O CANCRO E OS AVANÇOS DA CIÊNCIA

A genética e a biologia molecular abriram novos campos na investigação do cancro. Descobriram-se genes específicos dominantes e supressores, oncogenes que se encontram no ADN das células ou no ADN dos vírus.

Na célula normal, alguns oncogenes dominantes podem estar presentes, mas não estão ativos; quando se ativam, desencadeiam um processo cancerígeno por ação de agentes físicos ou químicos (tabaco e radiações UVA ou Raio X, etc.). Os oncogenes supressores, quando presentes numa célula normal têm a função de defender as células do processo cancerígeno, quando se verifica perda de auto-controlo celular.

A investigação laboratorial do oncogene descobriu que este gene, o p53, elabora uma proteína também chamada p53, cuja taxa de concentração sanguínea se encontra abaixo do normal em muitas neoplasias. Outros genes mamários e do ovário foram descobertos.

Aproximadamente 20% dos casos de câncer de mama familiar estão associados a um dos genes  hereditária para câncer de mama e ovário, BRCA1 e BRCA2. Recentes trabalhos têm demonstrado o mecanismo de acção destes genes com funções establecidas na manutenção da integridade do genoma e no controle da recombinação homóloga .

Genoma:  (Conjunto de toda a informação genética de um indivíduo ou de uma espécie, codificada no ADN.)

Hoje, graças à investigação, são conhecidos outros oncogenes supressores das neoplasias do rim, da mama, do cólon  do pulmão e da Próstata o gene específico PCA3. Resumindo, depois do ADN ter sido afetado por um agente cancerígeno, a proteína p53 do oncogene supressor vai diminuir a primeira fase de divisão celular, tornando-a mais lenta e possibilitando uma reparação da célula que passa a reproduzir o material genético normal. Quando a proteína p53 está reduzida ou totalmente inibida, inicia-se o processo contrário e a reparação da célula é impossível, passando esta célula a reproduzir o ADN anómalo, dando origem ao processo cancerígeno. O estudo detalhado da micro anatomia celular deu origem ao aparecimento de várias substâncias que estão a ser usadas com as terapias clássicas na cura do cancro, tais como: A trenitoína, um derivado da Vitamina A,  que pode   ajudar  nos cancros da mama, próstata e tumores dos tecidos epiteliais. È possível que outros recursos sofisticados apareçam no futuro e os meios de diagnóstico sofram grandes avanços.

As citocinas de origem celular transmitem mensagens urgentes de alerta às células vizinhas. No grupo das citocinas foram isoladas as interleucinas, o interferon, fatores de necrose dos tumores, fatores de crescimento. O Tamoxifen é uma substância hormonal que  é usada nas metástases em casos de reincidência ou de infiltração do tumor mamário. O tratamento com vírus portadores de genes que produzem interleucinas e fatores específicos de necrose tumoral é uma inovação nas terapêuticas em constante investigação.

Diagnóstico

A avaliação de fatores de risco como o tabagismo, viroses, fatores hereditários (precedentes familiares) é fundamental para um diagnóstico precoce do cancro. Os meios auxiliares de diagnóstico na identificação do gene de predisposição facilita a escolha da terapêutica mais correta. As campanhas antitabágicas, a alimentação racional, as campanhas anti-alcóolicas, a luta contra o uso de drogas tóxicas, constituem o ponto fundamental da medicina preventiva nas campanhas de prevenção do cancro.

O que deve fazer

Nos doentes de risco recomenda-se a observação médica em:

* sinais ou verrugas que sejam submetidas a irritação frequente;

* ulceração da pele, calosidades, manchas e verrugas que aumentem de tamanho;

* feridas que não cicatrizem, leucoplasias (manchas brancas que podem apresentar o aspeto de couve-flor) na língua;

* caroço ou manchas na mama, no caso da mulher;

* qualquer ferimento que não cicatrize na língua;

* feridas ou crostas nos lábios;

* perda de sangue pelo recto, urina e vagina, (quando termina a menstruação e continua a deitar pequenas quantidades de sangue);

* líquido seminal com sangue (Espermograma). PROSTATA

Outros sintomas como: perda de peso anormal;

* fraqueza;

* palidez e anemia

O despiste precoce,a alimentação e a prevenção, são a melhor arma contra o cancro. Evite o tabagismo e o alcoolismo, pois o tabaco pode ser considerado uma droga dura.

