Doença de Alzheimer

Definição

É uma degeneração irreversível das células do cérebro que se deterioram de um modo progressivo, causando o envelhecimento do cérebro. A degeneração dos neurónios é lenta e progressiva e apresenta alterações muito significativas da memória recente e outras alterações como a incapacidade de raciocínio, de fazer juízo crítico, a verdadeira e normal percepção dos órgãos dos sentidos que sofrem alterações. Surgem dificuldades motoras, confusão mental e, por fim, a demência.

A doença foi descoberta em 1906 pelo médico Alemão Alois Alzheimer, que relatou em autópsias, placas estranhas (placas senis) e fibras retorcidas no cérebro. Crê-se que a causa seja uma complexa combinação de factores genéticos e pessoais.

Possivelmente esta enfermidade pode estar associada a alterações dos cromossomos 21, 14, e 1 e crê-se poder ser transmitida sobre a forma autossómica dominante. Contudo, a manifestação hereditária familiar é de apenas 5% dos casos, o que deixa em aberto uma maior investigação. Outro facto é que cerca de 50% das pessoas com história familiar desta doença acaba por desenvolver a enfermidade.

Sintomas

Os sintomas observam-se em três fases distintas:

Fase inicial – O doente está consciente, mas desorienta-se em relação ao tempo, ao lugar onde se encontra, incluindo a sua própria casa e entra em depressão. Perde a memória recente, apresenta linguagem difícil, porque deixou de aprender e reter novas informações. Os cuidados de higiene pessoal sofrem alterações e a sua aparência é descuidada. Nesta fase, os doentes ainda apresentam qualidade de vida social aceitável.

Fase intermediária

Nesta fase evidencia-se o facto de o paciente não reter e não aprender novas informações. A sua própria casa já nada lhe diz, surge com frequência o risco de quedas por distúrbios motores e confusão. Necessita de ajuda, pode caminhar sem rumo totalmente desorientado, começa evidenciar-se um comportamento social inadequado com manifestações de agressividade física.

Fase final

O doente fica acamado, já não fala, e surge o risco de úlceras e pneumonias.

Tratamento (o que deve fazer)

Até onde for possível o doente não deverá ser internado. Os cuidados familiares são necessários, embora nos casos em que a família seja impotente para mantê-los, então deverá internar o doente numa instituição. O tratamento é feito apenas com o objectivo de controlar os sintomas incómodos e a formação familiar é necessária para poderem lidar com a pessoa doente.

Considerações técnicas

Dados estatísticos: 10% de pessoas com 80 anos poderão ser portadoras da doença de Alzheimer, 1% das pessoas com 70 anos e 0.1 % de pessoas maiores de 60 anos podem vir a sofrer desta doença (Dados da AF). As estatísticas mundiais apontam para 8 a 15% de portadores da doença de Alzheimer, da população com mais de 65 anos de idade. A doença está ligada a duas espécies de lesões, sendo uma caracterizada pelas grandes placas (placas senis) formadas pela proteína beta-amiloide, que actua como um tóxico sobre os neurónios. A outra tem a ver com os microtúbulos, que produzem verdadeiros nós que se formam nos neurónios, retorcem-nos, apresentando um emaranhado que prejudica o seu funcionamento.

Diagnóstico

Se possível, o parecer psiquiátrico é fundamental, porque surgem complicações de comportamento como hostilidade, agitação, caminhadas sem rumo e descoordenação motora que ocasiona quedas. Surge a depressão e ansiedade. O médico de família deve estar atento à desidratação e intoxicações medicamentosas, incontinência e infecções.

Deve ser feita uma avaliação do quadro clínico como: a prova genética do gene Apo-E (em estudo e investigação), uma neuroimagem para avaliar a acentuada redução do lobo temporal médio e do hipocampo, por meio da Ressonância Magnética Nuclear, a TAC, para avaliar o aumento do volume dos ventrículos laterais, que aumenta duas vezes o seu tamanho normal e está associado ao alargamento dos sulcos corticais. Estas alterações, segundo investigação médica, não são exclusivas da doença de Alzheimer, podendo-se confundir com o processo de envelhecimento e suas manifestações. Em resumo, o diagnóstico na fase inicial da doença deve ser feito por especialistas nesta área.

NOTA:

Demência de Corpos de Lewy

  • Demência com corpos de Lewy foi proposta no ano de 1996  e   descoberta por Heinrich Frederich Lewy no ano de 1912
  •   Esta definição  une  um conjunto de  de terminologias  referidas para  o mesmo quadro clínico.
  •   Esta enfermidade  era chamada também de variante com corpo de Lewy da doença de Alzheimer.
  • Demência associada com corpos de Lewy corticais.
  • Demência senil do tipo corpos de Lewy.
  • Doença com corpos de Lewy difusos e doença de Alzheimer com variações  da doença  de parkinson.
  • O diagnóstico definitivo é obtido  após a morte , através de uma autópsia.

  • Uma característica histológica da  doença é a presença de inclusões citoplasmáticas eosinofílas arredondadas (os chamados corpos de Lewy ou  compostos  de  agregados protéicos nos  neurónios das regiões cerebrais afetadas).

  •  Algumas fontes sugerem como terapia comportamental:

    ï Modificação do ambiente para diminuir a desordem e ruídos e   ajudar  a  concentração dos portadores da DCL

    ï Modificação de respostas: evitar corrigir e interrogar um indivíduo com DCL.

    ï Modificação de tarefas: dividindo as tarefas em etapas mais simples, além de estabelecer uma rotina, o que ajuda o paciente a  sentir-se  mais seguro.

    nota: autossómico (diz-se da herança de características)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Projecto Omega © 2018