glicemia

 Diabetes (mellitus tipo 1)

Definição. É uma enfermidade relacionada com o metabolismo e deficiência na secreção de insulina pelas chamadas ilhotas de Langerhans do pâncreas. que resulta em destruição das células beta do pâncreas, as quais produzem insulina é uma doença auto-imune.

Caracteriza-se pelo aumento da glicose sanguínea ultrapassando as taxas normais que segundo o método pode variar entre 80 a 120 mg /dl.

  • Quando as taxas são anormais, também aparece glicose na urina, que pode variar de traços, a vários gramas na urina das 24 horas.
  • Pode manifestar-se na infância e geralmente estar ligado à hereditariedade de ascendentes ou descendentes diabéticos na família.
  • A fase etária de maior risco é a dos 40 a 60 anos de idade.
  • A diabetes tipo 2 o pâncreas fabrica insulina que não é correctamente aproveitada pelo organismo e geralmente é hereditária.
  • Este tipo de diabetes pode também aparecer nos sedentários e obesos.

Sintomas

  • Sêde intensa, cansaço e apetite exagerado,
  • urina abundante e perda de peso,
  • prurido nos órgãos genitais e pele,
  • emagrecimento.
  • Micções frequentes de urina

Causas

Alimentação em excesso, a obesidade, a falta de exercício físico, estado mental de preocupação constante (Stress), traumatismos, problemas do fígado, do pâncreas e glândulas de secreção interna, podem ser factores de predisposição para adquirir a enfermidade. Medicação com corticoesteroides sem as precauções necessárias e vigilância médica, pode fazer desencadear o processo.

Diagnóstico

Um dos complemento de diagnóstico para diabéticos e que é recomendado fazer 2 a 3 vezes por ano é a hemoglobina (hemoglobina glicosilada) HbA1c a normalidade é de 6-7% e a ideal de 6%. (as complicações surgem com valores limite de 8%), colesterol e triglicéridos devem ser monotorizados.

 Doseamento da Taxa de glucose sanguínea (glicemia em jejum e posprandial). Quando se verifica hipoglicémias constantes ou pequeno aumento da taxa sanguínea sem excreção de glicose na urina, pedir uma prova de tolerância à glicose (1.75g /kg de glicose pura ingerida em jejum e determinações aos 60m aos 90 m. e 120 m. depois de ingestão da glicose).

Segundo Conn e Fanjans uma curva igual ou superior a 160mg/dl nos primeiros 60 m. indica diabetes, nos 90 m. as taxas podem ser de 140 ou superior e 120mg/dl aos cento e vinte minutos.

A idade é um factor de interesse: estatisticamente o mesmo autor inclui num grupo 20 aos 30 anos os valores acima mencionados. A tolerância à glicose deteriorasse progressivamente com a idade. Não existe actualmente critérios precisos para determinar uma curva diabética após os 50 anos de idade. Existem um certo número de pessoas cujos valores estão no limite. Conn atribui para os pré-diabéticos os seguintes valores:

  • 160 mg aos 60m,
  • 135mg ou mais aos noventa minutos,
  • e entre 110 a 120 mg aos cento e vinte minutos.

Interpretação de Exton e Rose modificado

 (1.75g/kg de glucose em jejum em duas doses, a primeira em jejum e a segunda aos 30 minutos)

Diabete melitus: glicemia em jejum superior a 120mg,

  • Em 30 minutos excede a concentração em jejum em 50mg ou mais.
  • Glicemia dos 60 minutos excede ao valor da glicemia dos 30 m. em 30 mg ou mais.
  • Para crianças de menos de 7 kg utilizar a dose mínima de 10g
  • e para crianças com um peso superior a 7kg 1.75g/kg de peso.

Diabetes militus na glicémia posprandial:

  • o doente deve manter uma dieta de dois ou três dias rica em hidratos de carbono com pouca gordura.
  • Com uma dieta rica em gorduras pode falsear a prova com um aumento e descida lenta.
  • Evitar a actividade física a refeição deve ser moderada.
  • As concentrações de glicose depois de 2 horas pedem-se classificar como se segue: normal menos de 110mg/dl. Limite 110 ª 140 mg/dl.
  • Anormal maior de 140mg/dl.
  • As grávidas com este valor devem fazer a prova de tolerância de Exton Rose modificada.