 

Produz-se como consequência da obstrução completa de uma artéria coronária ou dos seus ramos. Produz danos irreversíveis no músculo cardíaco, que consistem na necrose ou morte de uma zona do mesmo.

A obstrução de uma artéria coronária dá-se pela combinação dos seguintes dois mecanismos:Sem título

  •  arteriosclerose (estreitamento e endurecimento) progressivo nessa artéria;
  •  trombose, ou seja, a formação de um coágulo de sangue no interior da artéria já estreitada, que fecha completamente a PASSAGEM DO SANGUE.

O tipo de alimentação é muito importante em relação ao enfarte, por dois motivos:

  •  certos alimentos exercem uma acção claramente preventiva, enquanto que outros o favorecem;
  •  um regime alimentar correcto depois do enfarte pode contribuir decisivamente para a reabilitação do doente e a prevenção de novas crises.

Saber o risco de enfarte por meio de uma análise ao sangue

A homocisteína é um aminoácido que circula no sangue, mas que tem a particularidade de não fazer parte de nenhuma proteína.

Recentes investigações mostraram que quanto mais elevado é o nível de homocisteína no sangue, maior é o risco de sofrer um enfarte do miocárdio ou um ataque vascular cerebral (apoplexia, trombose cerebral ou icto).

Por meio de uma análise ao sangue, pode-se determinar o nível de homocisteína e conhecer assim o risco de enfarte.

O valor normal é de 10 micromoles de homocisteína por litro de sangue. A partir de 14 ou 15 micromoles por litro aumenta notavelmente o risco cardiovascular.

Os folatos reduzem o nível de homocisteína.

Provou-se que o défice de folatos no sangue, ainda que seja leve, produz um aumento no nível de homocisteína, e um maior risco de enfarte e de apoplexia.

Os folatos ou o ácido fólico tomados em forma de suplementos podem fazer descer o nível de homocisteína e reduzir assim o risco de enfarte. Recomenda-se tomar de 400 a 800 microgramas de ácido fólico por dia.

Os alimentos ricos em folatos ou ácido fólico também são eficazes para reduzir o nível de homocisteína e, consequentemente, reduzir o risco cardiovascular:

  • As leguminosas possuem um conteúdo elevado de folatos: 100 g contêm mais de 400 µ/g (microgramas) de folatos.
  • As verduras, as algas e os frutos secos oleaginosos também são uma fonte interessante de folatos: apresentam de 60ug a 200µg/100g.

A carne, o peixe, o leite e os ovos contêm poucos folatos: menos de 50. µg/100 g.

  1.  FRUTA
  2. Pela sua acção antioxidante, reduz o risco de enfarte.
  3. LEGUMES
  4. Contêm fibra e vitaminas do grupo B. Muito recomendáveis na alimentação após um enfarte.
  5.  VERDURA
  6. Contêm vitaminas e elementos fitoquímicos antioxidantes que reduzem o risco de arteriosclerose e enfarte.
  7. UVA

É possivelmete a fruta que melhor protege o coração, especialmente a uva preta ou tinta. Tanto fresca como em forma de sumo (mosto sem álcool) tonifica o coração e melhora a circulação nas artérias que o irrigam. A cura de uvas durante, pelo menos, três dias seguidos, contribui para prevenir o enfarte e para evitar novas crises.

7. NOZES

Fortalece o coração e melhora a irrigação sanguínea nas suas artérias. Recomenda-se especialmente na dieta para a recuperação após um enfarte.

  •  SOJA

A soja e os seus derivados, como o tofu, contêm isoflavonas, um tipo de fitoestrogénios que protegem as artérias e evitam a arteriosclerose. Constitui um alimento muito apropriado na dieta de quem deseje prevenir o enfarte ou recuperar-se das suas consequências.

  •  GRÃO-DE-BICO

A sua fibra é muito eficaz para reduzir a absorção do colesterol procedente de outros alimentos. Contém gorduras polinsaturadas, fosfatos e outras vitaminas B que o tornam muito recomendável na alimentação daqueles que tenham sofrido ou que estejam em risco de sofrer um enfarte.

  •  ERVILHAS

As ervilhas não contêm gordura nem sódio, ao mesmo tempo que fornecem numerosas vitaminas e minerais. Têm tudo o que é necessário para ser um alimento saudável para o coração.

