seu comprimento pode chegar a 2.5 m.

Víbora Ariete (Bitis arietans)                       05-vibora-arieti-p

O veneno citotóxico potente causa dor e edema no local da picada e leva à morte, se a vítima não for tratada. O seu comprimento pode chegar a1.2 m.

Naja Cuspideira (Hemachatus heamachatus)

Esta cobra pode cuspir o seu veneno até 3 metros, o seu veneno é neurotóxico, afecta o sistema respiratório e pode levar à morte e cegueira, se atinge os olhos. O seu comprimento é de 1m a 1.5m.

Víbora de chifre (Bitis caudalis)  07-vibora-de-chifre-p

O veneno é moderadamente citotóxico, causa muita dor e necrose local. O seu comprimento é de 25 a 50cm.

Considerações: com algumas excepções, os botes das cobras podem atingir metade do seu comprimento. A mamba negra é a cobra mais veloz, atinge uma velocidade de 20 km/hora.

Projecto. Ómega

Doença de Alzheimer

Definição

É uma degeneração irreversível das células do cérebro que se deterioram de um modo progressivo, causando o envelhecimento do cérebro. A degeneração dos neurónios é lenta e progressiva e apresenta alterações muito significativas da memória recente e outras alterações como a incapacidade de raciocínio, de fazer juízo crítico, a verdadeira e normal percepção dos órgãos dos sentidos que sofrem alterações. Surgem dificuldades motoras, confusão mental e, por fim, a demência.

A doença foi descoberta em 1906 pelo médico Alemão Alois Alzheimer, que relatou em autópsias, placas estranhas (placas senis) e fibras retorcidas no cérebro. Crê-se que a causa seja uma complexa combinação de factores genéticos e pessoais.

Possivelmente esta enfermidade pode estar associada a alterações dos cromossomos 21, 14, e 1 e crê-se poder ser transmitida sobre a forma autossómica dominante. Contudo, a manifestação hereditária familiar é de apenas 5% dos casos, o que deixa em aberto uma maior investigação. Outro facto é que cerca de 50% das pessoas com história familiar desta doença acaba por desenvolver a enfermidade.

Sintomas

Os sintomas observam-se em três fases distintas:

Fase inicial – O doente está consciente, mas desorienta-se em relação ao tempo, ao lugar onde se encontra, incluindo a sua própria casa e entra em depressão. Perde a memória recente, apresenta linguagem difícil, porque deixou de aprender e reter novas informações. Os cuidados de higiene pessoal sofrem alterações e a sua aparência é descuidada. Nesta fase, os doentes ainda apresentam qualidade de vida social aceitável.

Fase intermediária

Nesta fase evidencia-se o facto de o paciente não reter e não aprender novas informações. A sua própria casa já nada lhe diz, surge com frequência o risco de quedas por distúrbios motores e confusão. Necessita de ajuda, pode caminhar sem rumo totalmente desorientado, começa evidenciar-se um comportamento social inadequado com manifestações de agressividade física.

Fase final

O doente fica acamado, já não fala, e surge o risco de úlceras e pneumonias.

Tratamento (o que deve fazer)

Até onde for possível o doente não deverá ser internado. Os cuidados familiares são necessários, embora nos casos em que a família seja impotente para mantê-los, então deverá internar o doente numa instituição. O tratamento é feito apenas com o objectivo de controlar os sintomas incómodos e a formação familiar é necessária para poderem lidar com a pessoa doente.

Considerações técnicas

Dados estatísticos: 10% de pessoas com 80 anos poderão ser portadoras da doença de Alzheimer, 1% das pessoas com 70 anos e 0.1 % de pessoas maiores de 60 anos podem vir a sofrer desta doença (Dados da AF). As estatísticas mundiais apontam para 8 a 15% de portadores da doença de Alzheimer, da população com mais de 65 anos de idade. A doença está ligada a duas espécies de lesões, sendo uma caracterizada pelas grandes placas (placas senis) formadas pela proteína beta-amiloide, que actua como um tóxico sobre os neurónios. A outra tem a ver com os microtúbulos, que produzem verdadeiros nós que se formam nos neurónios, retorcem-nos, apresentando um emaranhado que prejudica o seu funcionamento.

Diagnóstico

Se possível, o parecer psiquiátrico é fundamental, porque surgem complicações de comportamento como hostilidade, agitação, caminhadas sem rumo e descoordenação motora que ocasiona quedas. Surge a depressão e ansiedade. O médico de família deve estar atento à desidratação e intoxicações medicamentosas, incontinência e infecções.

Deve ser feita uma avaliação do quadro clínico como: a prova genética do gene Apo-E (em estudo e investigação), uma neuroimagem para avaliar a acentuada redução do lobo temporal médio e do hipocampo, por meio da Ressonância Magnética Nuclear, a TAC, para avaliar o aumento do volume dos ventrículos laterais, que aumenta duas vezes o seu tamanho normal e está associado ao alargamento dos sulcos corticais. Estas alterações, segundo investigação médica, não são exclusivas da doença de Alzheimer, podendo-se confundir com o processo de envelhecimento e suas manifestações. Em resumo, o diagnóstico na fase inicial da doença deve ser feito por especialistas nesta área.

NOTA:

Demência de Corpos de Lewy

  • Demência com corpos de Lewy foi proposta no ano de 1996  e   descoberta por Heinrich Frederich Lewy no ano de 1912
  •   Esta definição  une  um conjunto de  de terminologias  referidas para  o mesmo quadro clínico.
  •   Esta enfermidade  era chamada também de variante com corpo de Lewy da doença de Alzheimer.
  • Demência associada com corpos de Lewy corticais.
  • Demência senil do tipo corpos de Lewy.
  • Doença com corpos de Lewy difusos e doença de Alzheimer com variações  da doença  de parkinson.
  • O diagnóstico definitivo é obtido  após a morte , através de uma autópsia.

  • Uma característica histológica da  doença é a presença de inclusões citoplasmáticas eosinofílas arredondadas (os chamados corpos de Lewy ou  compostos  de  agregados protéicos nos  neurónios das regiões cerebrais afetadas).

  •  Algumas fontes sugerem como terapia comportamental:

    ï Modificação do ambiente para diminuir a desordem e ruídos e   ajudar  a  concentração dos portadores da DCL

    ï Modificação de respostas: evitar corrigir e interrogar um indivíduo com DCL.

    ï Modificação de tarefas: dividindo as tarefas em etapas mais simples, além de estabelecer uma rotina, o que ajuda o paciente a  sentir-se  mais seguro.

    nota: autossómico (diz-se da herança de características)

A SIDA

Esta epidemia silenciosa que ceifa milhões de vidas a cada dia que passa. Continua a ser o maior flagelo de todos os tempos.

