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OBS:

É muito importante levar em consideração os seguintes factos: quando se usa a parte branca da casca  dos citrinos como medicamento por algum tempo, deve-se  monitorizar  a tensão arterial e suspender se aumentar. A parte branca dos citrinos  descontrola a T.A. quando usado como medicamento.

  • O pesquisador canadense David Bailey, publicou uma lista atualizada de medicamentos que reagem com  sumo de toranja. Existem atualmente 85 medicamentos à venda que geram  problemas adversos e mesmo podendo  causar a morte quando tomados com o sumo de toranja como:
  • digitálicos,
  • imunossupressores,
  • opiácios,
  • alguns medicamentos psiquiátricos ,
  • medicamentos para o colesterol alto.
  • anticancerígenos

 

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Notas sobre a chia                                                     

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A chia (Salvia hispanica L.)

Definição

A chia é uma planta herbácea da família das lamiáceas, como o linho e a sálvia, daí o nome  de salvia hispânica. É originária do México e as suas sementes já eram utilizadas como alimento pelos povos das civilizações da América Central há muitos séculos. É usada na alimentação por conter ácidos gordos poli-insaturados essenciais, fibras, proteínas e outros nutrientes.

A chia  tem  efeitos sobre a dieta, pois a semente pode ser usada  como adelgaçante, baixa as taxas de colesterol sanguíneo  e fortalece o sistema imunológico.

As sementes de chia contêm as seguintes propriedades: 122 kcal: 10,53g de hidratos de carbono, 4,14g  de proteínas, gorduras saturadas, 0,833g  de gorduras mono-insaturadas, 0,577g de gorduras poli-insaturadas, 5,917g de Fibras 8,6 g

Metais e vitaminas

  •         Cálcio – 158mg, Fósforo – 215mg, Magnésio – 84mg, Potássio – 112mg, Ferro – 1,93mg, Zinco – 1,15 mg
  •        Vitamina A, 14 UI Vitamina B1 (Tiamina) 0,155 mg, Vitamina B2 (Riboflavina) 0,043mg, Vitamina B3 (Niacina) – 2,208 mg

Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

  1.      A chia pode ser consumida em  saladas ou sumos,  na quantidade de duas colheres de sopa, que equivalem a 25 gramas. Ela contém alto teor de ácidos gordos poli-insaturados essenciais, tipos de gorduras  benéficas, é rica em ácido gordo alfa-linolénico, também conhecido como ómega 3.
  2.       Ela também contém hidratos de carbono considerados de baixo índice glicémico, pois aproximadamente 34,4% da porção de 100g da semente é composta por fibras alimentares.
  3.   Por fim, a semente ainda contém compostos fenólicos, sendo considerada uma fonte natural de antioxidantes como o ácido cafeico (ou fenólico) e ácido clorogénico ou um composto.
  4.     A sua semente é considerada como uma boa fonte proteica por possuir um alto teor de proteínas, sendo na sua maior parte aminoácidos essenciais,  (isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e histidina).  A dieta diária recomendada  é de cerca de 50g de proteínas, o que equivale  a 2000  calorias diárias. Isso significa que 25 gramas de chia contém 8% da proteína que precisamos num único dia.
  5.       Duas colheres de chia contêm 8,6 g  de fibras. Como  consumimos 25g dessas substâncias por dia, ajudamos a cobrir os   34% das fibras de que precisamos diariamente.
  6.       Outros benefícios são: 32% de magnésio, 16% de zinco, 15% de cálcio, 13% do ferro, 13% de vitamina B3 (niacina), 12% de vitamina B1 (tiamina) e 3% de vitamina B2 (riboflavina).