Complicações.

  • Feridas com dificuldade em sarar, hipertensão arterial, frigidez.
  • Na gravidez deve ser vigiada e controlada, a longo prazo podem aparecer complicações nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidade dos membros.
  • Pequenos vasos dos olhos Retinopatias diabéticos não proliferativa (estreita e enfraquecem os pequenos vasos do olho)
  • e proliferativa (obstrução dos vasos evoluindo para hemorragias) que podem levarem à cegueira,
  • perturbações nos pequenos vasos dos rins e nos nervos.

Tratamento

  • A terapêutica mais conhecida por via oral para diabetes do tipo 2 são as sulfonilureias (aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas),
  • as biguaninas que têm por finalidade aumentar sensibilidade à insulina que é produzida pelo organismo,
  • acarbose que age ao nível do intestino para tornar mais lenta a absorção da glicose mantendo os níveis da glicémia normais. Recentemente surgiram os sensibilizadores da insulina de ultima geração
  • as thiazolidinedionas. A escolha deve ser feita pelo médico que avalia as condições do doente e receita o fármaco adequado ou associações com insulina.

Glicemia tipo 1

A insulina é uma proteína e como tal só actua quando é injectável sem passar pelo processo digestivo. Existem diversos tipos conforme o quadro que se segue:

 

Insulina de acção rápida (humalog) Começa a manifestar-se entre 5-15m. Baixa as taxas da glicemia entre 40-90m e o seu efeito termina entre 3-4 horas
Insulina de acção curta (regular R) O seu efeito manifesta-se em 30m. Baixa as taxas de glicemia nas 2-5 horas depois da injecção. E termina a sua acção 5a8 horas depois.
Insulina de acção intermediaria NPH (normal N)(Ou lenta L)  Manifestação da acção nas primeiras 1ª 3 horas. As baixas da glicemia manifestam-se entre as 6 a 12 horas depois. Termina a sua acção entre as 16 a 12 horas depois.  
Insulina de acção longa (ultralenta U) Começam a sua acção 4 ª 6 horas depois da injecção e baixas as taxas da glicemia 8ª 20 horas e termina a acção nas 24 a 28 horas depois.
NPH + regular A sua acção manifesta-se nos primeiros 30 m. Começa a diminuir as taxas da glicemia nas 7 a 12 horas depois e termina a sua acção nas 16 a 12 horas depois da injecção.
  • Taxa de glicemia (monitorização) também diária,
  • alimentação e exercício físico.
  • Existem no comércio pequenos aparelhos electrónicos que em poucos segundos permitem dosear a glicemia. É um dos avanços no controlo da diabetes pela alimentação e tratamento nos insulino-dependentes. A figura ilustra um rastreio feito com estes aparelhos.

.Alimentação

 Os diabétologistas hoje falam numa alimentação variada e em pequenas quantidades: hidratos de carbono, proteínas e eliminação dos açúcares de absorção rápida. Por exemplo não deve exceder a três peças de fruta por dia e sempre seguidas de uma bolacha de água e sal. Esta orientação deve ser prescrita por um médico ou técnico de saúde. Os alimentos dividem-se em três grupos:

  1.  Os restauradores como os alimentos ricos em proteínas: (formam as células o sangue e as hormonas) carnes, leite, iogurte, queijo, ovos o feijão incluindo o de soja, lentilhas, ervilha seca
  2. Os energéticos: (combustível necessário da actividade do dia-a-dia) trigo, a cevada, o arroz, a aveia, a mandioca, a batata, o pão e massas, o açúcar o mel, diversas gorduras como a manteiga e óleos, e margarina.
  3. Reguladores (equilibram o funcionamento do organismo e servem de protecção contra doenças variadas) como as verduras legumes e frutas em geral.

Pelo menos um alimento de cada grupo deve estar presente em cada refeição, mas sempre em quantidade pequenas. Uma das regras de uma boa alimentação é o de não usar: alimentos refinados, (mas sim integrais), gorduras saturadas, sempre que se usar uma alimentação equilibrada ovo-lacto-vegetariana só terá benefícios para uma boa qualidade de vida.