  •  ALCACHOFRA

Conveniente na dieta dos que apresentam risco de enfarte, ou que o tenham sofrido. Previne a arteriosclerose e melhora a circulação sanguínea nas artérias do coração.

  •  MORANGO

Segundo um estudo, é a fruta com maior capacidade antioxidante. Pode contribuir para deter o processo de arteriosclerose e para melhorar a circulação nas artérias coronárias depois de ter havido um enfarte.

  •  ABÓBORA

Pela sua falta de gordura e de sódio, assim como pelo seu teor em vitaminas antioxidantes, é um alimento ideal para quem tenha sofrido de enfarte. Estas pessoas deveriam comê-la, pelo menos, três vezes por semana, quer assada no forno quer em sopas ou em puré.

  • PÊSSEGO

Embora não seja um estimulante directo do coração, devido à sua composição facilita a função cardíaca e convém constar na dieta após um enfarte.

  1. MANGA

Rica em vitaminas antioxidantes. Melhora a circulação sanguínea nas artérias do coração, e contribui para a recuperação após um enfarte.

  •  MACADÂMIA

Este fruto seco oleaginoso é rico em gordura insaturada de características semelhantes às do azeite de oliveira. Substituindo com muitas vantagens outras fontes de gordura animal, a macadâmia contribui para reduzir o nível de colesterol e a tendência para a arteriosclerose causadora do enfarte.

  •  BATATA
  • As batatas assadas ou cozidas com verduras, e com pouco ou nenhum sal, são um alimento muito recomendável para quem apresente risco de enfarte ou o tenha sofrido.
  •  FARELO DE TRIGO

Reduz o nível de colesterol e o risco de sofrer de doenças coronárias e enfarte do miocárdio. O ideal é comê-lo no seu estado natural, juntamente com os cereais integrais. As pessoas que, por diversas razões, não ingerem suficientes cereais integrais, podem comer farelo como suplemento (não se recomendam mais de 30 gramas por dia).

  •  AZEITE DE OLIVEIRA

O seu principal componente, o ácido oleico, é um ácido gordo insaturado que protege da arteriosclerose e do enfarte, especialmente quando o azeite de oliveira substitui as gorduras de origem animal. Além disso, está provado que é tão eficaz como o óleo de peixe para reduzir o fibrinogénio do sangue, que forma os coágulos que causam o enfarte.

  •  PEIXE

O seu consumo torna-se favorável para o coração quando substitui a carne. No entanto, aqueles que não incluem carne na sua dieta pouco ou nenhum benefício poderão obter

de incluir peixe no seu regime alimentar.

  •  ANTIOXIDANTES

Verificou-se que o consumo habitual de alimentos ricos em antioxidantes (betacaroteno, vitaminas C e E, contidas nas hortaliças), reduz de modo notável o risco de enfarte. Possivelmente, outros componentes saudáveis dos vegetais, como elementos fitoquímicos, podem exercer também um efeito protector do coração, a somar ao das vitaminas antioxidantes.

  •  VITAMINA  A

Foi demonstrado que o consumo de alimentos ricos em provitamina A (betacaroteno), como as cenouras e os espinafres, reduzem o risco de enfarte.

  •  FLAVONÓIDES

São elementos fitoquímicos de acção antioxidante que se encontram, sobretudo, nas frutas. Também se podem tomar na forma de suplementos. Protegem o coração contra o risco de enfarte.

  •  COENZIMA Q10

É um potente antioxidante produzido pelas nossas células que também pode ser tomado como suplemento. Facilita a recuperação do coração depois de ter sofrido um enfarte.

  •  FIBRA

Encontra-se unicamente nos alimentos vegetais, especialmente os cereais integrais, frutas e hortaliças. O seu consumo habitual reduz o nível de colesterol e o risco de enfarte.

REDUZIR OU ELIMINAR

  •  CARNE

O seu consumo aumenta o risco de sofrer um enfarte. Num estudo realizado na Finlândia, viu-se que quem consome carne de vaca quatro vezes por semana tem 38% mais de risco de sofrer um enfarte. Num outro estudo realizado na Califórnia verificou-se que quem come carne diariamente apresenta o triplo do risco de ataque cardíaco, comparativamente aos que não a incluem na alimentação.