Benefícios da chia dieto-terapeuticas

  1.      Ajuda a emagrecer: um dos motivos que fazem da chia uma grande aliada na perda de peso está na sensação de saciedade que a semente proporciona. As suas fibras têm a capacidade de absorver muita água, transformando-se em uma espécie de gel que ocupa espaço no estômago e diminui  o apetite.
  2.   Evita a formação de gordura acumulada,  Um estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition validou uma pesquisa em que onze indivíduos saudáveis consumiram a semente durante 12 semanas e obtiveram redução na glicemia após a refeição, ou seja, não houve picos de insulina no sangue, sendo, assim, a glicose foi libertada lentamente no sangue . Tal processo evita que a gordura seja acumulada e, por consequência, afasta o excesso de peso. Os participantes do estudo também relataram diminuição do apetite até 120 minutos após o consumo da refeição, diferentemente dos indivíduos que não consumiram a chia, que apresentavam o mesmo apetite e ficou demonstrado o seu efeito no aumento da saciedade.
  3.  Previne e controla a diabetes. Por conter fibras e aumentar o tempo de libertação da glicose, a chia pode ser relacionada com a prevenção da diabetes tipo 2.  Quando consumida com fontes de hidratos de carbono como frutas, massas e pães, as fibras da chia têm como efeito a diminuição da velocidade com que o hidrato carbono sai do estômago e chega ao intestino, para ser digerido e absorvido.
  4.   Neste processo , a glicose é libertada lentamente na corrente sanguínea, fazendo com que a  hormona  insulina, necessária para transportá-la até as células, também seja libertada em pequenas doses. A vantagem de tudo isso é que, com menos doses de insulina   no organismo, evita  uma condição chamada resistência à insulina. O quadro ocorre quando é precisa uma quantidade maior de insulina, para que a mesma quantidade de glicose seja armazenada e, a  longo prazo, favorece o aparecimento da diabetes tipo 2.
  5.  Previne doenças cardiovasculares: o consumo regular de chia é capaz de evitar doenças como o enfarte cardíaco, o derrame e a hipertensão, graças às suas grandes quantidades de ómega 3. Esse ácido gordo reduz a formação de coágulos sanguíneos e arritmias, além de diminuir o colesterol circulante no sangue. Além disso, o ómega-3 ajuda na regulação da tensão  arterial, uma vez que aumenta a fluidez sanguínea, evitando, assim, o aumento da tensão arterial.
  6.   Regula o colesterol: de toda gordura que compõe a chia, aproximadamente 77% são formados por ácidos gordos ómega 3 e ómega 6. Essas gorduras têm como uma das suas principais propriedades reduzir o  mau colesterol  (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL), além de baixar os triglicéridos na corrente sanguínea.   Os antioxidantes, como o ácido cafeico,  presente na sua composição são responsáveis por auxiliar na desintoxicação do fígado, além de impedir a formação de radicais livres que agem, destruindo as membranas celulares e desencadeando o processo de envelhecimento.
  7.     É uma boa fonte de cálcio e é benéfico nos  indivíduos que têm intolerância à lactose e que necessitam  de fontes alternativas desse mineral. Outros alimentos como o tofu e o gergelim contêm maiores quantidades de cálcio, e vale  a pena consumi-los também.
  8.  Protege o cérebro: ela também pode favorecer as ligações cognitivas no cérebro. Muitos estudos relacionam os ácidos linoleico e alfa-linolenico presentes na semente com a formação das membranas celulares, as funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos.
  9.   A vitamina A, sendo um antioxidante contra os radicais livres, também auxilia na redução da acne e da pele seca . A semente também  contem  vitamina B2, importante na saúde da pele, unhas e cabelos.
  10.  Fortalece a imunidade: por conter minerais como o selénio e zinco, que auxiliam o sistema imunológico, a chia é importante para reforçar as defesas e é preventivo nas  doenças como gripes, resfriados e processos infecciosos. Além disso, por ter nutrientes como fósforo, magnésio, cálcio, potássio e sódio, a semente é indispensável para a manutenção da integridade e saúde das células.
  11.   Boa fonte de ferro: o mineral está presente em grande quantidade na chia e é muito bem absorvido nesse alimento. Ele é o principal nutriente na formação dos glóbulos vermelhos, que transportam o oxigénio pelo nosso corpo.

Em relação à gordura, ela só perde em favor da linhaça que contém 32,3g em 100g de alimento, enquanto a chia tem na sua composição 30,74g em 100g. Mas vale lembrar que grande parte dessa gordura é proveniente de omega-3 e omega-6, que são benéficos para saúde e que equilibram as taxas de colesterol.

Se compararmos, porém, os ácidos gordos dos peixes de águas profundas, como o salmão, e os dos vegetais, existem diferenças. O omega-3 de origem animal contém mais componentes EPA (ácido eicosa-pentaenoico) e DHA (ácido docosa-hexaenóico) do que os de origem vegetal.

A chia contém 631mg de cálcio  por 100g. Mas vale a pena lembrar que, apesar de 100g da semente terem mais cálcio do que um copo de leite integral (234mg), é contra-indicado consumir toda essa quantidade do grão, e o mineral do leite é mais facilmente absorvido pelo nosso organismo. Uma porção diária de chia (ou seja, 25g) tem 158g de cálcio,  mas é necessario mastigar muito bem o grão para dispor de todo o mineral que ele contém. No entanto, torna a semente uma boa opção para quem não pode consumir lactose e precisa de cálcio.

A semente também contém 112mg de potássio e 84mg de magnésio em 25g, enquanto o farelo de trigo  não apresenta nenhum dos dois micronutrientes.

A chia é considerada uma boa fonte de ferro, pois além de ter o mineral em alta quantidade, ele é mais fácil de ser absorvido na semente do que em alguns vegetais, pois eles acabam presos a uma substância chamada fitato. 25g de chia contêm 1,93g de ferro,  e em 65g de espinafres (o que equivale à quantidade recomendada de folhas verdes escuras para um dia) existem 1,77g de ferro.

Não há contra-indicação no consumo da chia, porém, suplementos devem ser utilizados somente com prescrição médica ou nutricional.

OBS: o aumento do consumo excessivo de fibras pode interferir negativamente na absorção de minerais como cálcio e zinco.

A chia pode ser encontrada em supermercados comuns, nas lojas de produtos naturais e na internet.