O que é um divertículo?

O divertículo é uma hérnia ou uma projeção em forma de sáculo (Saculiforme) que ocorre na massa muscular do cólon, no ponto em que a artéria atravessa a massa muscular que irriga o intestino e que vai prejudicar a integridade da sua parede.

Causa

Esta enfermidade é comum no cólon sigmóide que se contrai com maior intensidade nas prisões de ventre para expulsar as fezes resultando o aparecimento dos divertículos ou pequenas hérnias saculiformes

O que é uma diverticulite?

Processo inflamatório com infeção local de um ou mais divertículos, geralmente localizada no cólon descendente e sigmóide.

Epidemiologia

As diverticulites afetam cerca de 50% dos indivíduos com mais de sessenta anos, do sexo feminino ou  masculino.

Constatação clínica

As estatísticas revelam que 20% dos pacientes com queixas intestinais apresentam algum tipo de complicação associada à diverticulite.

Tratamento e diagnóstico

Os seguintes exames são necessários: hemograma, hemoculturas, radiografia do abdómen, ecografia, clister opaco (contra-indicado na fase aguda por risco de perfuração) e sigmoidoscopia sem insuflação.

Diagnóstico diferencial

Excluir uma neoplasia do cólon ulcerada, colite granulomatosa e colite esquémica.

Tratamento

Ampicilina+tobramicina+metronidazol

Cefotaxima+metronidazol (não cobre os enterococos)

Cirúrgico: urgente em casos de: peritonite extensa, progressão do abcesso mesmo com o tratamento antibiótico e ainda no caso de oclusão intestinal

 Tipos de diverticulites

1-Sintomática

 A divertículite sintomática requer o uso de antibiótico e repouso. A intervenção cirúrgica faz-se necessária em pacientes que apresentarem pelo menos dois episódios confirmados de diverticulite ou que não melhoraram com o tratamento clínico.

2- Assintomática

Pode ser tratada através da modificação da dieta ou com produtos contendo fibras, como o Psyllium  que é  uma fibra solúvel extraída de uma planta.

Como se desenvolve a diverticulite?

Apesar de não ser totalmente conhecida a origem, acredita-se que dois factores estejam associados ao surgimento dos divertículos: o aumento da pressão no interior do intestino com a prisão de ventre e um enfraquecimento de pontos da parede intestinal.

Sintomas

Apenas uma minoria dos indivíduos tem queixas relacionadas com a diverticulite.

A queixa mais comum é a do desconforto doloroso na região inferior esquerda do abdómen, com variável tempo de duração e que alivia com a eliminação de gases ou fezes, diarreia ou prisão de ventre.

Complicações:

  1. a) A diverticulite manifesta-se com uma dor forte na parte inferior esquerda do abdómen, acompanhada de febre e, geralmente, com prisão de ventre. Podem estar associados também náuseas, vómitos e diarreia com muco, pus, ou ainda,  sangue.
  2. b) Os divertículos inflamados podem formar pus, desenvolver um abcesso e perfurar a parede do intestino. Com a perfuração, o pus pode espalhar-se ou não no abdómen, causando uma peritonite ou inflamação da membrana peritoneal, que costuma ser consequência direta de uma infeção (peritonite infecciosa)

Complicações menos frequentes são o sangramento, a formação de fístulas e a obstrução intestinal. O sangramento é mais comum em divertículos do lado direito do intestino grosso e pode ocorrer sem diverticulite. Após o primeiro sangramento, as hipóteses de ocorrer outro é de 25%; após um segundo episódio, a hipótese de ocorrerem novas hemorragias chega a ser de 50%. As fístulas decorrem da drenagem espontânea de um abcesso, o que pode ocorrer na bexiga ou vagina, por exemplo. A obstrução do intestino grosso deve-se geralmente a sucessivas inflamações e cicatrizações de diverticulites, resultando em fibrose (cicatrização deficiente) e fixação do intestino.

Qual é o prognóstico?

A maioria dos casos de diverticulites melhora com tratamento clínico. Dietas ricas em fibras e remédios que humedecem e aumentam o volume das fezes podem diminuir o esforço para evacuar e aliviar sintomas ou prevenir novos surtos. Remédios anti-espasmódicos diminuem as contrações excessivas do intestino e podem ser benéficos.

Um alerta

O stress emocional também tem sido relacionado com o aumento dos espasmos do intestino e a automedicação é perigosa. Se um paciente com peritonite ingere por iniciativa própria medicamentos analgésicos para combater a dor, encontrará um certo alívio; por outro lado, dificultará a tarefa do médico, pois podem ocultar-se sinais reveladores do distúrbio, o que alterará o diagnóstico.

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