Microfilárias (nematelmintos)

Setembro 20, 2015

Answer 1

microfilária com bainha pouco corada e núcleo que não chega à extremidade

 

 

 

          Microfilárias

microfilarias2

loa loa bacrofiti e malayi

  (nematelmintos)

O ciclo evolutivo das verdadeiras filárias consta de uma única fase as microfilárias que se caracteriza como um grupo. Existem as seguintes espécies parasitas do homem:

  • Wulchereria bancrofti.
  • Burgia malayi
  • Onchocerca volvulus
  • Loa loa
  • Streptocerca
  • Mansonella ozzardi

Cada tipo é transmitido por um tipo de insecto sugador de sangue. (mosca ou mosquito)

Fármacos para nematodos tecilulares

Dietilcarbamazina 2mg/kg p.o. 8 em 8 h. (aumentar progressivamente a dose)

Ivermectina

Mebendazol

Suramina

Microfilmaria W. Bancrofti

 È transmitida pelo Culex, Aedes, Mansonia e Anopheles. (mosquitos)

 Acção patogénica

  • Linfagite dos órgãos genitais e extremidades inferiores
  • Elefantíase tardia
  • Varicose linfática
  • Periodicidade nocturna

Sintomas

Fase aguda

  • Sensibilização local e generalizada
  • Reacções dos tecidos contra o invasor
  • Vermelhidão de um trajecto linfático que se apresenta mole e doloroso e por vezes com reacção febril. No adulto jovem do sexo masculino os sintomas aparecem 3 a 6 meses depois do contagio.
  • A linfangite pode estar associada a linfodenite com febre moderada. Pode-se originar num dos membros superiores.
  • Inflamação do cordão espermático, testículo ou todo o órgão genital
  • Os vermes podem estar nos vasos linfáticos durante anos sem apresentarem sintomas aparentes e podem constituir uma fonte de infecção para o mosquito.
  • Nas virilhas com varicosidades nodulares
  • Membros inferiores um ou ambos com elefantíase com pele a mais e com densas zonas fibrosas subcutâneas.

Tratamento

Hetrazan (dietilcarbamazina) administração por via oral 2 mg por quilo de peso durante

10 ou mais dias

Diagnóstico: pesquisa no sangue nocturno de filárias embainhadas

Microfilária Brugia malayi                                                        

 Acção patogénica

  • Linfagite e elefantíase dos membros inferiores
  • Periodicidade nocturna

Diagnóstico

Pesquisa no sangue nocturno de M.. filárias embainhadas

Insectos hospedeiros

Mosquitos Mansonia e Anopheles

Tratamento

Hetrazan como para a Mf. Bancrofti

Microfilária Onchocerca volvulus

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Microfilária Onchocerca volvulus

Black_Fly

Mosca preta Simulium damnosum

Filária enrolada agente da oncocercose

Acção patogénica

  •  Dermatite pruriginosa grave
  • Reacção aguda de sensibilização
  • Reacção celular local de natureza fibrocítica (tumores com vermes enrolados no interior da matriz fibrosa)
  • O temor pode apresentar um abcesso central por invasão bacteriana
  • Os nódulos localizam-se no tronco, nádegas, cotovelo e eventualmente na cabeça.
  • Lesões oculares que podem ocasionarem cegueira

 

Diagnóstico: biópsias de lâminas de pele de mais ou menos 0.5 cm de diâmetro colhidas nas duas espáduas ou região intercostal e crista ilíaca.

Montar entre lâmina e lamela com uma gota de soro fisiológico tépido e fazer a observação ao microscópio, as microfilárias movem-se activamente no meio.

Transmissor

Mosca preta Simulium damnosum

Tratamento

  • Remoção cirúrgica dos nódulos, com a finalidade de limitar a infecção ocular, reduzir a possibilidade de hipersensibilizacão quando se inicia o tratamento.

Dietilcarbamazina

Microfilária Loa loa

O transmissor é a mosca Chrysops dimidiata

 Acção patogénica

  •  O verme encontra-se nos membros tronco e cabeça
  • Grave reacção local dos tecidos infectados.
  • Inflamação da pálpebra com dor
  • Edema, prurido e Eosinofilia
  • Periodicidade diurna

Diagnóstico

Pesquisa diurna no sangue periférico da microfilária com bainha

Tratamento

  • Extracção do verme-mãe quando passa por diante do olho. Esta operação requer experiência e perícia, para não lesar a córnea e deixar com que o verme, escape para os tecidos mais profundos da orbita.
  • Comprimidos de Hetrazan como para a Mf. Bancrofti.

 

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Três espécies de Mansonella que  podem causar infecções humanas: M. streptocerca, M. perstans, e M. ozzardi.

Cada espécie tem uma distribuição geográfica limitada e geralmente provoca sintomas leves.

Epidemiologia

  • M. perstans é endêmica em grande parte da África Subsaariana, do Senegal a Uganda e sul ao Zimbabué, e na América do Sul e Central, no Panamá e Argentina.
  •  Uma vez que a maioria dos indivíduos infectados  são assintomáticos, a epidemiologia da M. perstans não foi claramente definida
    1. A doença pode provocar sintomas leves como: dores nas articulações, no corpo,  cabeça, comichão, febre e frio nas pernas.
    2. Perstans é transmitida por mosquitos que picam (Culicoides). O ciclo da vida é semelhante ao de outras filarias . Larvas infectantes introduzem-se durante a picada de um mosquito infectado e vão amadurecer ao longo de meses,  até  atingirem a fase  de vermes adultos.
    3. Os vermes adultos vivem na pleura (serosa que envolve os pulmões ) pericárdio, peritónio , bem como na mesentérica. Tecidos, onde  se  reproduzem.
    4. AS microfilária não apresentam  bainha e  são encontrados no sangue periférico .
    5. Microfilárias são responsáveis ​​pela transmissão da infecção, porque eles são absorvidos durante a refeição de sangue do inseto vetor.
    6. O ciclo da  vida, é concluída  com a maturação de microfilárias em larvas de terceiro estágio infeccioso dentro do mosquito.
    7. O tempo de vida dos vermes adultos é desconhecido, embora  as pesquisas  positivas,  foram relatadas até 10 anos depois  do indivíduo infectado ter deixado a área endémica.

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