A única medida eficaz e profilática é o uso do preservativo. Todas as pessoas estão sujeitas a incluírem-se nos grupos de alto risco. Os seropositivos não devem disseminar a doença, podem fazer a sua vida sexual, fazendo a medicação com antiretrovirais e usando sempre  o preservativo,

Abra o link e medite.

SIDA (HIV)

O HIV, vírus da Sida, (vírus da imunodeficiência humana) é um vírus capaz de sintetizar ADN, pelo facto de possuir uma enzima transcriptasa inversa que pode passar a informação do ARN ao ADN. (O material hereditário do vírus é o ARN, capaz de produzir molécula ADN a partir do seu ARN).

Investigadores Franceses do Instituto Pasteur de Paris, anunciaram ter descoberto a chave comum a todos os vírus HIV, com a qual o vírus penetra na célula.

A descoberta da doença é recente, reporta-se a 1981, embora se pense que já existisse há 30 anos. A origem do vírus é desconhecida, contudo, existe forte probabilidade de ter surgido em África, e de ter sido transmitido ao homem pelo macaco africano chimpanzé, que não desenvolveu a doença. Foram identificados quatro chimpanzés portadores do vírus SIVcpz. (vírus da imunodeficiência símia do chimpanzé). O código genético viral das quatro amostras de SIVcpz foram comparadas com várias amostras de HIV-1 e 3, que apresentam grande semelhança com o HIV-1, todas pertencentes a uma subespécie de chimpanzé (Pantroglodites troglodites) que vive no Congo, Gabão, Camarões e Guiné Equatorial, mas nada tem confirmação científica.

Foram tomadas várias medidas de estratégia para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a SIDA, mais ainda não é possível prever a curto prazo uma vacina. Está a ser testada uma vacina NYVAC-HIV por investigadores na cidade Suiça de Lausanne, a qual foi noticiada. Contudo, a sua divulgação ainda não foi feita. A vacina conseguiu estimular a produção de células que eliminaram células infectadas pelo HIV.

Todos os países do mundo têm feito ampla divulgação desta epidemia, mas é evidente que todo este esforço não tem sido suficiente para parar a difusão da mesma. Impõe-se a todas as camadas etárias de alto risco uma visão realista a respeito da prevenção, que as leve a adoptar a única medida eficaz conhecida: o uso do preservativo.

Segundo as estatísticas, no ano 2010 mais de 50 milhões de pessoas no mundo  já terão sido infectadas pela SIDA. Esta realidade deve levá-lo a reflectir. Colabore na prevenção. Se é seropositivo, tenha respeito pela vida humana, não dissemine o vírus mantendo relações sexuais sem preservativo e sem medicação.

O contágio é feito:

  1.  nas relações sexuais sem preservativo, com características epidemiológicas semelhantes ao vírus da hepatite B e C;
  2.  nas transfusões de sangue sem controlo laboratorial e injecções parentéricas;
  3.  na gravidez,  com a  passagem do vírus da mãe portadora da enfermidade ao feto.  A transmissão do HIV através do leite materno ocorre em cerca de 1 em cada 7 bebés nascidos de mulheres portadoras do vírus. Dependendo da área geográfica e das condições sócio- económicas, uma mãe portadora da enfermidade não deve amamentar o seu  bébe sem ouvir  a opinião de especialistas;
  4.  ainda se não demonstrou ser a picada do mosquito, da mosca, ou de outros insectos, a causa de transmissão do vírus. O vírus parece ser pouco resistente aos desinfectantes habituais (lexívia, etc.);
  5. qualquer pessoa pode ser portadora sem manifestar a doença durante 5 a 10 anos;

 Casos em que parece não haver transmissão do vírus:

  1.  espirro, tosse, aperto de mão, suor, saliva (embora esta última seja discutível);
  2. assentos públicos e piscinas.

Os seropositivos não devem ser marginalizados é um dever moral e espiritual de todos os

cidadãos.

Diagnóstico

Faz-se por detecção de anticorpos com o teste de ELIS  (A-HIV1 HIV2 e mais recente outros retrovírus como: (HTVL- I e II ) com confirmação do teste de WETERN BLOT.

Nota: o HTVL não é agressivo e a sua virulência e maniffstação clínica está a ser avaliada.

Siga as regras profiláticas como para a SIDA nas relações sexuais (USO DO PRESERVATIVO)

Quando se deve fazer um teste?

Teste de segurança média: até aos três meses a partir da data em que se suspeita da contaminação. Pode o resultado ser ou não positivo.

Teste de segurança mais elevada: até aos seis meses a partir da data em que se suspeita da contaminação (possibilidade de 99,9% de o resultado ser ou não positivo).

A OMS recomenda repetir o teste seis meses depois. Raríssimos casos descrevem o aparecimento de uma reacção tardia para além dos seis meses.

Medicamentos

Existem o AZT, o DDI e o DDC e outros mais recentes. Estes fármacos antirectrovirais actuam em diferentes estágios da multiplicação do vírus e contribuem para inibir a sua actividade e são, por vezes, ministrados em conjunto para obterem maior eficácia. Estes medicamentos, embora não destruam o vírus, podem diminuir a rapidez da sua progressão.

Uma grande esperança é o aparecimento de fármacos mais eficazes no futuro.

IMUNOLOGIA do HIV

O estado de saúde do ser humano depende da actividade do seu sistema imunitário, que é constituído por glóbulos brancos e outras células. Cada vez que uma toxina, bactéria ou vírus penetra no nosso organismo, os linfócitos B segregam anticorpos que atacam o intruso. Estes anticorpos são conhecidos como imunoglobulinas que possuem, cada uma, a sua especificidade e exercem a sua acção a diferentes níveis.

Os linfócitos T destroem as células infectadas. O vírus da Sida, pela acção de uma glicoproteína presente na sua superfície, ataca os linfócitos, em particular os T4 (CD4) e os macrófagos, que vai infectar e destruir. Os Linfócitos T8 (CD8) destroem as células infectadas e não são infectados pelo vírus.

Segundo a revista Science, recentes pesquisas realizadas por investigadores norte-americanos decifraram a estrutura de um anticorpo existente em pacientes resistentes ao vírus HIV. O anticorpo é chamado 2G12 e foi isolado já há alguns anos em pacientes seropositivos que combatiam o vírus com eficácia. As investigações revelaram que o anticorpo neutraliza o vírus ao ligar-se aos açúcares que se encontram à superfície  do HIV. Esta descoberta poderá fornecer uma base para uma futura vacina.

A partir de uma contagem de linfócitos (CD4) abaixo de 500/mm3 de sangue, o paciente está sujeito a sofrer numerosas infecções oportunistas e a ver aumentada a possibilidade de apresentar neoplasias.

 

 

Definição

Estes vírus provocam infecções respiratórias no homem e nos animais e têm afinidade com o muco do trato respiratório e outras regiões do organismo, daí o nome que lhe foi atribuído.