  1.  FERRO
  2. Quanto maior for a ingestão de ferro dos alimentos como a carne, maior é o risco de sofrer um enfarte.
  3. O ferro dos vegetais não apresenta este efeito indesejável.

GORDURA SATURADA

Encontra-se sobretudo nos alimentos de origem animal como os ovos e a carne. O seu consumo aumenta o nível de colesterol e a progressão da arteriosclerose bem como o risco de sofrer um enfarte do miocárdio.

  •  COLESTEROL

Quanto maior é o nível de colesterol no sangue, mais forte é o risco. O colesterol sanguíneo aumenta devido ao consumo de gordura saturada. O colesterol encontra-se unicamente nos alimentos de origem animal (leite, ovos, peixe, marisco, carnes).

  •  ENCHIDOS E PRESUNTO

Pelo seu conteúdo gordo e pela falta de vitaminas, o seu consumo aumenta o risco de enfarte.

  •  ÁCIDOS GORDOS ‘TRANS’

 São tão nocivos para o colesterol como os ácidos gordos saturados. Encontram-se, sobretudo, nos fritos e nas margarinas, óleos vegetais parcialmente hidrogenados com o fim de os tornar sólidos. Nos bolos e bolachas industriais emprega-se esta gordura vegetal, pelo que contêm ácidos gordos ‘trans’. O consumo habitual favorece a arteriosclerose e o enfarte.

  •  MARGARINA

Contém óleos vegetais insaturados. No entanto, numa dieta saudável para o coração, deve ser usada com prudência ou, melhor ainda, evitada. Isto pelo facto de ela conter também ácidos gordos ‘trans’, que são tão nocivos como os saturados e favorecem a arteriosclerose.

O que são ácidos gordos ‘trans’?

Nos alimentos, os ácidos gordos insaturados podem existir em duas formas estruturais diferentes, cientificamente descritas como a forma cis e a forma trans. Alguns ácidos gordos trans são encontrados naturalmente no leite e na manteiga. Quando os óleos são hidrogenados, os ácidos gordos insaturados tornam-se parcialmente saturados, embora retenham um certo grau de insaturação. Ao longo deste procedimento, estes ácidos gordos parcialmente saturados convertem-se até certo ponto na forma trans. Enquanto que algumas pesquisas sugerem que os ácidos gordos trans são prejudiciais, as evidências são um pouco contraditórias. Como ainda não existe uma orientação oficial do assunto, a quantidade consumida deve ser moderada MELHOR AINDA EVITADA

  •  MANTEIGA

Entre todos os produtos lácteos, a manteiga é aquele que mais se relaciona com o enfarte. Deve ser completamente excluída sempre que exista risco coronário.

  •  FRITOS

Nos óleos fritos formam-se ácidos gordos que favorecem a arteriosclerose. Fritar com manteiga é ainda pior, pois faz ingerir muito mais gordura saturada nociva para as artérias.

  •  LEITE

Diversos estudos mostram que o seu consumo habitual constitui um factor de risco para o enfarte. Não apenas as gorduras, mas também as proteínas e a lactose do leite são inconvenientes para o coração.

  •  PRODUTOS LÁCTEOS

Em geral, devem evitar-se os produtos lácteos na dieta de quem possa sofrer ou tenha sofrido um enfarte. Somente o iogurte desnatado e o queijo fresco com a gordura reduzida e sem sal podem ser usados com moderação.

  •  BEBIDAS ALCOÓLICAS

O álcool é um tóxico para o coração e o seu consumo produz alterações no funcionamento deste órgão, desde arritmias até miocardiopatia (degeneração do músculo cardíaco). Mais de dois copos de vinho por dia já são nocivos para o coração. Só em quantidades muito moderadas (menos de dois copos diários) é que o vinho poderia reduzir o risco de enfarte, segundo certos estudos epidemiológicos. No entanto, mesmo que assim fosse, o álcool apresenta sérios inconvenientes para outros órgãos.

  •  AÇÚCAR BRANCO

Apesar do seu consumo não estar directamente relacionado com um maior risco de enfarte, está-o efectivamente o dos produtos refinados fabricados com ele: bolos, pastéis, doces, etc.

  •  SÓDIO

Quanto maior for o consumo de sal, maior será o risco de hipertensão, a qual favorece o enfarte.

pulmões                            Pulmão normal                                                                          

Pneumonias emergência médica

Existem vacinas  para as pneumonias.