 A hereditariedade da diabetes

  • Tipo I: a maioria parece ter de herdar o factor de risco dos pais, e é mais comum nos países frios. Todo o processo genético ainda está em investigação, os investigadores procuram respostas para as seguintes perguntas: sendo a diabetes menos comum nas pessoas que foram amamentadas, será que alimentação do bebé tem influência? Existem auto-anticorpos que permanecem por um período longo e a diabetes só se manifesta na idade avançada? Poderá algum vírus com pouca actividade tornar-se o responsável?
  •  Tipo II: tendo este tipo de diabetes uma base genética mais forte e o historial familiar maior factor de risco contudo algumas perguntas ainda não obtiveram resposta como:
  1.  Os povos que comem muita gordura e poucas fibras e poucas hortaliças e não fazem exercício têm mais tendência para adquirir a doença, porquê?
  2. No fim da gravidez existem mulheres que adquirem a doença e factores não genéticos como: mães de idade mais avançada, o peso acima do normal, são mais propensas em adquirir a diabetes de gestação porquê? Não se sabe a causa exacta deste tipo de diabetes, mas geralmente desaparece depois da gravidez.

 Tratamento para a diabetes da grávida

  • Manter os níveis de glicose normais com injecção de insulina e monitorização diária da glicose sanguínea (a orientação médica é imprescindível)
  • Actividade física programada
  • Alimentação programada

 Riscos sem tratamento

  1. Cesariana
  2. Para o bebé: mais peso e gordura, macrossomia, hipoglicémias e sérios riscos respiratórios à nascença e propensão para a obesidade (a orientação de um ginecologista, pediatra e endocrinologista é necessária)

Monitorização

da glicemia feita

pelo doente                           existem diversas marcas

de aparelhos no comércio

Eléctrodos

Para glicemia e

corpos cetónicos

Diabetes (mellitus tipo 1)

Definição. É uma enfermidade relacionada com o metabolismo e deficiência na secreção de insulina pelas chamadas ilhotas de Langerhans do pâncreas. que resulta em destruição das células beta do pâncreas, as quais produzem insulina é uma doença auto-imune

Caracteriza-se pelo aumento da glicose sanguínea ultrapassando as taxas normais que segundo o método pode variar entre 80 a 120 mg /dl.

Quando as taxas são anormais, também aparece glicose na urina, que pode variar de traços, a vários gramas na urina das 24 horas. Pode manifestar-se na infância e geralmente estar ligado à hereditariedade de ascendentes ou descendentes diabéticos na família. A fase etária de maior risco é a dos 40 a 60 anos de idade. A diabetes tipo 2 o pâncreas fabrica insulina que não é correctamente aproveitada pelo organismo e geralmente é hereditária. Este tipo de diabetes pode também aparecer nos sedentários e obesos.

Sintomas

Sêde intensa, cansaço e apetite exagerado, urina abundante e perda de peso, prurido nos órgãos genitais e pele, emagrecimento. Micções frequentes de urina

Causas

Alimentação em excesso, a obesidade, a falta de exercício físico, estado mental de preocupação constante (Stress), traumatismos, problemas do fígado, do pâncreas e glândulas de secreção interna, podem ser factores de predisposição para adquirir a enfermidade. Medicação com corticoesteroides sem as precauções necessárias e vigilância médica, pode fazer desencadear o processo.

Diagnóstico

Um dos complemento de diagnóstico para diabéticos e que é recomendado fazer 2 a 3 vezes por ano é a hemoglobina (hemoglobina glicosilada) HbA1c a normalidade é de 6-7% e a ideal de 6%. (as complicações surgem com valores limite de 8%), colesterol e triglicéridos.

 Doseamento da Taxa de glucose sanguínea (glicemia em jejum e posprandial). Quando se verifica hipoglicémias constantes ou pequeno aumento da taxa sanguínea sem excreção de glicose na urina, pedir uma prova de tolerância à glicose (1.75g /kg de glicose pura ingerida em jejum e determinações aos 60m aos 90m e 120m depois de ingestão da glicose).

Segundo Conn e Fanjans uma curva igual ou superior a 160mg/dl nos primeiros 60m indica diabetes. Nos 90m 140 ou superior e 120mg/dl aos cento e vinte minutos.