Muitos dos vírus deste grupo elaboram uma enzima que provoca a aglutinação dos eritrocitos. Em 1962, Walterson distinguiu dois subgrupos: no primeiro estão incluídos os vírus da influenza A, B e C. O rinovírus está associado aos resfriados comuns.

A gripe, ou influenza, é uma inflamação respiratória aguda febril que se manifesta de forma epidémica. Existem receptores de superfície nos eritrocitos (glóbulos vermelhos) que podem ser, de acordo com as recentes descobertas, os locais onde o vírus começa a actuar, provavelmente pela acção das proteínas (HA e NA) presentes na cápsula do vírus. A infecção das células começa com a união a esses receptores e consequente passagem pela parede celular até ao citoplasma. Estes vírus contêm uma massa central de ARN. As estirpes isoladas no início de uma epidemia possuem uma estrutura antigénica diferente das estirpes anteriores (as mutações). A mutação que resulta do aparecimento de antigénios dominantes complementares diferentes (que pode facilitar métodos imunológicos  laboratoriais de pesquisa e a partir do genoma,  a pesquisa de  ARN.  A cultura do vírus é feita em laboratórios de alta segurança) são muito raras e provavelmente aparecem com intervalos de 30 a 40 anos. Esta nova estirpe é altamente infectante. Muitas das grandes epidemias mundiais atribuem-se a essas mutações profundas. A história registou grandes pandemias como a de 1918 – 1919, em que morreram 5o milhões de pessoas e a da gripe asiática de 1957- 1958.  As estatísticas registaram em 1952 2 milhões de óbitos  e  em 1968 1 milhão  provocadas por novas mutantes do grupo A.

O que é a gripe aviária?

É uma infecção transmissível causada pelo vírus influenza nas aves. Este vírus tem vários tipos e subtipos que podem infectar outros animais.

A infecção pode ser assintomática e pouco grave, mas pode ser também causa de doença grave mortal. Isso depende das variantes dos vírus que causam a infecção, e das aves portadoras. Este vírus infecta aves selvagens (aquáticas migratórias) e aves domésticas como: galinhas, patos, perus, etc.

Existe o conceito de que os vírus da gripe que infectam animais mamíferos e seres humanos derivam do vírus da gripe das aves H5N1. A investigação observou que as aves infectam primeiro os porcos, onde o vírus sofre uma recombinação que vai dar origem  à infecção  de outros animais  e seres  humanos, como parece ser a pandemia do nível 6 H1N1. (Estes conceitos estão sujeitos a Confirmação Científica)

Os subtipos do tipo A são identificados por um código com duas letras e dois números – Nx e Ny – em que o x e o y representam números, daí a nomenclatura usada: H1N1, H3N2, H5N1, etc.

A letra H representa a hemaglutinina (HA) e a letra N a neuronimidase (NA), que quimicamente são duas proteínas presentes na cápsula que envolve o vírus.

A proteína HA facilita a fixação nas células para as infectar e a NA permite a saída da célula depois de se multiplicar no seu interior.

Os números representam a ordem das descobertas bioquímicas destas moléculas como, por exemplo, o H5, que quer dizer a quinta forma descoberta da hemaglutinina. Até agora foram descobertas dezasseis formas moleculares diferentes.

Epidemiologia.

O vírus é propagado pelo doente através das secreções nasal e bucal e por gotículas expelidas ao espirrar. Admite-se que o doente se torne infectante antes de se declarar a gripe. As grandes epidemias surgem mais ou menos com intervalos de 40 anos. As epidemias menores provocadas pelo tipo A, com intervalos de 5 anos, aproximadamente. Anualmente surgem focos endémicos de infecção pelo tipo B que também provocam epidemias moderadas com intervalos de 3 a 6 anos.

O grupo C não provoca epidemias, mas origina a disseminação de infecções sub-clínicas.

Sintomas

A doença é raramente fatal, observando-se reacções febris com inflamação da mucosa e dos brônquios.

Os sintomas são difíceis de descrever e também são muito variáveis, com complicações frequentes, como pneumonias bacterianas que podem ser fatais.

Quando se dá a invasão nos tecidos pelos Estafilococos áureos, segue-se a formação de abcessos múltiplos e grave destruição com necrose da traqueia, brônquios e bronquíolos. A pneumonia estafilocócica fulminante tem sido a causa de muitas mortes, especialmente nos indivíduos de idade avançada. Associam-se invasões de outras bactérias como Hemófilos, Influenza (laringo-traqueite aguda), Pneumococos, Estreptococoshemolítico. Estas complicações foram a causa principal de morte na pandemia de 1918-19.

O principal sintoma do período de invasão é de 24 a 48 horas e começa com dor de cabeça intensa, dor na coluna vertebral, dores generalizadas nos músculos, grande astenia, face pálida, expressão de cansaço, fotofobia, olhos avermelhados, coriza (secreção nasal) e tosse que é provocada pela irritação da traqueia e dos brônquios. Podem ainda aparecer vertigens, vómitos, diarreia, hemorragia nasal e febre a 40º de temperatura. Estes são os principais sintomas, mas também podem aparecer ainda outros de carácter nervoso como o meningismo, com contractura dos músculos da parte posterior do pescoço, sonolência, delírio e excitação. São ainda muito frequentes fortes dores nevrálgicas de membros amputados que aparecem logo no início da enfermidade.

Segue-se outro período de duração curta com grande prostração e dor nas articulações e músculos que aumenta com os movimentos. Aumenta também a dor de cabeça, a falta de apetite, a língua suja e lisa, a respiração rápida, a excreção da urina diminuída, o pulso fraco e rápido e a oscilação da temperatura com variações pequenas. A febre baixa a partir do terceiro ou quarto dia.

Este período é crítico, ou o doente entra em convalescença, ou surgem complicações acima referidas. A convalescença pode ser longa, indo até doze dias ou mais.

Profilaxia

O que deve fazer Evitar lugares concorridos. Sabendo que todas as superfícies em que tocar são potenciais transmissores do vírus, deve lavar frequentemente as mãos com um gel desinfectante, desinfectar as maçanetas das portas, evitar a exposição a lugares húmidos e a correntes de ar. Ao tossir ou espirrar, deve tapar a boca com um lenço de papel, não escarrar no chão e evitar lugares mal-ventilados.

Ao surgirem sintomas de resfriado ou gripe deve ficar de cama. Os que tratam doentes com gripes devem usar máscara e luvas. Os doentes em convalescença são potenciais transmissores do vírus até ao 11º dia ou mais. O papel higiénico e os lenços de papel com expectoração devem ser queimados. Não partilhe copos ou alimentos com as crianças ou outras pessoas

 Tratamento.