 Pneumonias atípicas

 São afeções pulmonares que não são causadas pelo pneumococo, mas por bactérias como o estreptococo, o estafilococo, outras bactérias e  vírus.

 Pneumonia por vírus (Pneumonia atípica primária)

  Existem várias formas, como a produzida pelo vírus da gripe e os vírus da influenza e vírus respiratórios sincitiais e adenovirús e mais recentemente o Coronavírus. (síndrome respiratório agudo).
Ocasionalmente, observa-se pneumonia intersticial (doença de Hecht) devido ao vírus do sarampo. Embora a pneumonia por vírus se assemelhe à síndrome designada por pneumonia atípica primária, distingue-se por características clínicas e radiológicas e os responsáveis por um grande número de casos de pneumonia atípica primária são o Mycoplasma pneumoniae e o Coronavírus.  Pneumonia pela bactéria da psitacose (Clamidias), que é transmitida pelos papagaios, periquitos e outras aves. A infeção resultante é do tipo pneumónico, que pode ser de característica grave quando não tratada; geralmente a enfermidade é benigna, assemelhando-se a um ataque de influenza com febre; nos casos graves, provoca bronco-pneumonia que envolve a base dos pulmões. São sensíveis alguns antibióticos, mas parece não resultarem as sulfas e penicilina.

 Sintomas

  • Calafrio intenso
  • Febre (pode chegar a 39,5ºc) mal-estar geral
  • Dor de cabeça e tosse seca e muito intensa e tardiamente pode ser mucopurulenta
  • Ardor atrás do esterno
  • A evolução é quase sempre benigna e mais longa que a pneumonia típica
  • O pulso e a respiração são quase normais

 Pneumonia lobar típica

  • É uma inflamação aguda do pulmão, cujo agente é, com frequência, o pneumococo
  • Geralmente afeta um lóbulo num dos pulmões

Sintomas

  •  Inicia-se bruscamente com calafrio intenso
  • Febre alta a 40ºc
  • Pontada dolorosa no tórax que aumenta com a tosse seca ou a falar e respirar fundo
  • Os sintomas dentro das 24 a 48 horas são característicos: pele seca e ardente, face avermelhada, respiração rápida e curta, temperatura elevada, pulso forte e cheio.
  • Aparece expetoração da cor da ferrugem.

Já existe uma

Tratamento

Extra hospitalar

Sem fatores de risco:

Eritromicina ou cefixima ou cefonicida x 10-15 d

Com fatores de risco

Eritromicina + Cefonicida X 10-15 d

Anaeróbios (com confirmação laboratorial) Benzilpenicilina altas doses ou clindamicina 15-21 d

(+ ou -) Tobramicina X 14d

Choque séptico ou insuficiência respiratória

Cefotaxima + Eritromicina+Tobramicina (se suspeita L. Pneumophila)

Hospitalar

Geral Cefotaxima + Amikacina

Legionelosis (Legionela pneumophila) Cefotaxima +Amikacina + Eritromicina

Estafilococos aureus cloxacilina ou vancomicina + amikamicina

Imunodeficientes

Ceftazidima + amikacina

Fungos

Anfotericina B

HIV Trimetroprime-sulfametoxazol ou isetionato de pentamidina 2-3 semanas

Bronco-pneumonias.

  • É uma infeção dos pequenos brônquios (bronquíolos) e do tecido pulmonar adjacente. É quase sempre uma infeção secundária a uma infeção das vias respiratórias ou gerais. Embora possa ser uma enfermidade do adulto, é mais frequente na criança até aos sete anos, na terceira idade e pessoas enfraquecidas por qualquer enfermidade. O sarampo, a gripe, tifo e a bronquite podem ser a causa secundária. Os agentes causais podem ser muito diversos: o pneumococo, estreptococo, estafilococo e outras bactérias. (a infeção é geralmente mista)
  • Afeta habitualmente os dois pulmões.
  •  Sintomas
  • Os sintomas variam de paciente para paciente e de um dia para o outro, mas os mais comuns são:
  • respiração rápida e, por vezes, difícil
  • cor da pele azulada
  • febre alta e pulso rápido e fraco
  • tosse intensa e expetoração que pode não existir

 