A idade é um factor de interesse: estatisticamente o mesmo autor inclui num grupo 20 aos 30 anos os valores acima mencionados. A tolerância à glicose deteriorasse progressivamente com a idade. Não existe actualmente critérios precisos para determinar uma curva diabética após os 50 anos de idade. Existem um certo número de pessoas cujos valores estão no limite.Conn atribui para os pré-diabéticos os seguintes valores: 160mg aos 60m, 135mg ou mais aos noventa minutos e entre 110 a 120mg aos cento e vinte minutos.

Interpretação de Exton e Rose modificado

 (1.75g/kg de glucose em jejum em duas doses, a primeira em jejum e a segunda aos 30minutos)

Diabete melitus: glicemia em jejum superior a 120mg, Em 30minutos excede a concentração em jejum em 50mg ou mais. Glicemia dos 60 minutos excede ao valor da glicemia dos 30m em 30mg ou mais.

Para crianças de menos de 7 kg utilizar a dose mínima de 10g e para crianças com um peso superior a 7kg 1.75g/kg de peso.

 

Diabetes militus na glicemia posprandial: o doente deve manter uma dieta de dois ou três dias rica em hidratos de carbono com pouca gordura. Com uma dieta rica em gorduras pode falsear a prova com um aumento e descida lenta. Evitar a actividade física a refeição deve ser moderada. As concentrações de glicose depois de 2 horas pedem-se classificar como se segue: normal menos de 110mg/dl. Limite 110 ª 140 mg/dl. Anormal maior de 140mg/dl. As grávidas com este valor devem fazer a prova de tolerância de Exton Rose modificada.

Complicações.

Feridas com dificuldade em sarar, hipertensão arterial, frigidez. Na gravidez deve ser vigiada e controlada, a longo prazo podem aparecer complicações nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidade dos membros. Pequenos vasos dos olhos Retinopatias diabéticos não proliferativa (estreita e enfraquecem os pequenos vasos do olho) e proliferativa (obstrução dos vasos evoluindo para hemorragias) que podem levarem à cegueira, perturbações nos pequenos vasos dos rins e nos nervos.

Tratamento

A terapêutica mais conhecida por via oral para diabetes do tipo 2 são as sulfonilureias (aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas), as biguaninas que têm por finalidade aumentar sensibilidade à insulina que é produzida pelo organismo, acarbose que age ao nível do intestino para tornar mais lenta a absorção da glicose mantendo os níveis da glicemia normais. Recentemente surgiram os sensibilizadores da insulina de ultima geração as thiazolidinedionas. A escolha deve ser feita pelo médico que avalia as condições do doente e receita o fármaco adequado ou associações com insulina.

Glicemia tipo 1

A insulina é uma proteína e como tal só actua quando é injectável sem passar pelo processo digestivo. Existem diversos tipos conforme o quadro que se segue:

 

Insulina de acção rápida (humalog) Começa a manifestar-se entre 5-15m. Baixa as taxas da glicemia entre 40-90m e o seu efeito termina entre 3-4 horas
Insulina de acção curta (regular R) O seu efeito manifesta-se em 30m. Baixa as taxas de glicemianas 2-5 horas depois da injecção. E termina a sua acção 5a8 horas depois.
Insulina de acção intermediaria NPH (normal N)(Ou lenta L)  Manifestação da acção nas primeiras 1ª 3 horas. As baixas da glicemia manifestam-se entre as 6 a 12 horas depois. Termina a sua acção entre as 16 a 12 horas depois.  
Insulina de acção longa (ultralenta U) Começam a sua acção 4 ª 6 horas depois da injecção e baixas as taxas da glicemia 8ª 20 horas e termina a acção nas 24 a 28 horas depois.
NPH + regular A sua acção manifesta-se nos primeiros 30 m Começa a diminuir as taxas da glicemia nas 7 a 12 horas depois e termina a sua acção nas 16 a 12 horas depois da injecção.

Taxa de glicemia (monitorização) também diária, alimentação e exercício físico.

Existem no comércio pequenos aparelhos electrónicos que em poucos segundos permitem dosear a glicemia. É um dos avanços no controlo da diabetes pela alimentação e tratamento nos insulino-dependentes. A figura ilustra um rastreio feito com estes aparelhos.