Beber muitos líquidos e fazer uma alimentação saudável, de preferência ovolactovegetariana, para não sobrecarregar os rins. Evitar mudanças de temperatura, o contacto com pessoas engripadas e ambientes pouco ventilados, evitar o tabaco e o álcool. Procurar ajuda médica para começar um tratamento antiviral (o mais usado da Roche é o Tamiflu) e prevenir complicações. Tratando-se de pandemia, só os Serviços de Saúde podem fazer um diagnóstico correcto com meios complementares de diagnóstico. Lembre-se de que pode fazer a sua parte com princípios simples de profilaxia e higiene.

Não existe tratamento específico preventivo para a gripe, embora já existam antivirais que são prescritos sob vigilância médica e a sua eficácia comece a ser testada. No entanto, começam já a aparecer resistências ao Tamiflu (não tome este antiviral sem vigilância e prescrição médica, pois podem aparecer resistências ao fármaco, como sucede com os antibióticos).

As complicações são tratadas e prevenidas com antibióticos pelo seu médico. O doente deve estar de cama até que a temperatura volte ao normal. Para resfriados comuns, e mesmo a gripe, o repouso e a vitamina C produzem bons resultados. As populações de risco, como idosos, grávidas,  crianças e pacientes que sofrem de doenças cardíacas e crónicas como a diabetes e doenças respiratórias devem ser vacinadas.

Contra-indicações da vacina (gripes comuns)

  1. Os alérgicos ao mertiolato, o timerosal e a proteína do ovo de galinha.
  2. Quem apresentar sintomas de gripe, com fortes dores musculares e dificuldades respiratórias.
  3. Os portadores de doenças neurológicas como o Síndrome de Guilllain Barré

devem ser avaliados por um Técnico de Saúde, e só depois ser vacinados.

Hidroterapia

Fazer banho quente sobre as pernas e fomentações na coluna vertebral e peito. Beber vários copos de limonada quente (aquecer a água, deitar algumas colheres de açúcar mascavado e espremer um limão). Quando tiver as narinas entupidas, deve fazer uma atmosfera húmida com folhas de eucalipto ou algumas gotas de Eucaliptol.

PO

Obs muito importante: não dê às crianças Aspirina ou qualquer derivado do ácido acetilsalicílico. Substitua por paracetamol com vigilância médica.

Qual é o papel da Aspirina no Síndrome de Reye?

As causas do Síndrome de Reye ainda são um mistério para os  cientistas. Porém, há estudos que mostram que o uso de aspirina ou de medicamentos contendo salicilatos, normalmente usados para tratar de enfermidades virais, aumentam o risco de desenvolvimento da doença. A National Reye´s Syndrome Foundation (NRSF), a Food and Drugs Administration (FDA) e os centros para controlo de doenças nos Estados Unidos recomendam que a aspirina e os produtos que contenham os seus componentes na fórmula, não sejam administrados por ninguém menor de 19 anos durante processos virais. É importante salientar que é possível desenvolver a Síndrome de Reye sem tomar aspirina. Porém, as probabilidades de desenvolvimento da doença podem ser muito reduzidas, não dando aspirina às pessoas para alívio de desconforto ou febre sem consultar um médico primeiro para cada uso específico.

NOTICIAS

A A gripe suína, também conhecida como gripe A (H1N1) é uma doença causada pelo vírus H1N1, combinação  dos vírus suíno aviário e humano.

A Gripe suína já infectou mais de 280000 pessoas em vários países e causou a morte de cerca de três mil pessoas em todo o mundo, segundo os dados oficiais.

A Organização Mundial da Saúde declarou que a Gripe Suína é uma “emergência na saúde pública internacional”, e em 11 de Junho de 2009 elevou nível de alerta ao máximo (nível 6) decretando uma pandemia.

 Se estiver numa localidade em que de todo não tenha a possibilidade de assistência médica,  recomendamos a seguinte terapêutica (gripes comuns) com restrições para idosos ou pessoas com doença hepática, renal, asma, alergias,  doenças cardíacas, hipertensão arterial . Para crianças devem ser respeitadas as doses pediátricas:

 Brufen 600 (ibuprofeno e parecetamol alternado de 4 em 4 horas para adultos, com a ingestão de 8 a 10 copos de água por dia ou sumos de fruta. Não ultrapasse as doses terapêuticas , quando a febre normalizar suspenda o brufen e mantenha o paracetamol  DE 8 EM 8H.

 Nota: o PO saúda os serviços de saúde de todos os países, que seguiram as orientações da OMS, que possibilitaram o  enfraquecimento do vírus e salvaram milhões de pessoas.

Saúda  todos os investigadores e técnicos de saúde  que tornaram possível a  divulgação científica do vírus e as terapêuticas adequadas.

 Nota: o vírus tem sofrido mutações menos agressivas  mas preocupantes.

Para cada mutação é fabricada uma vacina.

 

glicemia

 Diabetes (mellitus tipo 1)

Definição. É uma enfermidade relacionada com o metabolismo e deficiência na secreção de insulina pelas chamadas ilhotas de Langerhans do pâncreas. que resulta em destruição das células beta do pâncreas, as quais produzem insulina é uma doença auto-imune.

Caracteriza-se pelo aumento da glicose sanguínea ultrapassando as taxas normais que segundo o método pode variar entre 80 a 120 mg /dl.

  • Quando as taxas são anormais, também aparece glicose na urina, que pode variar de traços, a vários gramas na urina das 24 horas.
  • Pode manifestar-se na infância e geralmente estar ligado à hereditariedade de ascendentes ou descendentes diabéticos na família.
  • A fase etária de maior risco é a dos 40 a 60 anos de idade.
  • A diabetes tipo 2 o pâncreas fabrica insulina que não é correctamente aproveitada pelo organismo e geralmente é hereditária.
  • Este tipo de diabetes pode também aparecer nos sedentários e obesos.

Sintomas

  • Sêde intensa, cansaço e apetite exagerado,
  • urina abundante e perda de peso,
  • prurido nos órgãos genitais e pele,
  • emagrecimento.
  • Micções frequentes de urina

Causas

Alimentação em excesso, a obesidade, a falta de exercício físico, estado mental de preocupação constante (Stress), traumatismos, problemas do fígado, do pâncreas e glândulas de secreção interna, podem ser factores de predisposição para adquirir a enfermidade. Medicação com corticoesteroides sem as precauções necessárias e vigilância médica, pode fazer desencadear o processo.

Diagnóstico

Um dos complemento de diagnóstico para diabéticos e que é recomendado fazer 2 a 3 vezes por ano é a hemoglobina (hemoglobina glicosilada) HbA1c a normalidade é de 6-7% e a ideal de 6%. (as complicações surgem com valores limite de 8%), colesterol e triglicéridos devem ser monotorizados.

 Doseamento da Taxa de glucose sanguínea (glicemia em jejum e posprandial). Quando se verifica hipoglicémias constantes ou pequeno aumento da taxa sanguínea sem excreção de glicose na urina, pedir uma prova de tolerância à glicose (1.75g /kg de glicose pura ingerida em jejum e determinações aos 60m aos 90 m. e 120 m. depois de ingestão da glicose).