Como distinguir uma pneumonia de uma bronco-pneumonia

 

 

 

 Pneumonia lobar

 

Bronco-pneumonia
 

 

 

 

1 Enfermidade primária

  2 Infeção por pneumococo

 3 Começo brusco         

4 Febre alta e contínua que termina bruscamente

 5 Expetoração cor de ferrugem

 6 Infeção geralmente unilateral

7 Duração de oito dias aproximados

 

 

 

8 Sinais físicos típicos, faltando os de bronquite. Sopro tubário.

 

1.Enfermidade geralmente secundária

2. Infeção mista

3.Começo gradual,

4.febre irregular que termina pouco a pouco (em                 lise)

5 .Ausente ou mucopurulenta

6 .Geralmente bilateral

7. Duração muito variável

8. Sinais físicos variáveis com predomino dos                 bronquiais

 

           

A bronco-pneumonia é uma infeção grave

 Tratamento médico

 O mesmo da pneumonia. É necessário administrar oxigénio e aerossóis.

Edema agudo do pulmão

É uma infeção respiratória muito grave ligada a perturbações circulatórias, em que se observa transudação nos alvéolos pulmonares de serosidades provenientes dos capilares sanguíneos.

 Sintomas 

  1.   Ocorrem quase sempre de noite, mas podem aparecer durante o dia, ou ao fazer um esforço
  2.  O doente pode acordar com uma sensação de angústia e constrição (aperto) torácica
  3.  Por vezes aparece uma dor precordial (ao nível do coração) e sente comichão na laringe que provoca tosse
  4. Respiração difícil (dispneia) de 40 a 50 respirações por minuto
  5. O doente sente necessidade de estar sentada, a face é pálida e os membros cianosados (azulados)
  6. Tosse contínua com expectoração característica: abundante, espumosa, cor-de-rosa, passando a ser branca.
  7. O médico na auscultação das bases pulmonares e no final da inspiração ouve estertores (ruídos da respiração de um moribundo) finos abundantes
  8. O pulso oscila entre 110 a 120 pulsações por minuto.

Tratamento

 É de extrema urgência chamar imediatamente o médico. A demora pode causar a morte.

  Como primeiros socorros para técnicos de saúde  em áreas carenciadas.

  1. Injectar coramina ou cardiozol
  2. Evitar a hipotermia, tapando o doente com cobertores
  3. Dar oxigénio
  4. Fazer ligaduras elásticas nas raízes dos quatro membros para acumular o sangue das veias e a cada meia hora soltar a ligadura de um dos membros durante cinco minutos
  5. As ligaduras não devem estar muito apertadas deve-se sentir a pulsação das artérias da parte inferior do membro
  6. O tratamento médico pode ser de aminofilina, oxigénio sob pressão, tratamento da insuficiência cardíaca.

 Passada a crise, o prognóstico é o da infeção causal: estado dos rins e do miocárdio.

 Cancro do pulmão

O vício de fumar, as irritações pulmonares e bronquiais crónicas bem como, a bronquite crónica, proporcionam o aparecimento do cancro primário do pulmão, sendo mais frequente depois dos 40 anos.

Sintomas

Depende da localização do tumor e a sua origem, mas os sintomas mais comuns são:

  1. emagrecimento, anemia, tosse persistente, hemoptise, expetoração às vezes com aspeto avermelhado
  2. pode dar dor torácica acentuada
  3. frequente dispenéia
  4. bronquiectasia, abcesso do pulmão
  5. derrame pleural sanguinolento
  6. aumento acentuado de gânglios do tórax com compressão mediastinal

Diagnóstico

É feito por meios auxiliares de diagnóstico como: radiológico,  broncoscópico, pesquisa laboratorial de células malignas na expectoração.

Tratamento

Quando o diagnóstico é precoce, é feita a extirpação do pulmão ou o lóbulo afetado. É conveniente consultar o médico quando se tem tosse persistente e eliminar de imediato o fumo do tabaco.

Atelectasia pulmonar

É a colagem das paredes dos alvéolos pulmonares quando perdem o ar que contêm. As enfermidades descritas podem dar atelectasia, bem como traumatismos de operações cirúrgicas, corpos estranhos que penetraram nos brônquios.

 Sintomas

Se  a zona afetada do pulmão é grande, pode apresentar respiração acelerada e lábios cianosados.