.Alimentação

 Os diabétologistas hoje falam numa alimentação variada e em pequenas quantidades: hidratos de carbono, proteínas e eliminação dos açúcares de absorção rápida. Por exemplo não deve exceder a três peças de fruta por dia e sempre seguidas de uma bolacha de água e sal. Esta orientação deve ser prescrita por um médico ou técnico de saúde. Os alimentos dividem-se em três grupos:

  1.  Os restauradores como os alimentos ricos em proteínas: (formam as células o sangue e as hormonas) carnes, leite, iogurte, queijo, ovos o feijão incluindo o de soja, lentilhas, ervilha seca
  2. Os energéticos: (combustível necessário da actividade do dia-a-dia) trigo, a cevada, o arroz, a aveia, a mandioca, a batata, o pão e massas, o açúcar o mel, diversas gorduras como a manteiga e óleos, e margarina.
  3. Reguladores (equilibram o funcionamento do organismo e servem de protecção contra doenças variadas) como as verduras legumes e frutas em geral.

Pelo menos um alimento de cada grupo deve estar presente em cada refeição, mas sempre em quantidade pequenas. Uma das regras de uma boa alimentação é o de não usar: alimentos refinados, (mas sim integrais), gorduras saturadas, sempre que se usar uma alimentação equilibrada ovo-lacto-vegetariana só terá benefícios para uma boa qualidade de vida.

 

A hereditariedade da diabetes

  • Tipo I: a maioria parece ter de herdar o factor de risco dos pais, e é mais comum nos países frios. Todo o processo genético ainda está em investigação, os investigadores procuram respostas para as seguintes perguntas: sendo a diabetes menos comum nas pessoas que foram amamentadas, será que alimentação do bebé tem influência? Existem auto-anticorpos que permanecem por um período longo e a diabetes só se manifesta na idade avançada? Poderá algum vírus com pouca actividade tornar-se o responsável?
  •  Tipo II: tendo este tipo de diabetes uma base genética mais forte e o historial familiar maior factor de risco contudo algumas perguntas ainda não obtiveram resposta como:
  1.  Os povos que comem muita gordura e poucas fibras e poucas hortaliças e não fazem exercício têm mais tendência para adquirir a doença, porquê?
  2. No fim da gravidez existem mulheres que adquirem a doença e factores não genéticos como: mães de idade mais avançada, o peso acima do normal, são mais propensas em adquirir a diabetes de gestação porquê? Não se sabe a causa exacta deste tipo de diabetes, mas geralmente desaparece depois da gravidez.

 

Tratamento para a diabetes da grávida

  • Manter os níveis de glicose normais com injecção de insulina e monitorização diária da glicose sanguínea (a orientação médica é imprescindível)
  • Actividade física programada
  • Alimentação programada

 Riscos sem tratamento

  1. Cesariana
  2. Para o bebé: mais peso e gordura, macrossomia, hipoglicémias e sérios riscos respiratórios à nascença e propensão para a obesidade (a orientação de um ginecologista, pediatra e endocrinologista é necessária)

Monitorização

da glicemia feita

pelo doente                           existem diversas marcas

de aparelhos no comércio

Eléctrodos

Para glicemia e

corpos cetónicos

Diabetes (mellitus tipo 1)

Definição. É uma enfermidade relacionada com o metabolismo e deficiência na secreção de insulina pelas chamadas ilhotas de Langerhans do pâncreas. que resulta em destruição das células beta do pâncreas, as quais produzem insulina é uma doença auto-imune

 

Caracteriza-se pelo aumento da glicose sanguínea ultrapassando as taxas normais que segundo o método pode variar entre 80 a 120 mg /dl.

Quando as taxas são anormais, também aparece glicose na urina, que pode variar de traços, a vários gramas na urina das 24 horas. Pode manifestar-se na infância e geralmente estar ligado à hereditariedade de ascendentes ou descendentes diabéticos na família. A fase etária de maior risco é a dos 40 a 60 anos de idade. A diabetes tipo 2 o pâncreas fabrica insulina que não é correctamente aproveitada pelo organismo e geralmente é hereditária. Este tipo de diabetes pode também aparecer nos sedentários e obesos.

 

Sintomas

 

Sêde intensa, cansaço e apetite exagerado, urina abundante e perda de peso, prurido nos órgãos genitais e pele, emagrecimento. Micções frequentes de urina

 

Causas

Alimentação em excesso, a obesidade, a falta de exercício físico, estado mental de preocupação constante (Stress), traumatismos, problemas do fígado, do pâncreas e glândulas de secreção interna, podem ser factores de predisposição para adquirir a enfermidade. Medicação com corticoesteroides sem as precauções necessárias e vigilância médica, pode fazer desencadear o processo.