Segundo Conn e Fanjans uma curva igual ou superior a 160mg/dl nos primeiros 60 m. indica diabetes, nos 90 m. as taxas podem ser de 140 ou superior e 120mg/dl aos cento e vinte minutos.

A idade é um factor de interesse: estatisticamente o mesmo autor inclui num grupo 20 aos 30 anos os valores acima mencionados. A tolerância à glicose deteriorasse progressivamente com a idade. Não existe actualmente critérios precisos para determinar uma curva diabética após os 50 anos de idade. Existem um certo número de pessoas cujos valores estão no limite. Conn atribui para os pré-diabéticos os seguintes valores:

  • 160 mg aos 60m,
  • 135mg ou mais aos noventa minutos,
  • e entre 110 a 120 mg aos cento e vinte minutos.

Interpretação de Exton e Rose modificado

 (1.75g/kg de glucose em jejum em duas doses, a primeira em jejum e a segunda aos 30 minutos)

Diabete melitus: glicemia em jejum superior a 120mg,

  • Em 30 minutos excede a concentração em jejum em 50mg ou mais.
  • Glicemia dos 60 minutos excede ao valor da glicemia dos 30 m. em 30 mg ou mais.
  • Para crianças de menos de 7 kg utilizar a dose mínima de 10g
  • e para crianças com um peso superior a 7kg 1.75g/kg de peso.

Diabetes militus na glicémia posprandial:

  • o doente deve manter uma dieta de dois ou três dias rica em hidratos de carbono com pouca gordura.
  • Com uma dieta rica em gorduras pode falsear a prova com um aumento e descida lenta.
  • Evitar a actividade física a refeição deve ser moderada.
  • As concentrações de glicose depois de 2 horas pedem-se classificar como se segue: normal menos de 110mg/dl. Limite 110 ª 140 mg/dl.
  • Anormal maior de 140mg/dl.
  • As grávidas com este valor devem fazer a prova de tolerância de Exton Rose modificada.

Complicações.

  • Feridas com dificuldade em sarar, hipertensão arterial, frigidez.
  • Na gravidez deve ser vigiada e controlada, a longo prazo podem aparecer complicações nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidade dos membros.
  • Pequenos vasos dos olhos Retinopatias diabéticos não proliferativa (estreita e enfraquecem os pequenos vasos do olho)
  • e proliferativa (obstrução dos vasos evoluindo para hemorragias) que podem levarem à cegueira,
  • perturbações nos pequenos vasos dos rins e nos nervos.

Tratamento

  • A terapêutica mais conhecida por via oral para diabetes do tipo 2 são as sulfonilureias (aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas),
  • as biguaninas que têm por finalidade aumentar sensibilidade à insulina que é produzida pelo organismo,
  • acarbose que age ao nível do intestino para tornar mais lenta a absorção da glicose mantendo os níveis da glicémia normais. Recentemente surgiram os sensibilizadores da insulina de ultima geração
  • as thiazolidinedionas. A escolha deve ser feita pelo médico que avalia as condições do doente e receita o fármaco adequado ou associações com insulina.

Glicemia tipo 1

A insulina é uma proteína e como tal só actua quando é injectável sem passar pelo processo digestivo. Existem diversos tipos conforme o quadro que se segue:

 

Insulina de acção rápida (humalog) Começa a manifestar-se entre 5-15m. Baixa as taxas da glicemia entre 40-90m e o seu efeito termina entre 3-4 horas
Insulina de acção curta (regular R) O seu efeito manifesta-se em 30m. Baixa as taxas de glicemia nas 2-5 horas depois da injecção. E termina a sua acção 5a8 horas depois.
Insulina de acção intermediaria NPH (normal N)(Ou lenta L)  Manifestação da acção nas primeiras 1ª 3 horas. As baixas da glicemia manifestam-se entre as 6 a 12 horas depois. Termina a sua acção entre as 16 a 12 horas depois.  
Insulina de acção longa (ultralenta U) Começam a sua acção 4 ª 6 horas depois da injecção e baixas as taxas da glicemia 8ª 20 horas e termina a acção nas 24 a 28 horas depois.
NPH + regular A sua acção manifesta-se nos primeiros 30 m. Começa a diminuir as taxas da glicemia nas 7 a 12 horas depois e termina a sua acção nas 16 a 12 horas depois da injecção.
  • Taxa de glicemia (monitorização) também diária,
  • alimentação e exercício físico.
  • Existem no comércio pequenos aparelhos electrónicos que em poucos segundos permitem dosear a glicemia. É um dos avanços no controlo da diabetes pela alimentação e tratamento nos insulino-dependentes. A figura ilustra um rastreio feito com estes aparelhos.

.Alimentação

 Os diabétologistas hoje falam numa alimentação variada e em pequenas quantidades: hidratos de carbono, proteínas e eliminação dos açúcares de absorção rápida. Por exemplo não deve exceder a três peças de fruta por dia e sempre seguidas de uma bolacha de água e sal. Esta orientação deve ser prescrita por um médico ou técnico de saúde. Os alimentos dividem-se em três grupos:

  1.  Os restauradores como os alimentos ricos em proteínas: (formam as células o sangue e as hormonas) carnes, leite, iogurte, queijo, ovos o feijão incluindo o de soja, lentilhas, ervilha seca
  2. Os energéticos: (combustível necessário da actividade do dia-a-dia) trigo, a cevada, o arroz, a aveia, a mandioca, a batata, o pão e massas, o açúcar o mel, diversas gorduras como a manteiga e óleos, e margarina.
  3. Reguladores (equilibram o funcionamento do organismo e servem de protecção contra doenças variadas) como as verduras legumes e frutas em geral.

Pelo menos um alimento de cada grupo deve estar presente em cada refeição, mas sempre em quantidade pequenas. Uma das regras de uma boa alimentação é o de não usar: alimentos refinados, (mas sim integrais), gorduras saturadas, sempre que se usar uma alimentação equilibrada ovo-lacto-vegetariana só terá benefícios para uma boa qualidade de vida.

 A hereditariedade da diabetes

  • Tipo I: a maioria parece ter de herdar o factor de risco dos pais, e é mais comum nos países frios. Todo o processo genético ainda está em investigação, os investigadores procuram respostas para as seguintes perguntas: sendo a diabetes menos comum nas pessoas que foram amamentadas, será que alimentação do bebé tem influência? Existem auto-anticorpos que permanecem por um período longo e a diabetes só se manifesta na idade avançada? Poderá algum vírus com pouca actividade tornar-se o responsável?
  •  Tipo II: tendo este tipo de diabetes uma base genética mais forte e o historial familiar maior factor de risco contudo algumas perguntas ainda não obtiveram resposta como:
  1.  Os povos que comem muita gordura e poucas fibras e poucas hortaliças e não fazem exercício têm mais tendência para adquirir a doença, porquê?
  2. No fim da gravidez existem mulheres que adquirem a doença e factores não genéticos como: mães de idade mais avançada, o peso acima do normal, são mais propensas em adquirir a diabetes de gestação porquê? Não se sabe a causa exacta deste tipo de diabetes, mas geralmente desaparece depois da gravidez.

