A SIDA

Esta epidemia silenciosa que ceifa milhões de vidas a cada dia que passa. Continua a ser o maior flagelo de todos os tempos.

A única medida eficaz e profilática é o uso do preservativo. Todas as pessoas estão sujeitas a incluírem-se nos grupos de alto risco. Os seropositivos não devem disseminar a doença, podem fazer a sua vida sexual, fazendo a medicação com antiretrovirais e usando sempre  o preservativo,

Abra o link e medite.

SIDA (HIV)

O HIV, vírus da Sida, (vírus da imunodeficiência humana) é um vírus capaz de sintetizar ADN, pelo facto de possuir uma enzima transcriptasa inversa que pode passar a informação do ARN ao ADN. (O material hereditário do vírus é o ARN, capaz de produzir molécula ADN a partir do seu ARN).

Investigadores Franceses do Instituto Pasteur de Paris, anunciaram ter descoberto a chave comum a todos os vírus HIV, com a qual o vírus penetra na célula.

A descoberta da doença é recente, reporta-se a 1981, embora se pense que já existisse há 30 anos. A origem do vírus é desconhecida, contudo, existe forte probabilidade de ter surgido em África, e de ter sido transmitido ao homem pelo macaco africano chimpanzé, que não desenvolveu a doença. Foram identificados quatro chimpanzés portadores do vírus SIVcpz. (vírus da imunodeficiência símia do chimpanzé). O código genético viral das quatro amostras de SIVcpz foram comparadas com várias amostras de HIV-1 e 3, que apresentam grande semelhança com o HIV-1, todas pertencentes a uma subespécie de chimpanzé (Pantroglodites troglodites) que vive no Congo, Gabão, Camarões e Guiné Equatorial, mas nada tem confirmação científica.

Foram tomadas várias medidas de estratégia para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a SIDA, mais ainda não é possível prever a curto prazo uma vacina. Está a ser testada uma vacina NYVAC-HIV por investigadores na cidade Suiça de Lausanne, a qual foi noticiada. Contudo, a sua divulgação ainda não foi feita. A vacina conseguiu estimular a produção de células que eliminaram células infectadas pelo HIV.

Todos os países do mundo têm feito ampla divulgação desta epidemia, mas é evidente que todo este esforço não tem sido suficiente para parar a difusão da mesma. Impõe-se a todas as camadas etárias de alto risco uma visão realista a respeito da prevenção, que as leve a adoptar a única medida eficaz conhecida: o uso do preservativo.

Segundo as estatísticas, no ano 2010 mais de 50 milhões de pessoas no mundo  já terão sido infectadas pela SIDA. Esta realidade deve levá-lo a reflectir. Colabore na prevenção. Se é seropositivo, tenha respeito pela vida humana, não dissemine o vírus mantendo relações sexuais sem preservativo e sem medicação.

O contágio é feito:

  1.  nas relações sexuais sem preservativo, com características epidemiológicas semelhantes ao vírus da hepatite B e C;
  2.  nas transfusões de sangue sem controlo laboratorial e injecções parentéricas;
  3.  na gravidez,  com a  passagem do vírus da mãe portadora da enfermidade ao feto.  A transmissão do HIV através do leite materno ocorre em cerca de 1 em cada 7 bebés nascidos de mulheres portadoras do vírus. Dependendo da área geográfica e das condições sócio- económicas, uma mãe portadora da enfermidade não deve amamentar o seu  bébe sem ouvir  a opinião de especialistas;
  4.  ainda se não demonstrou ser a picada do mosquito, da mosca, ou de outros insectos, a causa de transmissão do vírus. O vírus parece ser pouco resistente aos desinfectantes habituais (lexívia, etc.);
  5. qualquer pessoa pode ser portadora sem manifestar a doença durante 5 a 10 anos;

 Casos em que parece não haver transmissão do vírus:

  1.  espirro, tosse, aperto de mão, suor, saliva (embora esta última seja discutível);
  2. assentos públicos e piscinas.

Os seropositivos não devem ser marginalizados é um dever moral e espiritual de todos os

cidadãos.

Diagnóstico

Faz-se por detecção de anticorpos com o teste de ELIS  (A-HIV1 HIV2 e mais recente outros retrovírus como: (HTVL- I e II ) com confirmação do teste de WETERN BLOT.

Nota: o HTVL não é agressivo e a sua virulência e maniffstação clínica está a ser avaliada.

Siga as regras profiláticas como para a SIDA nas relações sexuais (USO DO PRESERVATIVO)

Quando se deve fazer um teste?

Teste de segurança média: até aos três meses a partir da data em que se suspeita da contaminação. Pode o resultado ser ou não positivo.

Teste de segurança mais elevada: até aos seis meses a partir da data em que se suspeita da contaminação (possibilidade de 99,9% de o resultado ser ou não positivo).

A OMS recomenda repetir o teste seis meses depois. Raríssimos casos descrevem o aparecimento de uma reacção tardia para além dos seis meses.

Medicamentos

Existem o AZT, o DDI e o DDC e outros mais recentes. Estes fármacos antirectrovirais actuam em diferentes estágios da multiplicação do vírus e contribuem para inibir a sua actividade e são, por vezes, ministrados em conjunto para obterem maior eficácia. Estes medicamentos, embora não destruam o vírus, podem diminuir a rapidez da sua progressão.

Uma grande esperança é o aparecimento de fármacos mais eficazes no futuro.

IMUNOLOGIA do HIV

O estado de saúde do ser humano depende da actividade do seu sistema imunitário, que é constituído por glóbulos brancos e outras células. Cada vez que uma toxina, bactéria ou vírus penetra no nosso organismo, os linfócitos B segregam anticorpos que atacam o intruso. Estes anticorpos são conhecidos como imunoglobulinas que possuem, cada uma, a sua especificidade e exercem a sua acção a diferentes níveis.

Os linfócitos T destroem as células infectadas. O vírus da Sida, pela acção de uma glicoproteína presente na sua superfície, ataca os linfócitos, em particular os T4 (CD4) e os macrófagos, que vai infectar e destruir. Os Linfócitos T8 (CD8) destroem as células infectadas e não são infectados pelo vírus.

Segundo a revista Science, recentes pesquisas realizadas por investigadores norte-americanos decifraram a estrutura de um anticorpo existente em pacientes resistentes ao vírus HIV. O anticorpo é chamado 2G12 e foi isolado já há alguns anos em pacientes seropositivos que combatiam o vírus com eficácia. As investigações revelaram que o anticorpo neutraliza o vírus ao ligar-se aos açúcares que se encontram à superfície  do HIV. Esta descoberta poderá fornecer uma base para uma futura vacina.

A partir de uma contagem de linfócitos (CD4) abaixo de 500/mm3 de sangue, o paciente está sujeito a sofrer numerosas infecções oportunistas e a ver aumentada a possibilidade de apresentar neoplasias.

 

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Projecto Omega © 2018