Diagnóstico

Um dos complemento de diagnóstico para diabéticos e que é recomendado fazer 2 a 3 vezes por ano é a hemoglobina (hemoglobina glicosilada) HbA1c a normalidade é de 6-7% e a ideal de 6%. (as complicações surgem com valores limite de 8%), colesterol e triglicéridos.

 Doseamento da Taxa de glucose sanguínea (glicemia em jejum e posprandial). Quando se verifica hipoglicémias constantes ou pequeno aumento da taxa sanguínea sem excreção de glicose na urina, pedir uma prova de tolerância à glicose (1.75g /kg de glicose pura ingerida em jejum e determinações aos 60m aos 90m e 120m depois de ingestão da glicose).

Segundo Conn e Fanjans uma curva igual ou superior a 160mg/dl nos primeiros 60m indica diabetes. Nos 90m 140 ou superior e 120mg/dl aos cento e vinte minutos.

 

A idade é um factor de interesse: estatisticamente o mesmo autor inclui num grupo 20 aos 30 anos os valores acima mencionados. A tolerância à glicose deteriorasse progressivamente com a idade. Não existe actualmente critérios precisos para determinar uma curva diabética após os 50 anos de idade. Existem um certo número de pessoas cujos valores estão no limite.Conn atribui para os pré-diabéticos os seguintes valores: 160mg aos 60m, 135mg ou mais aos noventa minutos e entre 110 a 120mg aos cento e vinte minutos.

 

Interpretação de Exton e Rose modificado

 (1.75g/kg de glucose em jejum em duas doses, a primeira em jejum e a segunda aos 30minutos)

Diabete melitus: glicemia em jejum superior a 120mg, Em 30minutos excede a concentração em jejum em 50mg ou mais. Glicemia dos 60 minutos excede ao valor da glicemia dos 30m em 30mg ou mais.

Para crianças de menos de 7 kg utilizar a dose mínima de 10g e para crianças com um peso superior a 7kg 1.75g/kg de peso.

Diabetes militus na glicemia posprandial: o doente deve manter uma dieta de dois ou três dias rica em hidratos de carbono com pouca gordura. Com uma dieta rica em gorduras pode falsear a prova com um aumento e descida lenta. Evitar a actividade física a refeição deve ser moderada. As concentrações de glicose depois de 2 horas pedem-se classificar como se segue: normal menos de 110mg/dl. Limite 110 ª 140 mg/dl. Anormal maior de 140mg/dl. As grávidas com este valor devem fazer a prova de tolerância de Exton Rose modificada.

Complicações.

Feridas com dificuldade em sarar, hipertensão arterial, frigidez. Na gravidez deve ser vigiada e controlada, a longo prazo podem aparecer complicações nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidade dos membros. Pequenos vasos dos olhos Retinopatias diabéticos não proliferativa (estreita e enfraquecem os pequenos vasos do olho) e proliferativa (obstrução dos vasos evoluindo para hemorragias) que podem levarem à cegueira, perturbações nos pequenos vasos dos rins e nos nervos.

Tratamento

A terapêutica mais conhecida por via oral para diabetes do tipo 2 são as sulfonilureias (aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas), as biguaninas que têm por finalidade aumentar sensibilidade à insulina que é produzida pelo organismo, acarbose que age ao nível do intestino para tornar mais lenta a absorção da glicose mantendo os níveis da glicemia normais. Recentemente surgiram os sensibilizadores da insulina de ultima geração as thiazolidinedionas. A escolha deve ser feita pelo médico que avalia as condições do doente e receita o fármaco adequado ou associações com insulina.