 Tratamento para a diabetes da grávida

  • Manter os níveis de glicose normais com injecção de insulina e monitorização diária da glicose sanguínea (a orientação médica é imprescindível)
  • Actividade física programada
  • Alimentação programada

 Riscos sem tratamento

  1. Cesariana
  2. Para o bebé: mais peso e gordura, macrossomia, hipoglicémias e sérios riscos respiratórios à nascença e propensão para a obesidade (a orientação de um ginecologista, pediatra e endocrinologista é necessária)

Monitorização

da glicemia feita

pelo doente                           existem diversas marcas

de aparelhos no comércio

Eléctrodos

Para glicemia e

corpos cetónicos

Diabetes (mellitus tipo 1)

Definição. É uma enfermidade relacionada com o metabolismo e deficiência na secreção de insulina pelas chamadas ilhotas de Langerhans do pâncreas. que resulta em destruição das células beta do pâncreas, as quais produzem insulina é uma doença auto-imune

Caracteriza-se pelo aumento da glicose sanguínea ultrapassando as taxas normais que segundo o método pode variar entre 80 a 120 mg /dl.

Quando as taxas são anormais, também aparece glicose na urina, que pode variar de traços, a vários gramas na urina das 24 horas. Pode manifestar-se na infância e geralmente estar ligado à hereditariedade de ascendentes ou descendentes diabéticos na família. A fase etária de maior risco é a dos 40 a 60 anos de idade. A diabetes tipo 2 o pâncreas fabrica insulina que não é correctamente aproveitada pelo organismo e geralmente é hereditária. Este tipo de diabetes pode também aparecer nos sedentários e obesos.

Sintomas

Sêde intensa, cansaço e apetite exagerado, urina abundante e perda de peso, prurido nos órgãos genitais e pele, emagrecimento. Micções frequentes de urina

Causas

Alimentação em excesso, a obesidade, a falta de exercício físico, estado mental de preocupação constante (Stress), traumatismos, problemas do fígado, do pâncreas e glândulas de secreção interna, podem ser factores de predisposição para adquirir a enfermidade. Medicação com corticoesteroides sem as precauções necessárias e vigilância médica, pode fazer desencadear o processo.

Diagnóstico

Um dos complemento de diagnóstico para diabéticos e que é recomendado fazer 2 a 3 vezes por ano é a hemoglobina (hemoglobina glicosilada) HbA1c a normalidade é de 6-7% e a ideal de 6%. (as complicações surgem com valores limite de 8%), colesterol e triglicéridos.

 Doseamento da Taxa de glucose sanguínea (glicemia em jejum e posprandial). Quando se verifica hipoglicémias constantes ou pequeno aumento da taxa sanguínea sem excreção de glicose na urina, pedir uma prova de tolerância à glicose (1.75g /kg de glicose pura ingerida em jejum e determinações aos 60m aos 90m e 120m depois de ingestão da glicose).

Segundo Conn e Fanjans uma curva igual ou superior a 160mg/dl nos primeiros 60m indica diabetes. Nos 90m 140 ou superior e 120mg/dl aos cento e vinte minutos.

A idade é um factor de interesse: estatisticamente o mesmo autor inclui num grupo 20 aos 30 anos os valores acima mencionados. A tolerância à glicose deteriorasse progressivamente com a idade. Não existe actualmente critérios precisos para determinar uma curva diabética após os 50 anos de idade. Existem um certo número de pessoas cujos valores estão no limite.Conn atribui para os pré-diabéticos os seguintes valores: 160mg aos 60m, 135mg ou mais aos noventa minutos e entre 110 a 120mg aos cento e vinte minutos.

Interpretação de Exton e Rose modificado

 (1.75g/kg de glucose em jejum em duas doses, a primeira em jejum e a segunda aos 30minutos)

Diabete melitus: glicemia em jejum superior a 120mg, Em 30minutos excede a concentração em jejum em 50mg ou mais. Glicemia dos 60 minutos excede ao valor da glicemia dos 30m em 30mg ou mais.

Para crianças de menos de 7 kg utilizar a dose mínima de 10g e para crianças com um peso superior a 7kg 1.75g/kg de peso.

 

Diabetes militus na glicemia posprandial: o doente deve manter uma dieta de dois ou três dias rica em hidratos de carbono com pouca gordura. Com uma dieta rica em gorduras pode falsear a prova com um aumento e descida lenta. Evitar a actividade física a refeição deve ser moderada. As concentrações de glicose depois de 2 horas pedem-se classificar como se segue: normal menos de 110mg/dl. Limite 110 ª 140 mg/dl. Anormal maior de 140mg/dl. As grávidas com este valor devem fazer a prova de tolerância de Exton Rose modificada.

Complicações.

Feridas com dificuldade em sarar, hipertensão arterial, frigidez. Na gravidez deve ser vigiada e controlada, a longo prazo podem aparecer complicações nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidade dos membros. Pequenos vasos dos olhos Retinopatias diabéticos não proliferativa (estreita e enfraquecem os pequenos vasos do olho) e proliferativa (obstrução dos vasos evoluindo para hemorragias) que podem levarem à cegueira, perturbações nos pequenos vasos dos rins e nos nervos.

Tratamento

A terapêutica mais conhecida por via oral para diabetes do tipo 2 são as sulfonilureias (aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas), as biguaninas que têm por finalidade aumentar sensibilidade à insulina que é produzida pelo organismo, acarbose que age ao nível do intestino para tornar mais lenta a absorção da glicose mantendo os níveis da glicemia normais. Recentemente surgiram os sensibilizadores da insulina de ultima geração as thiazolidinedionas. A escolha deve ser feita pelo médico que avalia as condições do doente e receita o fármaco adequado ou associações com insulina.

Glicemia tipo 1

A insulina é uma proteína e como tal só actua quando é injectável sem passar pelo processo digestivo. Existem diversos tipos conforme o quadro que se segue:

 

Insulina de acção rápida (humalog) Começa a manifestar-se entre 5-15m. Baixa as taxas da glicemia entre 40-90m e o seu efeito termina entre 3-4 horas
Insulina de acção curta (regular R) O seu efeito manifesta-se em 30m. Baixa as taxas de glicemianas 2-5 horas depois da injecção. E termina a sua acção 5a8 horas depois.
Insulina de acção intermediaria NPH (normal N)(Ou lenta L)  Manifestação da acção nas primeiras 1ª 3 horas. As baixas da glicemia manifestam-se entre as 6 a 12 horas depois. Termina a sua acção entre as 16 a 12 horas depois.  
Insulina de acção longa (ultralenta U) Começam a sua acção 4 ª 6 horas depois da injecção e baixas as taxas da glicemia 8ª 20 horas e termina a acção nas 24 a 28 horas depois.
NPH + regular A sua acção manifesta-se nos primeiros 30 m Começa a diminuir as taxas da glicemia nas 7 a 12 horas depois e termina a sua acção nas 16 a 12 horas depois da injecção.

Taxa de glicemia (monitorização) também diária, alimentação e exercício físico.

Existem no comércio pequenos aparelhos electrónicos que em poucos segundos permitem dosear a glicemia. É um dos avanços no controlo da diabetes pela alimentação e tratamento nos insulino-dependentes. A figura ilustra um rastreio feito com estes aparelhos.

.Alimentação

 Os diabétologistas hoje falam numa alimentação variada e em pequenas quantidades: hidratos de carbono, proteínas e eliminação dos açúcares de absorção rápida. Por exemplo não deve exceder a três peças de fruta por dia e sempre seguidas de uma bolacha de água e sal. Esta orientação deve ser prescrita por um médico ou técnico de saúde. Os alimentos dividem-se em três grupos:

  1.  Os restauradores como os alimentos ricos em proteínas: (formam as células o sangue e as hormonas) carnes, leite, iogurte, queijo, ovos o feijão incluindo o de soja, lentilhas, ervilha seca
  2. Os energéticos: (combustível necessário da actividade do dia-a-dia) trigo, a cevada, o arroz, a aveia, a mandioca, a batata, o pão e massas, o açúcar o mel, diversas gorduras como a manteiga e óleos, e margarina.
  3. Reguladores (equilibram o funcionamento do organismo e servem de protecção contra doenças variadas) como as verduras legumes e frutas em geral.

Pelo menos um alimento de cada grupo deve estar presente em cada refeição, mas sempre em quantidade pequenas. Uma das regras de uma boa alimentação é o de não usar: alimentos refinados, (mas sim integrais), gorduras saturadas, sempre que se usar uma alimentação equilibrada ovo-lacto-vegetariana só terá benefícios para uma boa qualidade de vida.

 

A hereditariedade da diabetes

  • Tipo I: a maioria parece ter de herdar o factor de risco dos pais, e é mais comum nos países frios. Todo o processo genético ainda está em investigação, os investigadores procuram respostas para as seguintes perguntas: sendo a diabetes menos comum nas pessoas que foram amamentadas, será que alimentação do bebé tem influência? Existem auto-anticorpos que permanecem por um período longo e a diabetes só se manifesta na idade avançada? Poderá algum vírus com pouca actividade tornar-se o responsável?
  •  Tipo II: tendo este tipo de diabetes uma base genética mais forte e o historial familiar maior factor de risco contudo algumas perguntas ainda não obtiveram resposta como:
  1.  Os povos que comem muita gordura e poucas fibras e poucas hortaliças e não fazem exercício têm mais tendência para adquirir a doença, porquê?
  2. No fim da gravidez existem mulheres que adquirem a doença e factores não genéticos como: mães de idade mais avançada, o peso acima do normal, são mais propensas em adquirir a diabetes de gestação porquê? Não se sabe a causa exacta deste tipo de diabetes, mas geralmente desaparece depois da gravidez.

 

Tratamento para a diabetes da grávida

  • Manter os níveis de glicose normais com injecção de insulina e monitorização diária da glicose sanguínea (a orientação médica é imprescindível)
  • Actividade física programada
  • Alimentação programada

 Riscos sem tratamento

  1. Cesariana
  2. Para o bebé: mais peso e gordura, macrossomia, hipoglicémias e sérios riscos respiratórios à nascença e propensão para a obesidade (a orientação de um ginecologista, pediatra e endocrinologista é necessária)

Monitorização

da glicemia feita

pelo doente                           existem diversas marcas

de aparelhos no comércio

Eléctrodos

Para glicemia e

corpos cetónicos

Diabetes (mellitus tipo 1)

Definição. É uma enfermidade relacionada com o metabolismo e deficiência na secreção de insulina pelas chamadas ilhotas de Langerhans do pâncreas. que resulta em destruição das células beta do pâncreas, as quais produzem insulina é uma doença auto-imune

 

Caracteriza-se pelo aumento da glicose sanguínea ultrapassando as taxas normais que segundo o método pode variar entre 80 a 120 mg /dl.

Quando as taxas são anormais, também aparece glicose na urina, que pode variar de traços, a vários gramas na urina das 24 horas. Pode manifestar-se na infância e geralmente estar ligado à hereditariedade de ascendentes ou descendentes diabéticos na família. A fase etária de maior risco é a dos 40 a 60 anos de idade. A diabetes tipo 2 o pâncreas fabrica insulina que não é correctamente aproveitada pelo organismo e geralmente é hereditária. Este tipo de diabetes pode também aparecer nos sedentários e obesos.

 

Sintomas

 

Sêde intensa, cansaço e apetite exagerado, urina abundante e perda de peso, prurido nos órgãos genitais e pele, emagrecimento. Micções frequentes de urina

 

Causas

Alimentação em excesso, a obesidade, a falta de exercício físico, estado mental de preocupação constante (Stress), traumatismos, problemas do fígado, do pâncreas e glândulas de secreção interna, podem ser factores de predisposição para adquirir a enfermidade. Medicação com corticoesteroides sem as precauções necessárias e vigilância médica, pode fazer desencadear o processo.

Diagnóstico

Um dos complemento de diagnóstico para diabéticos e que é recomendado fazer 2 a 3 vezes por ano é a hemoglobina (hemoglobina glicosilada) HbA1c a normalidade é de 6-7% e a ideal de 6%. (as complicações surgem com valores limite de 8%), colesterol e triglicéridos.

 Doseamento da Taxa de glucose sanguínea (glicemia em jejum e posprandial). Quando se verifica hipoglicémias constantes ou pequeno aumento da taxa sanguínea sem excreção de glicose na urina, pedir uma prova de tolerância à glicose (1.75g /kg de glicose pura ingerida em jejum e determinações aos 60m aos 90m e 120m depois de ingestão da glicose).

Segundo Conn e Fanjans uma curva igual ou superior a 160mg/dl nos primeiros 60m indica diabetes. Nos 90m 140 ou superior e 120mg/dl aos cento e vinte minutos.

 

A idade é um factor de interesse: estatisticamente o mesmo autor inclui num grupo 20 aos 30 anos os valores acima mencionados. A tolerância à glicose deteriorasse progressivamente com a idade. Não existe actualmente critérios precisos para determinar uma curva diabética após os 50 anos de idade. Existem um certo número de pessoas cujos valores estão no limite.Conn atribui para os pré-diabéticos os seguintes valores: 160mg aos 60m, 135mg ou mais aos noventa minutos e entre 110 a 120mg aos cento e vinte minutos.