Glicemia tipo 1

 

A insulina é uma proteína e como tal só actua quando é injectável sem passar pelo processo digestivo. Existem diversos tipos conforme o quadro que se segue:

 

Insulina de acção rápida (humalog) Começa a manifestar-se entre 5-15m. Baixa as taxas da glicemia entre 40-90m e o seu efeito termina entre 3-4 horas
Insulina de acção curta (regular R) O seu efeito manifesta-se em 30m. Baixa as taxas de glicemianas 2-5 horas depois da injecção. E termina a sua acção 5a8 horas depois.
Insulina de acção intermediaria NPH (normal N)(Ou lenta L)  Manifestação da acção nas primeiras 1ª 3 horas. As baixas da glicemia manifestam-se entre as 6 a 12 horas depois. Termina a sua acção entre as 16 a 12 horas depois.  
Insulina de acção longa (ultralenta U) Começam a sua acção 4 ª 6 horas depois da injecção e baixas as taxas da glicemia 8ª 20 horas e termina a acção nas 24 a 28 horas depois.
NPH + regular A sua acção manifesta-se nos primeiros 30 m Começa a diminuir as taxas da glicemia nas 7 a 12 horas depois e termina a sua acção nas 16 a 12 horas depois da injecção.

 

Taxa de glicemia (monitorização) também diária, alimentação e exercício físico.

Existem no comércio pequenos aparelhos electrónicos que em poucos segundos permitem dosear a glicemia. É um dos avanços no controlo da diabetes pela alimentação e tratamento nos insulino-dependentes. A figura ilustra um rastreio feito com estes aparelhos

Alimentação

 Os diabétologistas hoje falam numa alimentação variada e em pequenas quantidades: hidratos de carbono, proteínas e eliminação dos açúcares de absorção rápida. Por exemplo não deve exceder a três peças de fruta por dia e sempre seguidas de uma bolacha de água e sal. Esta orientação deve ser prescrita por um médico ou técnico de saúde. Os alimentos dividem-se em três grupos:

 

  1. Os restauradores como os alimentos ricos em proteínas: (formam as células o sangue e as hormonas) carnes, leite, iogurte, queijo, ovos o feijão incluindo o de soja, lentilhas, ervilha seca
  2. Os energéticos: (combustível necessário da actividade do dia-a-dia) trigo, a cevada, o arroz, a aveia, a mandioca, a batata, o pão e massas, o açúcar o mel, diversas gorduras como a manteiga e óleos, e margarina.
  3. Reguladores (equilibram o funcionamento do organismo e servem de protecção contra doenças variadas) como as verduras legumes e frutas em geral.

 

Pelo menos um alimento de cada grupo deve estar presente em cada refeição, mas sempre em quantidade pequenas. Uma das regras de uma boa alimentação é o de não usar: alimentos refinados, (mas sim integrais), gorduras saturadas, sempre que se usar uma alimentação equilibrada ovo-lacto-vegetariana só terá benefícios para uma boa qualidade de vida.

 

A hereditariedade da diabetes

  • Tipo I: a maioria parece ter de herdar o factor de risco dos pais, e é mais comum nos países frios. Todo o processo genético ainda está em investigação, os investigadores procuram respostas para as seguintes perguntas: sendo a diabetes menos comum nas pessoas que foram amamentadas, será que alimentação do bebé tem influência? Existem auto-anticorpos que permanecem por um período longo e a diabetes só se manifesta na idade avançada? Poderá algum vírus com pouca actividade tornar-se o responsável?

 

  • Tipo II: tendo este tipo de diabetes uma base genética mais forte e o historial familiar maior factor de risco contudo algumas perguntas ainda não obtiveram resposta como:

 

  1. Os povos que comem muita gordura e poucas fibras e poucas hortaliças e não fazem exercício têm mais tendência para adquirir a doença, porquê?
  2. No fim da gravidez existem mulheres que adquirem a doença e factores não genéticos como: mães de idade mais avançada, o peso acima do normal, são mais propensas em adquirir a diabetes de gestação porquê? Não se sabe a causa exacta deste tipo de diabetes, mas geralmente desaparece depois da gravidez.

 Tratamento para a diabetes da grávida

  • Manter os níveis de glicose normais com injecção de insulina e monitorização diária da glicose sanguínea (a orientação médica é imprescindível)
  • Actividade física programada
  • Alimentação programada

 

Riscos sem tratamento

  1. Cesariana
  2. Para o bebé: mais peso e gordura, macrossomia, hipoglicémias e sérios riscos respiratórios à nascença e propensão para a obesidade (a orientação de um ginecologista, pediatra e endocrinologista é necessária)

Monitorização

da glicemia feita

pelo doente                           existem diversas marcas

de aparelhos no comércio

Eléctrodos

Para glicemia e

corpos cetónicos

 

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