 

Interpretação de Exton e Rose modificado

 (1.75g/kg de glucose em jejum em duas doses, a primeira em jejum e a segunda aos 30minutos)

Diabete melitus: glicemia em jejum superior a 120mg, Em 30minutos excede a concentração em jejum em 50mg ou mais. Glicemia dos 60 minutos excede ao valor da glicemia dos 30m em 30mg ou mais.

Para crianças de menos de 7 kg utilizar a dose mínima de 10g e para crianças com um peso superior a 7kg 1.75g/kg de peso.

Diabetes militus na glicemia posprandial: o doente deve manter uma dieta de dois ou três dias rica em hidratos de carbono com pouca gordura. Com uma dieta rica em gorduras pode falsear a prova com um aumento e descida lenta. Evitar a actividade física a refeição deve ser moderada. As concentrações de glicose depois de 2 horas pedem-se classificar como se segue: normal menos de 110mg/dl. Limite 110 ª 140 mg/dl. Anormal maior de 140mg/dl. As grávidas com este valor devem fazer a prova de tolerância de Exton Rose modificada.

Complicações.

Feridas com dificuldade em sarar, hipertensão arterial, frigidez. Na gravidez deve ser vigiada e controlada, a longo prazo podem aparecer complicações nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidade dos membros. Pequenos vasos dos olhos Retinopatias diabéticos não proliferativa (estreita e enfraquecem os pequenos vasos do olho) e proliferativa (obstrução dos vasos evoluindo para hemorragias) que podem levarem à cegueira, perturbações nos pequenos vasos dos rins e nos nervos.

Tratamento

A terapêutica mais conhecida por via oral para diabetes do tipo 2 são as sulfonilureias (aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas), as biguaninas que têm por finalidade aumentar sensibilidade à insulina que é produzida pelo organismo, acarbose que age ao nível do intestino para tornar mais lenta a absorção da glicose mantendo os níveis da glicemia normais. Recentemente surgiram os sensibilizadores da insulina de ultima geração as thiazolidinedionas. A escolha deve ser feita pelo médico que avalia as condições do doente e receita o fármaco adequado ou associações com insulina.

Glicemia tipo 1

 

A insulina é uma proteína e como tal só actua quando é injectável sem passar pelo processo digestivo. Existem diversos tipos conforme o quadro que se segue:

 

Insulina de acção rápida (humalog) Começa a manifestar-se entre 5-15m. Baixa as taxas da glicemia entre 40-90m e o seu efeito termina entre 3-4 horas
Insulina de acção curta (regular R) O seu efeito manifesta-se em 30m. Baixa as taxas de glicemianas 2-5 horas depois da injecção. E termina a sua acção 5a8 horas depois.
Insulina de acção intermediaria NPH (normal N)(Ou lenta L)  Manifestação da acção nas primeiras 1ª 3 horas. As baixas da glicemia manifestam-se entre as 6 a 12 horas depois. Termina a sua acção entre as 16 a 12 horas depois.  
Insulina de acção longa (ultralenta U) Começam a sua acção 4 ª 6 horas depois da injecção e baixas as taxas da glicemia 8ª 20 horas e termina a acção nas 24 a 28 horas depois.
NPH + regular A sua acção manifesta-se nos primeiros 30 m Começa a diminuir as taxas da glicemia nas 7 a 12 horas depois e termina a sua acção nas 16 a 12 horas depois da injecção.

 

Taxa de glicemia (monitorização) também diária, alimentação e exercício físico.

Existem no comércio pequenos aparelhos electrónicos que em poucos segundos permitem dosear a glicemia. É um dos avanços no controlo da diabetes pela alimentação e tratamento nos insulino-dependentes. A figura ilustra um rastreio feito com estes aparelhos

Alimentação

 Os diabétologistas hoje falam numa alimentação variada e em pequenas quantidades: hidratos de carbono, proteínas e eliminação dos açúcares de absorção rápida. Por exemplo não deve exceder a três peças de fruta por dia e sempre seguidas de uma bolacha de água e sal. Esta orientação deve ser prescrita por um médico ou técnico de saúde. Os alimentos dividem-se em três grupos:

 

  1. Os restauradores como os alimentos ricos em proteínas: (formam as células o sangue e as hormonas) carnes, leite, iogurte, queijo, ovos o feijão incluindo o de soja, lentilhas, ervilha seca
  2. Os energéticos: (combustível necessário da actividade do dia-a-dia) trigo, a cevada, o arroz, a aveia, a mandioca, a batata, o pão e massas, o açúcar o mel, diversas gorduras como a manteiga e óleos, e margarina.
  3. Reguladores (equilibram o funcionamento do organismo e servem de protecção contra doenças variadas) como as verduras legumes e frutas em geral.

 

Pelo menos um alimento de cada grupo deve estar presente em cada refeição, mas sempre em quantidade pequenas. Uma das regras de uma boa alimentação é o de não usar: alimentos refinados, (mas sim integrais), gorduras saturadas, sempre que se usar uma alimentação equilibrada ovo-lacto-vegetariana só terá benefícios para uma boa qualidade de vida.

 

A hereditariedade da diabetes

  • Tipo I: a maioria parece ter de herdar o factor de risco dos pais, e é mais comum nos países frios. Todo o processo genético ainda está em investigação, os investigadores procuram respostas para as seguintes perguntas: sendo a diabetes menos comum nas pessoas que foram amamentadas, será que alimentação do bebé tem influência? Existem auto-anticorpos que permanecem por um período longo e a diabetes só se manifesta na idade avançada? Poderá algum vírus com pouca actividade tornar-se o responsável?

 

  • Tipo II: tendo este tipo de diabetes uma base genética mais forte e o historial familiar maior factor de risco contudo algumas perguntas ainda não obtiveram resposta como:

 

  1. Os povos que comem muita gordura e poucas fibras e poucas hortaliças e não fazem exercício têm mais tendência para adquirir a doença, porquê?
  2. No fim da gravidez existem mulheres que adquirem a doença e factores não genéticos como: mães de idade mais avançada, o peso acima do normal, são mais propensas em adquirir a diabetes de gestação porquê? Não se sabe a causa exacta deste tipo de diabetes, mas geralmente desaparece depois da gravidez.

 Tratamento para a diabetes da grávida

  • Manter os níveis de glicose normais com injecção de insulina e monitorização diária da glicose sanguínea (a orientação médica é imprescindível)
  • Actividade física programada
  • Alimentação programada

 

Riscos sem tratamento

  1. Cesariana
  2. Para o bebé: mais peso e gordura, macrossomia, hipoglicémias e sérios riscos respiratórios à nascença e propensão para a obesidade (a orientação de um ginecologista, pediatra e endocrinologista é necessária)

Monitorização

da glicemia feita

pelo doente                           existem diversas marcas

de aparelhos no comércio

Eléctrodos

Para glicemia e

corpos cetónicos